Estudo global da Boehringer Ingelheim aponta que a identificação precoce de doenças silenciosas e a dor oculta em gatos estão entre os aspectos técnicos mais desvalorizados pelo público
Em comemoração ao Dia Nacional do Médico-Veterinário, celebrado em 9 de setembro, a Boehringer Ingelheim divulga os dados inéditos do estudo da sua campanha global chamada Going Beyond, no Brasil. A pesquisa, realizada em parceria com o instituto britânico de inteligência de mercado Kynetec, revela uma importante lacuna entre a visão dos tutores e a realidade da prática clínica: embora a sociedade demonstre apreço pelos veterinários, grande parte dos tutores ainda subestima a complexidade do diagnóstico precoce e a necessidade de um acompanhamento preventivo contínuo em cães e gatos.
De acordo com o levantamento, o principal valor técnico do veterinário está associado à capacidade de identificar o que não é visível ao leigo. No Brasil, 46% dos veterinários de cães e 42% dos de gatos apontam que o diagnóstico de doenças subclínicas, aquelas detectadas antes do surgimento de sintomas graves, é o fator mais ignorado pelos tutores.
“O veterinário brasileiro atua como um profissional de detecção precoce de risco. O nosso desafio como indústria é ajudar a conscientizar a sociedade de que a medicina veterinária não deve ser reativa, acionada apenas nas emergências, mas sim uma parceria contínua ao longo de toda a vida do animal”, afirma Diego Souza, diretor de Pets da Boehringer Ingelheim no Brasil.
Cuidado Contínuo vs. Atendimento Pontual
Os dados da pesquisa indicam que tutores ainda enxergam a consulta como um evento isolado, enquanto os veterinários trabalham com a perspectiva de planejamento preventivo por fase de vida:
Potocolos Básicos Subestimados: 62% dos veterinários brasileiros afirmam que os tutores subestimam a complexidade por trás de protocolos de vacinação, desparasitação e controle de infecções, tratando-os como procedimentos simples, sem reconhecer a avaliação de risco individual feita pelo profissional.
Prevenção por Idade em Gatos: Em felinos, o planejamento preventivo ao longo da vida é o item mais subestimado pelos tutores (42%), com destaque para o não reconhecimento precoce de Doença Renal Crônica (DRC), obesidade e envelhecimento silencioso.
Prevenção por Idade em Cães: 39% dos profissionais relatam a mesma falta de planejamento para o manejo preventivo de artrite, doenças cardíacas, dentárias e obesidade canina.
Dor Silenciosa em Felinos e Análise Comportamental
O estudo destaca ainda a dificuldade dos tutores em identificar sinais de estresse e dor em pequenos animais:
Dor em Gatos: 40% dos veterinários indicam que os tutores não percebem sinais sutis de dor em gatos (como redução na frequência de saltos, alterações sutis de postura ou mudanças discretas de comportamento). Em cães, a taxa é de 31%.
Avaliação Comportamental: Para 39% dos veterinários de gatos e 34% dos de cães, a leitura comportamental realizada na clínica (postura, reatividade, ansiedade) é uma ferramenta clínica essencial para o diagnóstico, mas raramente valorizada pelo cliente.
Descompasso na Percepção da Profissão
Além das questões clínicas, o levantamento Going Beyond reafirma um contraste estrutural na rotina da categoria no país. Embora 96% dos tutores e produtores brasileiros declarem valorizar o trabalho veterinário, apenas 51% dos profissionais relatam se sentir efetivamente reconhecidos. Além disso, 77% dos clientes acreditam que os veterinários mantêm um bom equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, enquanto 42% dos profissionais relatam que as renúncias pessoais e a exaustão física da rotina são invisíveis para o público.
“Neste 9 de setembro, a Boehringer Ingelheim reforça o compromisso de apoiar a comunidade veterinária brasileira, promovendo a empatia e conscientizando os tutores sobre o papel desses profissionais como guardiões da saúde animal, pública e ambiental”, conclui o executivo.
Fonte: ideal-axicom














