PETFriendly Turismo explica como atualização da norma inclui riscos psicossociais no gerenciamento ocupacional e enfatiza que prevenção vai além de documentos e procedimentos

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trouxe uma nova perspectiva para a gestão de riscos ocupacionais nas empresas brasileiras. Desde 26 de maio de 2026, está em vigor a nova redação do capítulo 1.5 da norma, estabelecida pela Portaria MTE nº 1.419/2024, que passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A mudança enfatiza a necessidade de que as organizações considerem aspectos relacionados à organização e às condições de trabalho na identificação, avaliação e prevenção dos riscos ocupacionais.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) destaca entre os exemplos de fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho situações como excesso de demandas, sobrecarga e assédio. A orientação do órgão também reforça que a análise deve considerar a forma como o trabalho é organizado e gerenciado, aproximando a prevenção da realidade vivenciada pelos trabalhadores. Em 2026, o MTE publicou um manual específico para orientar empresas e profissionais sobre a aplicação do capítulo 1.5 da NR-1.

A discussão ganha relevância em segmentos nos quais os profissionais mantêm contato direto e constante com animais. Uma análise publicada em 2025, baseada em pesquisas realizadas com mais de 25 mil veterinários de diferentes países europeus, identificou que 22% dos participantes de um levantamento e 23% de outro havia precisado se afastar do trabalho por mais de duas semanas em razão de burnout, exaustão, fadiga por compaixão ou depressão nos três anos anteriores às pesquisas. Os resultados enfatizam a dimensão dos desafios relacionados ao bem-estar de profissionais que atuam diretamente no cuidado animal.

No setor pet, a cultura organizacional pode funcionar como uma ponte entre o que está previsto nos documentos internos e aquilo que efetivamente acontece na rotina. Treinamentos, comunicação clara, definição de responsabilidades, abertura para relatar situações de risco e acompanhamento das condições de trabalho são exemplos de práticas que ajudam a transformar a prevenção em um comportamento incorporado pela equipe.

Para a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de pets em viagens nacionais e internacionais, o movimento de atualização da NR-1 enfatiza a importância de acompanhar as mudanças regulatórias e avaliar continuamente os processos internos. A empresa entende que a conformidade não deve estar limitada à elaboração e manutenção de documentos, mas precisa estar associada à forma como as atividades são organizadas e conduzidas diariamente.

‘’Além das demandas técnicas da profissão, trabalhadores do setor podem lidar diariamente com situações emocionalmente desgastantes como, contato com animais em sofrimento e necessidade de tomar decisões sob pressão. Nesse contexto, fatores relacionados à organização do trabalho, à comunicação interna, à distribuição de tarefas e ao suporte oferecido pelas empresas passam a ter papel importante na prevenção de riscos. A discussão sobre cultura organizacional, portanto, deixa de ser apenas uma pauta de gestão de pessoas e passa a fazer parte de uma estratégia mais ampla de prevenção’’, comenta Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo.

Em uma operação que envolve o transporte de animais e exige atenção aos procedimentos, comunicação entre diferentes profissionais e cuidado em cada etapa da jornada, a preparação das equipes é um elemento fundamental. Acompanhar as novas diretrizes significa também fortalecer uma cultura na qual os colaboradores estejam orientados sobre os procedimentos, tenham clareza sobre suas responsabilidades e possam comunicar situações que representem riscos.

A empresa também acompanha as orientações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego para a implementação da nova redação da NR-1. Entre os materiais publicados pelo órgão em 2026 estão um manual de interpretação e aplicação do capítulo 1.5 e um guia de perguntas e respostas destinado a esclarecer dúvidas das empresas sobre as mudanças.

A participação das lideranças também ganha importância nesse processo. A maneira como gestores distribuem demandas, estabelecem prioridades, orientam profissionais e conduzem situações de conflito pode influenciar diretamente o ambiente de trabalho. Por isso, a cultura organizacional pode ser uma ferramenta complementar para que as medidas previstas no gerenciamento de riscos sejam efetivamente incorporadas ao cotidiano.

Sobre a PETFriendly Turismo

Fundada em 2018 pela médica veterinária Dra. Juliana Stephani, a PETFriendly Turismo nasceu para atender a uma demanda crescente: o transporte seguro e confortável de pets em viagens nacionais e internacionais. A ideia surgiu da experiência pessoal da fundadora, que precisou viajar para o exterior sem seu cachorro, enfrentando dificuldades para encontrar um serviço especializado. Desde então, a empresa já realizou mais de 7 mil viagens bem-sucedidas, atendendo desde famílias comuns até personalidades públicas, reforçando seu compromisso com excelência, segurança e bem-estar animal. A PETFriendly Turismo oferece uma gama completa de serviços, incluindo suporte veterinário por meio de parceiros globais, consultoria e auxílio na documentação necessária para transporte de animais, serviço de holder, que permite levar o pet diretamente ao destino e entregá-lo em mãos, além de táxi pet, com veículos próprios para transporte nacional.

Fonte: Carolina Palhares

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