Origem, cultivo, colheita e processamento das matérias-primas ganham importância para uma indústria que busca maior consistência e controle sobre os ingredientes

A indústria de pet food está ampliando seu olhar para além das fábricas. À medida que qualidade, segurança e consistência dos alimentos ganham importância, a cadeia agrícola que fornece as matérias-primas passa a ocupar um espaço estratégico no desenvolvimento de ingredientes e produtos para cães e gatos.

Conhecer a origem de uma matéria-prima significa também compreender como ela foi produzida, quais práticas foram adotadas no campo e como as etapas de colheita, armazenamento e processamento podem influenciar suas características até chegar à indústria.

“A qualidade de um ingrediente não começa quando ele chega à fábrica. Ela é resultado de uma cadeia que envolve a escolha da variedade, as condições de cultivo, as práticas agrícolas, a colheita e o processamento. Ter visibilidade sobre essas etapas permite trabalhar com mais consistência e controle”, afirma Marcelo Tasca, químico e gerente de qualidade da Kemin Industries, fabricante global de ingredientes.

No caso de ingredientes de origem vegetal, informações sobre variedade cultivada, região de produção, manejo, colheita, lotes e fornecedores ajudam a construir o histórico da matéria-prima e identificar possíveis fontes de variação. O próprio Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) prevê sistemas de rastreabilidade entre as Boas Práticas Agrícolas, com registros capazes de identificar a origem da produção desde a área plantada.

Essa integração aproxima dois elos que tradicionalmente são observados de forma separada: o campo, onde as matérias-primas são produzidas, e a indústria, que transforma esses materiais em ingredientes e alimentos.

A Kemin, por exemplo, trabalha com seleção de variedades vegetais e análises bioquímicas em seu programa de desenvolvimento de cultivos especializados, buscando maior consistência nas matérias-primas utilizadas na produção de ingredientes.

“Quando conseguimos conectar o que acontece no campo às características do ingrediente processado, temos mais informações para compreender e controlar a variabilidade da matéria-prima. Essa integração é importante para toda a cadeia, do produtor à indústria de alimentos para animais”, explica Tasca.

A lógica também está presente nas boas práticas internacionais para alimentação animal, que recomendam sistemas capazes de acompanhar os ingredientes desde sua origem e ao longo da cadeia de produção. Além de contribuir para o controle de qualidade, esse histórico permite investigar mais rapidamente eventuais desvios e identificar sua origem.

Para a indústria de pet food, o movimento representa uma mudança de perspectiva: a qualidade do alimento final passa a ser relacionada também às etapas que acontecem muito antes de o ingrediente chegar à fábrica.

“A tendência é que a indústria conheça cada vez mais profundamente a cadeia que está por trás de seus ingredientes. Isso aproxima agricultura, ciência e produção de alimentos para animais e contribui para uma cadeia mais previsível e transparente”, conclui Tasca.

Fonte: Alfapress Comunicações

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