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Solução apoia triagem clínica e financeira de animais, acelera resposta ao tutor e integra estratégia de expansão tecnológica da companhia, que opera dez unidades e pretende dobrar a rede até o fim do ano

Em um mercado pet que movimentou R$ 75,4 bilhões no Brasil em 2024, segundo a Abempet, a tecnologia começa a ocupar papel cada vez mais estratégico na expansão das empresas do setor. A +Pet desenvolveu internamente uma ferramenta de inteligência artificial para reduzir de até cinco horas para cerca de dois minutos o tempo de análise de entrada de pets em seus planos de saúde.

A solução apoia a triagem clínica e financeira dos animais no momento da contratação. Antes, quando o tutor declarava algum sintoma, condição prévia ou histórico de saúde relevante, o caso precisava passar pela avaliação manual de um médico-veterinário responsável. Com a IA, a empresa passou a automatizar parte dessa etapa, acelerando o retorno ao consumidor e reduzindo um gargalo operacional importante para a expansão do negócio.

O sistema cruza informações declaradas pelo tutor, como idade, vacinação, castração, alimentação, ingestão de água, vômitos, fezes, urina e sintomas recentes, com uma base técnica veterinária e histórico de casos já analisados pela companhia. A partir disso, a ferramenta classifica o risco clínico e financeiro do animal e indica se ele pode seguir para contratação, se precisa de análise complementar ou se deve tratar determinada condição antes de ingressar no plano.

Segundo Carlos Geraldo, diretor de estratégia de inteligência artificial e inovação da +Pet, a ferramenta foi criada para dar escala a uma etapa crítica da operação.

“Quando um pet chegava com alguma condição declarada, o processo podia levar horas. Hoje, conseguimos dar uma resposta em cerca de dois minutos. Isso melhora a experiência do tutor, reduz a fricção na contratação e libera o time técnico de uma análise repetitiva, sem abrir mão de controle e segurança”, afirma.

A empresa calcula que 15% dos pets chegam com alguma condição de saúde pré-existente. Desse grupo, aproximadamente metade dos casos é aprovada após a análise feita pela ferramenta. Para a +Pet, o principal ganho está na combinação entre velocidade, padronização de critérios e eficiência operacional.

A iniciativa ocorre em um momento em que a inteligência artificial deixa de ser apenas uma agenda experimental e passa a ser tratada como prioridade estratégica pelas empresas. Pesquisa da Bain & Company aponta que 67% das companhias brasileiras consideram IA uma das cinco principais prioridades para 2025, enquanto 25% já possuem ao menos um caso de uso implementado.

Na +Pet, a aplicação da IA faz parte de uma estratégia mais ampla de construção de um ecossistema verticalizado de saúde pet, reunindo plano de saúde, rede própria e credenciada, atendimento especializado, tecnologia, dados e estrutura hospitalar de alta complexidade. Atualmente, a companhia opera dez unidades e projeta encerrar o ano com 20 operações.

A companhia entende que, para sustentar esse crescimento, será necessário aplicar tecnologia em diferentes frentes da operação. A ferramenta de triagem representa uma das primeiras aplicações de uma estratégia mais ampla de inteligência artificial que está sendo estruturada pela +Pet para apoiar expansão, eficiência operacional, atendimento e tomada de decisão baseada em dados.

“O desafio das empresas que crescem rápido não é apenas vender mais. É conseguir escalar operação sem multiplicar custos e equipes na mesma proporção. A inteligência artificial entra como uma camada de eficiência para manter velocidade, consistência e qualidade”, diz Geraldo.

Além da IA, a +Pet aposta em tecnologia aplicada à medicina veterinária de alta complexidade. O grupo reúne estrutura para exames, diagnósticos e atendimentos especializados que acompanham a evolução da medicina veterinária no país, aproximando o setor pet de padrões operacionais já vistos na saúde humana.

Para a empresa, esse movimento indica uma nova fase do mercado. A saúde pet deixa de ser formada apenas por clínicas, hospitais e serviços isolados e passa a avançar para modelos mais integrados, orientados por dados, tecnologia e gestão de jornada.

“O plano de saúde pet ainda exige uma venda consultiva. O tutor tem dúvidas sobre cobertura, participação, uso e custo. Quanto mais rápida e precisa for a resposta da empresa, melhor é a experiência do consumidor e maior é a eficiência da operação”, finaliza o executivo.

Fonte: Accrux

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