Calor, barulho, fantasias e glitter exigem cuidados especiais para garantir a diversão sem riscos para seu pet
Está aberta a temporada dos bloquinhos de rua! E, cada vez mais, tutores querem incluir seus pets na folia. Mas antes de levar cães ou gatos para bloquinhos, é importante lembrar: o ambiente pode ser estressante e até perigoso para os animais.
Calor intenso, barulho, aglomeração e contato com substâncias inadequadas exigem atenção redobrada.
Nem todo pet está preparado para esse tipo de programação. Animais idosos, filhotes, braquicefálicos (como pugs e bulldogs) ou mais sensíveis ao som devem ficar em casa.
“Em momento de estresse, os animais podem ter reações inesperadas relacionadas ao medo/estresse/ansiedade, que podem variar desde alterações fisiológicas (aumento das frequências respiratória e cardíaca) e rigidez muscular (travar de medo) até mesmo fugas inesperadas. Além disso, fazer exercícios durante o calor intenso pode favorecer quadros de hipertermia (internação) maligna e a resposta ao estresse tende a exacerbar estes quadros”, explica a Dra. Sibele Konno, diretora médica do Grupo Pet Care.
Avalie se seu pet realmente vai gostar
Se o animal demonstra medo de ruídos altos ou multidões, o ideal é poupá-lo da experiência. Sinais de estresse incluem tremores, respiração acelerada, tentativa de fuga e orelhas baixas.
Calor e hidratação são prioridade
O asfalto quente pode queimar as patas e o risco de hipertermia é real.
Algumas recomendações básicas:
Leve água fresca e ofereça com frequência
Evite horários de sol forte (prefira manhã cedo ou fim de tarde)
Faça pausas em locais sombreados
Observe sinais de superaquecimento, como língua muito vermelha ou azulada,
respiração muito ofegante, apatia ou salivação excessiva
Fantasia pode, desde que seja confortável
Sim, pode fantasiar, mas com moderação. Nem todo pet se sente à vontade com
roupinha. O “figurino” deve:
Ser leve e respirável
Não apertar o corpo ou pescoço
Não limitar movimentos
Não cobrir olhos, focinho ou orelhas
Se o pet tentar tirar a fantasia ou parecer incomodado, retire imediatamente. Atenção,
alguns pets podem tentar “comer” os adereços, usem com cautela!
Glitter em pets? Melhor evitar
O glitter tradicional não é indicado para animais. Além de conter microplásticos, pode causar irritações na pele, olhos e vias respiratórias e ainda há risco de ingestão ao se lamberem.
Caso queira dar um toque carnavalesco, existem produtos específicos “pet safe”, formulados para animais. Mesmo assim, o uso deve ser mínimo e nunca próximo aos olhos ou boca.
Guia curta e identificação são essenciais
Use coleira com plaquinha de identificação atualizada e prefira guia curta para manter o controle em ambientes cheios. Peitorais costumam ser mais seguros do que coleiras de pescoço.
Atenção a alimentos e bebidas
Nada de compartilhar bebidas alcoólicas ou petiscos humanos. Muitos alimentos comuns no Carnaval como os ultraprocessados podem conter muito sódio. Além disto, lembre-se que chocolates (de qualquer tipo), algumas frutas, inclusive os sucos, como uvas, carambolas, abacates e alimentos muito condimentados com cebola, alho ou pimenta, são tóxicos para pets.
Respeitar os limites também é amor
Se o bloquinho estiver cheio demais ou o animal demonstrar cansaço, o melhor é voltar para casa. Curtir o Carnaval com responsabilidade é garantir que a experiência seja positiva para todos, inclusive para quem tem quatro patas.
“Nem sempre os animais irão gostar das mesmas festas que a gente e respeitar os limites de cada espécie é importante não só pela convivência, mas também pela como forma de zelar pela SAÚDE do seu pet. Se for o caso, vá curtir o bloquinho com os amigos e deixe o seu melhor amigo curtindo o conforto do sofá”, completa Dra Sibele.
Fonte: Anna Beatriz Gregorio














