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A presença de cães e gatos nos lares brasileiros nunca foi tão marcante, e no Rio de Janeiro essa realidade também se reflete na economia. Nos últimos anos, a chamada “humanização dos pets” transformou a forma como os tutores se relacionam com seus animais de estimação, ampliando o cuidado com saúde, alimentação e bem-estar. Esse movimento impulsiona não apenas clínicas, pet shops e serviços especializados, mas também um novo segmento dentro do mercado de seguros: a assistência pet.

No estado do Rio de Janeiro, o setor pet cresce de forma consistente. Levantamento do Sebrae Rio aponta que o número de negócios ligados a animais de estimação cresceu cerca de 49% nos últimos cinco anos, ultrapassando 22 mil empresas ativas. Entre clínicas veterinárias, pet shops, serviços de banho e tosa e creches para animais, o segmento se consolida como um dos mais dinâmicos da economia local.

Esse cenário acompanha uma tendência global. O mercado de seguros e assistências para pets movimenta atualmente entre US$ 10 bilhões e US$ 22 bilhões em prêmios no mundo, com projeções que indicam crescimento para algo entre US$ 25 bilhões e US$ 45 bilhões até o início da próxima década. As estimativas apontam taxas médias de expansão entre 10% e 17% ao ano, segundo estudos de consultorias como MarketsandMarkets.

Em países como Estados Unidos e Reino Unido, onde mais de dois terços das famílias possuem animais de estimação, já existe uma ampla oferta de coberturas específicas para saúde animal. No Brasil, o cenário ainda está em construção, mas o potencial é expressivo. O mercado pet nacional movimenta cerca de R$ 75 bilhões a R$ 78 bilhões por ano, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e da Abempet.

Apesar desse crescimento, a proteção financeira voltada aos pets ainda é pouco difundida no país. Estimativas de mercado, citadas por entidades como a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e o Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Sindseg RJ/ES) indicam que aproximadamente 250 mil cães e gatos possuem algum tipo de cobertura, o que representa cerca de 0,24% do universo de mais de 100 milhões de animais domésticos no Brasil.

Esse número revela o tamanho do espaço para expansão do setor.

Como funciona a assistência pet

No Brasil, diferentemente do que ocorre em alguns países europeus ou nos Estados Unidos, as soluções voltadas à proteção animal costumam aparecer na forma de serviços de assistência associados a seguros tradicionais, como apólices residenciais, automotivas ou de viagem.

Entre os serviços mais comuns estão orientação veterinária por telefone, atendimento emergencial, indicação de clínicas credenciadas, transporte do animal em caso de emergência, hospedagem temporária e auxílio em caso de perda do pet. Em algumas situações, a assistência também oferece suporte em circunstâncias inesperadas, como hospitalização do tutor ou impossibilidade temporária de cuidar do animal.

Para especialistas do setor segurador, esse tipo de serviço cumpre um papel importante ao ampliar o acesso a orientações profissionais e reduzir o impacto financeiro de imprevistos, especialmente em casos de emergência veterinária.

Custos veterinários e planejamento

O crescimento da assistência pet também acompanha uma evolução da medicina veterinária. Procedimentos que antes eram raros, como cirurgias complexas, exames de imagem avançados e tratamentos especializados, tornaram-se mais comuns nas clínicas veterinárias.

Essa evolução melhora o diagnóstico e a qualidade de vida dos animais, mas também eleva os custos dos tratamentos. Nesse contexto, a assistência funciona como uma ferramenta de planejamento para os tutores, oferecendo apoio em situações inesperadas e orientações que ajudam na tomada de decisões.

Além disso, muitos serviços incluem orientações preventivas, estimulando cuidados regulares com vacinação, alimentação adequada e acompanhamento veterinário.

Responsabilidade civil e convivência urbana

Outro ponto que ganha relevância com o crescimento da presença de animais nas cidades é a chamada responsabilidade civil pet.

Para o diretor-executivo do SindSeg RJ/ES, Ronaldo M. Vilela, embora sejam situações pontuais, episódios envolvendo ataques, acidentes ou danos provocados por animais podem gerar custos e disputas judiciais. Algumas apólices residenciais já incluem coberturas específicas para esse tipo de ocorrência, garantindo indenização caso terceiros sejam prejudicados.

“Esse tipo de proteção tem ganhado importância principalmente em grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro, onde a convivência em condomínios e espaços compartilhados exige responsabilidade por parte dos tutores”, explicou.

Mercado em expansão

O crescimento da população de animais de estimação reforça a tendência de expansão desse mercado. Dados do Instituto Pet Brasil indicam que o país possuía 149,6 milhões de pets em 2021, número que segue aumentando à medida que mais famílias incorporam cães e gatos à rotina doméstica.

No Rio de Janeiro, o avanço do setor pet também reflete mudanças no estilo de vida urbano. A abertura de novos negócios especializados e a profissionalização dos serviços mostram que os animais deixaram de ocupar apenas um espaço afetivo dentro das casas para se tornar também um motor econômico.

Apesar do potencial, especialistas apontam dois desafios principais: o baixo nível de conhecimento da população sobre produtos de proteção financeira para pets e a percepção de custo por parte de algumas famílias.

A expansão da assistência pet depende, portanto, de iniciativas de informação e educação sobre os benefícios desse tipo de serviço. À medida que cresce a conscientização sobre os cuidados necessários para garantir qualidade de vida aos animais, aumenta também a busca por soluções que ajudem os tutores a lidar com custos, emergências e responsabilidades.

Com uma população crescente de animais de estimação, um mercado pet em expansão e novas soluções surgindo no setor segurador, o Rio de Janeiro acompanha uma tendência que deve ganhar ainda mais força nos próximos anos.

Sobre a CNseg

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem o setor, reunidas em suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). A missão da CNseg é prover serviços que melhoram a vida das pessoas e a realização dos negócios, permitindo o crescimento da economia brasileira.

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Fonte: CNseg

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