Na convenção da ABHV, COO Lucas Rojo destacou qualidade do atendimento, engajamento das equipes e uso de indicadores para apoiar decisões

A satisfação dos clientes e o engajamento das equipes devem estar entre os primeiros pontos observados por gestores de hospitais veterinários. Essa foi uma das orientações compartilhadas por Lucas Rojo, COO da WeVets, durante a 6ª Convenção da Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários (ABHV), realizada de 15 a 17 de outubro, no Campos Hall, em Campos do Jordão (SP). O encontro reuniu 450 gestores e médicos-veterinários para discutir gestão, liderança e performance operacional.

Com o tema “Conectando o hoje ao amanhã”, a convenção promoveu palestras, mesas-redondas e atividades práticas sobre os desafios da administração de hospitais, clínicas e centros de diagnóstico veterinário. Rojo participou de uma mesa-redonda, um workshop e uma palestra sobre indicadores de gestão médica e performance operacional.

Ao falar sobre indicadores, o executivo defendeu que os gestores priorizem fatores que ajudam a explicar os resultados financeiros, como a qualidade do atendimento, a experiência do cliente e o desempenho do funil de vendas. “O P&L, ou o caixa, é consequência. É o retrovisor. Precisamos olhar para o para-brisa, para a qualidade, o atendimento e o funil de vendas, que são as causas”, afirmou Rojo.

Ele também recomendou acompanhar a satisfação e a saúde da base de clientes, incluindo os encaminhamentos feitos por outros profissionais veterinários. “Precisamos olhar para a saudabilidade e a satisfação da base de clientes, tanto B2C quanto B2V, que são os encaminhamentos de colegas”, disse.

Para Rojo, os indicadores só ajudam a gestão quando estão ligados a decisões e ações concretas. “Indicador sozinho é parafuso solto. Indicador com gestão é parafuso apertado”, resumiu. O executivo afirmou ainda que as métricas podem se refletir nos resultados financeiros, mas não produzem mudanças por conta própria. “Métricas de gestão refletem no caixa? Refletem. Mas o indicador não mexe no caixa. A gestão mexe”, destacou.

A programação da convenção também abordou sucessão empresarial, liderança, gestão de pessoas, fluxo médico e estratégias para transformar dados em decisões. Os debates aproximaram questões financeiras e operacionais da rotina dos profissionais responsáveis pela administração de estabelecimentos veterinários.

O encontro contou ainda com a participação de Tatiana Machado, membro do Núcleo Formador da ABHV e sócia fundadora dos Hospitais Animaniacs, grupo que integra a WeVets. Ela ressaltou a importância da troca de experiências entre gestores e médicos-veterinários.

“A gestão hospitalar envolve decisões que passam pelas pessoas, pelos processos e pelos indicadores. Ter um espaço para discutir essas questões e ouvir diferentes experiências ajuda os profissionais a ampliar o olhar sobre o próprio negócio”, disse Tatiana.

Para a WeVets, a participação na convenção permitiu compartilhar práticas de gestão e discutir caminhos para a profissionalização do setor veterinário.

Fonte: Focal 3 Comunicação

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