Pesquisa indica avanço desse modelo de trabalho entre profissionais da categoria
O exercício autônomo da medicina veterinária deixou de ser exceção e vira tendência no Brasil. Segundo o estudo Radar Vet 2025, desenvolvido pela Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Comac/Sindan) em parceria com a consultoria H2R, envolvendo 805 entrevistados, 72% dos médicos veterinários atuam hoje de forma independente. O avanço é expressivo frente aos 26% registrados em 2021. Outros 14% são proprietários de clínicas ou hospitais e 14% seguem no regime CLT.
Essa tendência dialoga com o comportamento observado entre os membros da VetFamily, comunidade de clínicas veterinárias independentes. De acordo com a Pesquisa Global de Membros, 84% dos entrevistados afirmam que pretendem continuar à frente de negócios autônomos, enquanto apenas 4% consideram vender a operação para um grupo corporativo.
A indústria veterinária cresceu mais de 10% no último ano e o faturamento aproximou-se de R$ 12 bilhões. O mercado de animais de companhia é o principal motor desse desempenho – há dez anos respondia por 17% do volume de negócios do setor, que hoje já representa 27%.
Mas enquanto o mercado de saúde animal no Brasil passa por um movimento de consolidação, com a aquisição de clínicas e hospitais por grandes grupos, veterinários independentes buscam alternativas para ganhar eficiência e se profissionalizar sem abrir mão da propriedade e da identidade de seus negócios. É nesse cenário que a VetFamily amplia sua atuação no país.
Parte de uma rede global com mais de 11 mil hospitais, clínicas, consultórios e home care em 14 países, a empresa chegou ao Brasil em 2022 com a proposta de ampliar o poder de negociação dos estabelecimentos, oferecer ferramentas de gestão e promover a troca de conhecimento entre profissionais, preservando a autonomia das operações.
Esse movimento acompanha uma mudança no perfil de gestão das clínicas. Segundo levantamento com os associados, 84% realizaram ao menos uma mudança estrutural relevante no último ano, como aquisição de equipamentos ou revisão de preços, e 38% já apontam a inteligência artificial aplicada ao diagnóstico entre as prioridades do negócio. Entre as especialidades em alta estão dermatologia, cardiologia, nutrição animal e comportamento, enquanto redes sociais, agendamento online e comunicação direta com clientes já integram a rotina de grande parte dos veterinários.
Na gestão, o principal desafio está nas pessoas: para 45% dos associados, o bem-estar da equipe é hoje uma dificuldade maior do que o próprio recrutamento.
“Estamos diante de um profissional mais atento à gestão e às decisões estratégicas do negócio. A busca por tecnologia, eficiência operacional e melhores condições comerciais mostra que permanecer independente não significa estar sozinho. Nosso papel é criar as condições para que essas clínicas possam evoluir, trocar experiências e tomar decisões mais qualificadas sem abrir mão de sua identidade”, afirma Stella Grell, diretora da VetFamily no Brasil.
O modelo da VetFamily se apoia em três pilares — poder de negociação, suporte à gestão e comunidade de aprendizado. A rede conecta clínicas independentes a fornecedores, laboratórios e marcas do setor, que participam como parceiros comerciais, enquanto os associados mantêm autonomia sobre a condução e as decisões de seus negócios.
Sobre a VetFamily
A VetFamily é uma comunidade de membership B2B voltada a clínicas e hospitais veterinários independentes, com atuação em 14 países. Presente no Brasil desde 2022, conecta estabelecimentos autônomos a condições comerciais, ferramentas de gestão e uma rede de aprendizado entre pares, além de parcerias estruturadas com marcas da indústria de saúde animal. A marca integra a rede global do Grupo Vimian, companhia sueca listada na Nasdaq Stockholm, com faturamento anual de US$ 487 milhões, presença em 80 mercados e 1.300 colaboradores.
Fonte: S c r i t t a














