Mudanças de comportamento antes e durante a ausência do responsável podem indicar que o animal sofre com o problema
Pegar a bolsa, calçar os sapatos ou alcançar as chaves são atividades que fazem parte da rotina. Porém, para alguns cães, esses pequenos movimentos geram desconforto e inquietação. É o que acontece quando pet é acometido pela ansiedade de separação.
O problema está relacionado à dificuldade do animal em lidar com o afastamento de uma ou mais figuras de vínculo.
“Antes mesmo de o responsável sair de casa, o animal pode começar a segui-lo de um cômodo a outro, ficar ofegante, vocalizar ou demonstrar inquietação. Esses sinais ajudam a entender por que o quadro vai além do que acontece durante a ausência e começa ainda na antecipação da saída” explica Marina Tiba, médica-veterinária e gerente de produtos da Avert Biolab Saúde Animal.
Ao se ver sozinho no ambiente, o pet pode expressar o desconforto de várias formas. Entre as manifestações mais comuns estão vocalização persistente, andar de um lado para outro, salivação, tentativas de acompanhar ou reencontrar o responsável e destruição concentrada principalmente em portas, janelas e outros pontos de saída. Alguns animais podem fazer suas necessidades dentro de casa, mesmo quando já estão habituados a fazer as necessidades no local correto. Em quadros mais intensos, podem ocorrer tentativas de fuga e até ferimentos.
O momento em que esses comportamentos aparecem também traz informações importantes. Em muitos cães, os sinais são mais intensos logo após a saída. Por isso, câmeras instaladas em casa podem ajudar a identificar como o animal reage durante a ausência e revelar comportamentos que o responsável não teria como observar presencialmente.
Por que alguns cães têm mais dificuldade em ficar sozinhos?
Não existe uma causa única. Experiências anteriores, características individuais, mudanças bruscas de rotina e a forma como o animal aprendeu a lidar com períodos de ausência podem influenciar esse comportamento.
Um cão que passou muito tempo com companhia constante, por exemplo, pode apresentar dificuldade quando a rotina muda e a casa volta a permanecer vazia por algumas horas. Da mesma forma, uma experiência negativa vivida enquanto estava sozinho pode fazer com que futuras separações sejam associadas a insegurança ou desconforto.
Isso não significa que cães muito ligados aos responsáveis necessariamente desenvolverão o problema. Procurar contato, seguir pessoas pela casa ou demonstrar entusiasmo no reencontro pode fazer parte do comportamento social da espécie.
“O vínculo, por si só, não é o problema. O ponto de atenção é quando o cão não consegue permanecer sozinho sem entrar em um estado de ansiedade. Essa capacidade pode ser construída gradualmente, respeitando os limites de cada animal”, destaca Marina.
Aprender a ficar sozinho também faz parte da rotina
Uma das estratégias mais importantes é trabalhar ausências de forma progressiva, começando por períodos curtos em que o cão ainda consiga permanecer tranquilo. A duração pode ser aumentada aos poucos, evitando que o treinamento avance além do que o animal consegue tolerar naquele momento.
Também é importante oferecer oportunidades de atividade independente. Brinquedos recheáveis, itens adequados para mastigação e outras formas de enriquecimento ambiental que ajudem o cão a explorar o ambiente e ocupar o tempo sem depender constantemente da interação com o responsável. Exercícios físicos, brincadeiras e uma rotina relativamente previsível também contribuem para o equilíbrio comportamental.
Punir latidos, destruição ou eliminações inadequadas ao retornar para casa, por outro lado, não ajuda o animal a lidar melhor com a separação. Como esses comportamentos ocorreram durante um estado de ansiedade, a punição pode aumentar a tensão sem ensinar uma resposta alternativa.
Em alguns casos, o manejo ambiental e o trabalho comportamental podem ser associados a recursos complementares. Suplementos alimentares formulados para auxiliar respostas relacionadas ao estresse podem integrar essa estratégia quando houver indicação profissional. Nos quadros mais intensos, o médico-veterinário pode avaliar a necessidade de outras abordagens terapêuticas.
“O manejo deve considerar a intensidade dos sinais, o histórico do animal e a rotina da família. Algumas estratégias funcionam bem para determinados cães e precisam ser adaptadas para outros. O objetivo é reduzir a ansiedade e construir experiências de separação que o animal consiga tolerar de forma progressiva”, explica Marina.
Reconhecer o problema cedo faz diferença. Observar em que momento os sinais começam, como o cão se comporta durante a ausência e quais situações parecem intensificá-los ajuda o médico-veterinário a definir uma estratégia mais adequada e evita que o desconforto se torne cada vez mais associado à rotina de ficar sozinho.
Sobre a Avert Biolab Saúde Animal
A Avert Biolab Saúde Animal é uma divisão da inovadora farmacêutica Biolab e atua no mercado veterinário desde 2013 com o compromisso de colaborar com o acesso às melhores práticas farmacêuticas para o desenvolvimento contínuo da medicina veterinária brasileira. Possui em sua linha medicamentos, nutracêuticos e dermocosméticos para cães e gatos. O investimento em tecnologias de produção e a busca pela inovação para a saúde e bem-estar animal são constantes. Acesse: www.avertsaudeanimal.com.br e www.vidamaisromrom.com.br.
Fonte: Assis Comunicações














