Veterinária Juliana Matias, da Plamev, explica quando procurar atendimento e alerta para cuidados com produtos de higiene

Coceira constante, lambedura excessiva das patas, vermelhidão na pele e queda de pelos merecem atenção dos tutores. Esses sinais podem indicar alergias em cães e gatos, principalmente quando são persistentes ou interferem na qualidade de vida do animal. Segundo a médica-veterinária Dra. Juliana Matias, da Plamev, otites recorrentes também podem estar associadas a quadros alérgicos.

“Quando o pet se coça constantemente, lambe as patas de forma excessiva ou apresenta otites recorrentes, por exemplo, é importante procurar um médico-veterinário. A coceira persistente pode provocar lesões na pele e favorecer infecções secundárias causadas por bactérias e fungos, agravando ainda mais o quadro”, explica.

Entre as principais causas estão a alergia alimentar, a dermatite atópica e as reações de hipersensibilidade associadas a parasitas, como as pulgas. Enquanto a alergia alimentar envolve uma reação a componentes da alimentação, geralmente proteínas, a dermatite atópica está relacionada à sensibilidade a alérgenos ambientais, como ácaros da poeira e pólen.

A investigação considera o histórico do animal, o ambiente em que vive, a alimentação, os petiscos oferecidos, os produtos de higiene e o controle de parasitas. A veterinária ressalta que descobrir a origem do problema exige uma avaliação individualizada.

“É importante destacar que não existe um único exame capaz de identificar todas as causas de alergia. O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e da exclusão de outras doenças que podem provocar coceira”, afirma. Quando há suspeita de alergia alimentar, pode ser indicada uma dieta de eliminação rigorosa, orientada pelo veterinário, seguida da reintrodução controlada do alimento para confirmar o diagnóstico.

Cuidados em casa também fazem diferença

Banhos em excesso, perfumes e produtos inadequados podem agravar a irritação, sobretudo quando são utilizados cosméticos humanos ou substâncias irritantes. Esses hábitos podem comprometer a barreira cutânea, responsável por ajudar a manter a hidratação e proteger a pele.

“Recomendo que os tutores utilizem shampoos específicos para cães ou gatos, de preferência indicados pelo médico-veterinário, respeitem a frequência de banhos recomendada para cada animal e evitem perfumes, produtos caseiros e cosméticos humanos”, orienta Juliana.

A frequência ideal de banhos varia conforme a espécie, a pele, a pelagem e a presença de doenças dermatológicas. Em alguns casos, o tratamento pode incluir banhos terapêuticos mais frequentes, com produtos específicos. Também é importante evitar o contato direto com produtos de limpeza e secar adequadamente a pele e os pelos após o banho.

“Se o animal apresentar coceira persistente, vermelhidão, descamação, feridas ou queda de pelos, o ideal é procurar avaliação veterinária em vez de tentar resolver o problema apenas com mudanças nos produtos de higiene”, conclui.

Fonte: Matheus Damaso

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