Cresce o abandono de animais na pandemia



As redes sociais nos mostram diariamente cenas de abandono de animais domésticos. As formas são as mais bizarras possíveis, e muitas vezes com um certo teor de crueldade.
As desculpas são as mais variadas possíveis, não coube na mudança, engravidou e tem medo em relação ao bebê, cresceu demais e não tem espaço, gasta muito, ficou velho, está doente... enfim sempre as mesmas. 
Mas desta vez não é uma desculpa pois a crise financeira veio com a pandemia e consequentemente o abandono cresceu demais. Ao contrário do ano passado durante o qual, entre os meses de abril até julho, quando houve um aumento considerável de adoções. 
Este ano devido a incerteza da vacinação, o aumento do desemprego, o aumento do custo de vida, houve uma diminuição sensível no volume de doações para as ONGs e protetores independentes. 
Sabemos também que a maioria dos animais que se encontram em estado de abandono são os sem raça definida. Quando são resgatados, castrados, vacinados e prontos para esperarem uma família que os adote, muitas vezes isto não acontece, pois são a última opção de preferência, idade adulta, sem raça, cães com pelagem preta, idosos, cães portadores de deficiências, infelizmente são colocados no último plano.
Portanto o abandono tem apresentado um índice significativo.
Ainda alguns procedimentos poderiam minimizar este quadro tão triste e negativo, como por exemplo: castração, adoções conscientes, não aquelas realizadas por impulsos, e a conscientização dos tutores, que na maioria das vezes tem o seu cão de companhia quando lhe é conveniente, não como uma responsabilidade contínua. 
Lembre-se que os animais são seres vivos dotados de sentimentos e sensibilidade, isto é são sencientes. 
Antes de adotar pense bem, eles não são descartáveis e muito menos objetos. 
Adotar é um ato de amor. Eu adotei!!






Ana Bittar
Jornalista MTB: 0084520/SP
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