Créditos: Divulgação

O câncer figura entre as principais causas de morte em cães e gatos no Brasil, especialmente com o aumento da expectativa de vida. Estimativas apontam que cerca de 1 em cada 4 cães desenvolverá algum tipo de tumor ao longo da vida — proporção que pode chegar a 50% em animais idosos. Diante desse cenário, ganham relevância modelos
assistenciais integrados, que usam tecnologia de última geração ao combinar diagnóstico rápido, terapias modernas e protocolos rigorosos de segurança.

“O sucesso do tratamento oncológico veterinário está na forma como organizamos o cuidado. Quando os recursos disponíveis são aplicados considerando cada paciente individualmente e contando com uma equipe multidisciplinar ao longo de toda a jornada do paciente, os resultados clínicos tendem a ser mais consistentes e há melhor qualidade de
vida”, explica Karen Batschinski, especialista do Veros Hospital Veterinário.

Além da quimioterapia convencional, a oncologia veterinária incorpora abordagens mais novas, como imunoterapia, terapias-alvo e eletroquimioterapia — técnica que utiliza pulsos elétricos para aumentar a absorção do medicamento pelas células tumorais, potencializando sua eficácia em tumores localizados.

Para que se defina o caminho a seguir, é necessário um estudo aprofundado da condição física do pet, com exames laboratoriais, de imagem e análises histopatológicas. “O diagnóstico bem estruturado acarreta escolhas terapêuticas mais precisas e que evitam intervenções desnecessárias”, afirma a veterinária.

Essa lógica também se reflete no ambiente cirúrgico. Em procedimentos oncológicos de alta complexidade, a possibilidade de realizar exames no intraoperatório — ou seja, durante a cirurgia — permite ajustes imediatos na conduta médica, como decisões sobre a extensão da intervenção após avaliação de margens tumorais. Karen ressalta que “o suporte diagnóstico dentro do centro cirúrgico permite decisões mais assertivas, que podem, inclusive, levar a menores chances de recidiva”.

Preparo seguro de quimioterápicos
Entre os avanços estruturais mais relevantes, está a adoção de um equipamento exclusivo para o manejo de quimioterápicos — etapa crítica do tratamento oncológico. A cabine de segurança biológica, conhecida como “capela”, é projetada para a manipulação de substâncias potencialmente tóxicas em ambiente controlado. O sistema utiliza fluxo de ar unidirecional e filtros de alta eficiência (HEPA), que retém partículas contaminantes e evitam
a dispersão de aerossóis no ambiente.

O uso da capela impacta diretamente a segurança do tratamento ao garantir condições estéreis no preparo dos quimioterápicos; evitar contaminação cruzada entre esses medicamentos e superfícies; proteger o paciente de variações de dose ou exposição indevida; e reduzir riscos ocupacionais para a equipe de saúde.

Fonte: Target SP

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