Hábitos aparentemente inofensivos podem causar desde problemas digestivos até doenças mais graves em cães e gatos
O aumento de casos de sobrepeso e distúrbios digestivos em cães e gatos tem chamado a atenção de especialistas e reforçado a importância de uma alimentação adequada para a manutenção da saúde dos pets. Cada vez mais presentes na rotina das famílias, os animais acabam expostos a hábitos alimentares inadequados, o que pode comprometer o equilíbrio nutricional e favorecer o desenvolvimento de doenças ao longo do tempo.
Segundo a médica-veterinária do Hospital AmarVet’s, Dra. Camila Aguirre, a alimentação incorreta está entre os principais fatores por trás desse cenário. “Observamos um grande número de pacientes em sobrepeso, o que está diretamente relacionado ao descontrole na quantidade de ração oferecida, ao uso excessivo de petiscos e também à prática comum de dividir alimentos da rotina dos tutores com os animais. Esses hábitos, apesar de parecerem
inofensivos, têm impacto direto na saúde e na qualidade de vida dos pets”, explica.
Além do impacto no peso, alimentos comuns na rotina das famílias podem representar riscos importantes à saúde dos animais. Alho e cebola, por exemplo, podem causar anemia; uvas estão associadas à insuficiência renal; e substâncias como cafeína, álcool e adoçantes à base de xilitol também são consideradas tóxicas para cães e gatos.
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A especialista destaca ainda que a oferta de alimentos destinados ao consumo humano pode comprometer o equilíbrio nutricional dos pets, desbalanceando a dieta e favorecendo o surgimento de deficiências nutricionais.
“A dieta humana não foi formulada para atender às necessidades nutricionais de cães e gatos.
Quando esse tipo de alimento é oferecido com frequência, há um desequilíbrio importante na ingestão de nutrientes, o que pode levar desde quadros gastrointestinais, como vômitos e diarreia, até condições mais graves, como ancreatites e sobrecarga hepática, dependendo da quantidade ingerida e da sensibilidade de cada animal”, afirma. Para garantir a saúde dos pets, a base da alimentação deve ser composta por uma dieta equilibrada e adequada às necessidades individuais. Isso pode ser feito por meio de rações comerciais ou dietas naturais, desde que formuladas com acompanhamento profissional.
A
escolha entre ração seca, úmida ou alimentação natural deve considerar fatores como idade do animal, rotina do tutor e presença de doenças, já que a alimentação natural, por exemplo, exige planejamento e preparo.
Os petiscos também podem ser incluídos na rotina alimentar dos pets, desde que utilizados de forma equilibrada e sem comprometer a dieta principal.
“Eles não devem ultrapassar 10% da ingestão calórica diária. O ideal é que o tutor tenha esse controle para não comprometer a dieta principal do animal. Além disso, é importante priorizar petiscos próprios para pets ou opções naturais seguras, evitando qualquer tipo de alimento que não seja indicado para o consumo animal”, orienta a Dra. Camila.
Em casos de ingestão acidental de alimentos inadequados, a recomendação é agir rapidamente e buscar orientação profissional. O tutor deve interromper o acesso ao alimento e informar ao médico-veterinário o que foi ingerido e em qual quantidade. Caso o animal apresente sintomas, o atendimento deve ser imediato.
Fonte: Tudo em Pauta














