Redes varejistas como o BIG BOX tem apostado na tendência para atender consumidores que não querem deixar seus pets em casa durante as compras
Os animais de estimação deixaram de ocupar apenas os quintais e cantinhos da casa para se tornarem protagonistas da rotina familiar. Hoje, cães e gatos acompanham seus tutores em viagens, restaurantes, hotéis, parques e, cada vez mais, em atividades cotidianas antes consideradas improváveis, como uma simples ida ao supermercado.
Atento a essa mudança de comportamento, o BIG BOX começou a disponibilizar carrinhos adaptados para pets em algumas unidades da rede. A iniciativa permite que cães acompanhem seus tutores durante as compras com mais conforto e segurança, acompanhando uma tendência crescente de consumidores que preferem não deixar os animais em casa nem mesmo em tarefas rápidas do dia a dia.
O movimento acompanha uma transformação cultural já consolidada no Brasil. Segundo dados do Instituto Pet Brasil, o País está entre os maiores mercados pet do mundo, refletindo não além do crescimento do setor, uma relação afetiva cada vez mais intensa entre pessoas e animais. Mais do que companheiros domésticos, os pets passaram a ser vistos como membros da família, impulsionando adaptações inéditas em diferentes segmentos do varejo.
No BIG BOX, os carrinhos adaptados foram pensados justamente para atender esse novo perfil de consumidor. A solução contempla cachorros de diferentes portes. “A presença dos pets na rotina das famílias mudou a forma como muitos consumidores se relacionam com os espaços do cotidiano. O varejo também precisa acompanhar essa transformação e buscar soluções que tragam praticidade e conforto para os clientes”, destaca o porta-voz do BIG BOX.
Em grandes centros urbanos, onde a rotina é acelerada e muitas pessoas vivem sozinhas, os animais também assumem um papel emocional importante. Psicólogos apontam que a convivência com cães e gatos pode ajudar na redução do estresse, da ansiedade e da sensação de solidão, funcionando como importante rede de apoio emocional para idosos, pessoas que moram sozinhas e indivíduos em tratamento contra depressão.
A psicóloga Laizza Silva Morais destaca que a convivência com pets está diretamente associada à melhora do bem-estar psicológico e ao fortalecimento dos vínculos afetivos. “Essa integração crescente pode ser percebida em situações cada vez mais comuns: famílias que escolhem destinos de férias pensando nos animais, casais que comemoram aniversários de seus pets, empresas que adotam políticas pet friendly e estabelecimentos comerciais que começam a adaptar seus espaços para receber esse público”, afirma Laizza.
Especialistas em comportamento animal ressaltam, no entanto, que a presença dos pets em ambientes públicos deve ocorrer de forma responsável, com atenção às condições de saúde, higiene, socialização e segurança dos animais.
O crescimento do setor pet também impacta diretamente a economia brasileira. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostram que o mercado movimenta bilhões de reais anualmente no país. Já as projeções da Abinpet indicam que o setor deve alcançar cerca de R$ 80 bilhões em faturamento até 2026, impulsionado principalmente pelos segmentos de alimentação, saúde e serviços voltados ao bem-estar animal.
Fonte: Débora Oliveira














