Médico-Veterinário da Vetnil® explica por que alterações nos hábitos, no comportamento e na saúde intestinal não devem ser associadas a um processo normal do envelhecimento

O cão que passou a hesitar diante da escada ou o gato que já não alcança seu lugar preferido nem sempre estão adaptando a rotina ao avanço da idade. Mudanças como essas e tantas outras, como alterações no apetite, no peso, sono e comportamento, podem estar relacionadas à presença de dor, devido a doenças articulares ou a outras enfermidades, conforme explica Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®.

Segundo ele, embora o organismo dos pets passe por transformações ao longo da vida, envelhecer não significa aceitar qualquer perda funcional ou mudança de rotina como normal.

“A idade é uma informação importante para a avaliação, mas não deve se tornar uma explicação para qualquer alteração do paciente. O envelhecimento não é uma doença, mas aumenta a probabilidade de alterações e doenças que precisam ser acompanhadas de forma individualizada. O que mais ajuda é comparar o animal com ele mesmo; perceber se passou a fazer algo com dificuldade, abandonou um hábito, mudou a forma de se alimentar ou apresenta alterações persistentes. Essas observações permitem que o Médico-Veterinário investigue o que está acontecendo e oriente os cuidados de maneira individualizada”, orienta.

– Dificuldade para se movimentar

Andar mais devagar, escorregar, evitar escadas, hesitar antes de saltar ou demonstrar dificuldade para se levantar tendem a ser mais comuns com o avanço da idade, sendo fundamental investigar se essas alterações estão associadas a dor, alterações articulares, perda de massa muscular ou outros problemas que exigem avaliação e manejo adequado.

Em gatos, os sinais costumam ser ainda mais discretos. Em vez de mancar, o animal pode deixar de subir em móveis ou escolher locais mais baixos para descansar. Adaptações na casa podem facilitar a rotina, mas não descartam a necessidade da investigação e do tratamento da causa, sempre que possível.

– Menor disposição para atividades habituais
É natural que alguns pets reduzam o ritmo com o passar dos anos. A mudança merece atenção quando o animal demonstra incômodos e perde o interesse por atividades que apreciava, interrompe passeios, cansa rapidamente ou demora mais para se recuperar.

O avanço da idade pode estar associado a alterações fisiológicas que reduzem a força, resistência e capacidade locomotora, mesmo na ausência de uma doença articular ou cognitiva diagnosticada. Entretanto, é imprescindível a avaliação do veterinário, pois, especialmente sobre as doenças articulares, há uma incidência muito alta em cães e gatos idosos, sendo fundamental realizar um tratamento e controle adequados.

Observar quando o cansaço aparece e quais atividades passaram a ser evitadas ajuda na consulta. Vídeos feitos em casa também podem registrar comportamentos que nem sempre se repetem durante o atendimento na clínica.

– Mudanças no apetite e na forma de comer
Alterações de apetite, como demonstrar fome excessiva, seletividade alimentar ou até diminuição da ingestão de alimentos não são mudanças que devam ser atribuídas apenas à idade. Segundo Ribeiro, problemas dentários, articulares, náusea e dificuldade para apreender o alimento estão entre as principais causas.

“Trocas de dieta e suplementos não devem ser feitas por conta própria. As necessidades nutricionais variam conforme espécie, porte, escore de condição corporal, doenças pré-existentes e rotina geral. Cabe ao Médico-Veterinário avaliar a alimentação mais adequada para cada caso”, pontua.

– Ganho ou perda de peso
Com o passar da idade, o peso do animal pode mudar mesmo quando o responsável não percebe diferença no consumo dos alimentos. Com o envelhecimento, cães tendem a apresentar ganho de peso, com aumento da gordura corporal e redução da massa magra. Já gatos idosos tendem a demonstrar perda de peso e de massa muscular.

Enquanto a perda de peso pode estar relacionada ao menor aproveitamento de nutrientes e acometimento por doenças crônicas, o ganho pode estar relacionado à menor atividade física e agravar limitações de mobilidade. Além disso, alterações no consumo de alimentos também podem estar associadas a doenças endócrinas, como hipertireoidismo, hipotireoidismo, hipercortisolismo, diabetes etc.

Como essas mudanças tendem a ser graduais, fotografias, pesagens periódicas e consultas frequentes com o veterinário ajudam a identificar tendências. Mais do que acompanhar os quilos na balança, é importante avaliar os escores de condição corporal e de massa muscular do animal.

– Sono diferente ou agitação durante a noite
Dormir mais pode fazer parte da rotina de alguns animais idosos. Porém, inversões do ciclo de sono, caminhadas noturnas pela casa, latidos, dificuldade para se acomodar ou despertar frequente precisam ser observados.

“Em alguns casos, episódios de dor, alterações urinárias, perda de visão ou audição e mudanças cognitivas estão entre as possíveis explicações para essas mudanças. Conversar com o médico-veterinário que acompanha o animal é fundamental para tentar compreender o quadro”, aponta Ribeiro.

– Isolamento, irritação ou desorientação
Um animal antes sociável que passa a evitar contato, reage ao toque, parece não reconhecer ambientes conhecidos ou fica parado diante de paredes pode estar manifestando desconforto, alterações sensoriais, ansiedade ou comprometimento cognitivo.

Antes de considerar o problema exclusivamente comportamental, é importante investigar possíveis causas clínicas. Repreender o animal por acidentes dentro de casa, latidos ou irritabilidade pode aumentar o estresse e piorar o quadro. Busque sempre por orientação veterinária.

– Alterações nas fezes e na digestão
Fezes mais amolecidas ou ressecadas, vômitos recorrentes e desconforto abdominal merecem atenção. Alterações digestivas podem ter causas diversas e animais idosos ficam mais vulneráveis às consequências da perda de líquidos e da redução na ingestão de alimentos.

A microbiota intestinal, conjunto de microrganismos presentes no trato gastrointestinal, participa da digestão, do aproveitamento de nutrientes e da resposta imunológica do organismo. Qualquer desequilíbrio nesse ecossistema pode ter impacto direto na saúde do pet.

“É preciso primeiro entender a origem e a duração dos sinais. Mudanças persistentes nas fezes, vômitos, perda de apetite ou de peso podem exigir exames e tratamento específico. Recursos terapêuticos voltados à recuperação e manutenção da microbiota podem fazer parte do cuidado”, alerta Kauê Ribeiro.

Entre esses recursos estão os simbióticos, que combinam probióticos e prebióticos, e podem auxiliar na manutenção da microbiota e da resposta de defesa do organismo. Nesse contexto, a Vetnil® conta com a Linha ProbioUp®, composta pelo ProbioUp Simbio®, um suplemento vitamínico enriquecido com probiótico e prebiótico, indicado para melhora do escore fecal e contribui para a produção de metabólitos benéficos para a saúde intestinal de cães e gatos.

A linha também traz os simbióticos ProbioUp Dog Imune® e o ProbioUp Cat Imune®, voltados para o fortalecimento da resposta imunológica e manutenção da microbiota intestinal.

Para um cuidado mais geral com animais geriátricos, a Vetnil® disponibiliza em seu portfólio o Geripet®, um suplemento desenvolvido para atender às necessidades dessa faixa etária, em versões de comprimidos tradicionais e mastigáveis de alta palatabilidade.

Ainda de acordo com o Médico-Veterinário da Vetnil®, não existe uma idade específica a partir da qual todos os cães e gatos passam a ser considerados idosos. Espécie, porte, raça, condições de saúde e histórico individual influenciam o processo de envelhecimento e a frequência necessária de consultas e exames.

“O acompanhamento do pet idoso permite reconhecer dificuldades, controlar condições já existentes e fazer adaptações que preservem conforto, autonomia e interação com a família. Envelhecer é algo que queremos que todos os pets experienciem, mas promover um envelhecimento com saúde e bem-estar deve ser o nosso objetivo”, conclui Ribeiro.

Fonte: ATDC Group

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui