Século XXI e ainda usamos charretes


A história da charrete tem seu início com a vinda de Dom Pedro II, em sua primeira visita na cidade de Petrópolis. Era um veículo de transporte e de movimentação de carga cujo uso foi sendo substituído por veículos mecânicos. Restou o uso da charrete apenas em alguns lugares turísticos e pitorescos do Brasil. 
Tudo seria lindo e maravilhoso se não houvesse uma excessiva exploração dos cavalos que são utilizados para o transporte de turistas.
Acaso em que fomos informados que o descaso e exploração termina quase sempre com o abandono do animal, que muitas vezes tem que procurar alimentos por si próprios, enfrentando o trafego de automóveis e não raramente acabam sendo atropelados.
Há relatos de que em dias de chuva, os pobres animais terminam atolados em lama sem forças para reagir por conta da desnutrição e debilidade física e esperam muito tempo por um socorro. 
Pelas fotos ao invés de vermos cavalos bonitos, com um porte elegante e saudáveis, vemos animais doentes, magros, feios, é um retrato impressionantemente triste para um animal que em muitos países já foi reverenciado como um deus. 
Sensibilizadas pela angustiante situação algumas pessoas pedem o fim das charretes com tração animal e sua  substituição por charretes elétricas, como as de Petrópolis (RJ).
As fotos falam mais do que palavras. Nelas podemos ver animais que ultrapassaram o limite da exaustão, desfalecendo ou passando mal. Quando não estão trabalhando ficam aguardando o próximo cliente no sol escaldante ou chuva torrencial. Descanso? Não existe. Trabalham, horas a fio e sabe-se lá como é o seu descanso, se é que há.
Maus tratos jamais devem ser aceitos. Todos precisam se unir e socorrer estes pobres seres explorados até a morte. 
Convivi muito com cavalos já que meu pai era tenente do exercito (cavalaria) e me ensinou a amá-los e respeita-los. 
São animais sensíveis, inteligentes, brincalhões e muitas vezes companheiros. Não é nada disso que vemos nesta página do Facebook que me foi repassada, que mostra o turismo da cidade de Poços de Caldas. 
Resta a indignação e a esperança de que autoridades, amigos da causa animal, venham tomar alguma providência em relação a esta situação tão lastimável.
Turismo não necessita do trabalho escravo do animal, pelo contrário ele deve viver em paz e harmonia com os seres que se dizem humano. 










Ana Bittar
Jornalista MTB: 0084520/SP
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