Sofrem porque são considerados objetos. Mercadorias que podem ser vendidas, compradas, trocadas ou desprezadas em um canto quando não são mais “úteis”.

Mesmo aqueles que são nossos “Amigos”, por vezes, considerados “Filhos”, quase sempre substituem medicações anti depressivas ou mesmo antipsicóticos, e preenchem um vazio existencial que perturba a humanidade atual. Esses pobres animais que muitas vezes são considerados família, muito rapidamente são substituídos pela presença humana, seja como um filho de sangue, um namorado, marido, uma balada ou um novo amigo.

O pobre cachorro passa o dia inteiro esperando seu tutor para terem alguns minutos de interação, migalhas de carinho, e hoje seu tutor tem um encontro. Tudo muda.
A lambida de carinho diária, hoje é repelida com um safanão!

– Não suje minha roupa, não deixe pelos em minhas calças, eu não tenho tempo hoje vou sair com uma amiga, um amigo, ou o que for mais importante que o animal.
Uma alma transformada em um impecilio, rapidamente afastado do caminho.

E quando o pai de pet diz assim:
-Você está dando muito gasto…

E o pobre animal se encolhe como se fosse escolha dele ficar doente ou sofrer um acidente que muitas vezes o próprio tutor poderia ter evitado ou quando muito não foi o causador. O animal não dá “GASTO” ele necessita um mínimo de cuidados para ser saudável, e não é favor de seu tutor ou seu responsável, é uma obrigação moral.
Nunca importa o que o animal sente…

Mas hoje em dia temos mais respeito pelos animais, dizem muitos… Temos tanto respeito quanto vemos um vândalo riscando um carro, pixando uma parede, ou quebrando algum patrimônio, queremos a proteção física e material, mas e as emoções e sentimentos daquele ser. O RESPEITO À SUA ALMA!

Isso levando em consideração apenas os animais de companhia… Imaginem aqueles animais de “PRODUÇÃO” comercializados por arrobas ou quilos, praticamente sem individualidade. Vacas criadas para serem chafariz de leite, bois criados para ser hambúrguer, porcos e frangos tendo suas vidas encurtadas em menos da metade, porque além dessa data deixam de dar lucro e continuando a viver irão dar prejuízo.

Galinhas, violentadas para conseguir seus ovos. Irmãos e irmãs recém nascidos separados, os machos para uma morte violenta e cruel, as fêmeas condenadas a uma vida de tortura e confinamento.
Mas não se enganem pensando que tudo isso se justifica para que se “ACABE A FOME DO MUNDO”… na realidade se os produtores usassem todos os grãos que fazem a ração desses animais e distribuíssem aos famintos, a fome não existiria mais.

Créditos: Divulgação

Então, por que sofrem os animais?
Sofrem por serem considerados “coisas” desprovidas de “Alma “. Como os escravos eram vistos. Podem ser “utilizados” segundo a vontade de seus mestres.

Quando o homem respeitar o animal, como mais um “SER, VIVENTE” desse planeta, assim como ele, humano, merecedor de respeito e condições de vida dignas se permitindo a ele viver sua vida sem cobranças descabidas, querendo que ele ocupe o lugar de um humano, vestindo roupas de humanos  e querendo que ele seja um  substituto de um filho, um amigo ou marido ou de maneira perturbadora seja o substituto de remédios controlados e que alteram a mente e as emoções das pessoas.

Respeitar o animal como um ser vivo, senciente. Que sente, dor, medo, tristeza, alegria, felicidade, assim como todos nos humanos, mas da maneira deles, com as características de sua espécie, como seres vivos diferentes e únicos!
Então nesse dia, em que percebemos que nós humanos, somos apenas mais uma das criações de Deus, com nossas características próprias e pararmos para olhar ao redor e ver outros seres, com suas próprias características, lutando para serem felizes, e decidirmos ajudá-los a desenvolverem todo seu potencial, sem exploração, sem abuso ou aproveitamento.

Nesse momento nós não seremos apenas humanos e eles não serão apenas animais, mas seremos todos irmãos. Assumindo esse entendimento teremos dado um passo a mais na marcha da evolução!

Fonte: Dr. Ricardo Capuano

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