Especialista da Kemin esclarece que aceitação de um alimento depende de uma combinação de fatores sensoriais, comportamentais e individuais, e não apenas da qualidade nutricional

Bastou o cachorro ou o gato deixar a ração no pote para surgir a dúvida: será que o alimento é ruim? Embora essa seja uma associação comum entre os tutores, especialistas explicam que a rejeição de um alimento, por si só, não indica baixa qualidade. A aceitação da alimentação é influenciada por diversos fatores, que vão desde características individuais do animal até aspectos sensoriais do alimento e do ambiente.

A Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA) considera a alimentação um dos pilares da saúde de cães e gatos e recomenda que a avaliação nutricional faça parte de todas as consultas veterinárias. A entidade também alerta que muitas decisões sobre alimentação ainda são baseadas em informações equivocadas disponíveis na internet, e não em evidências científicas.

Entre esses equívocos está a ideia de que um alimento recusado é necessariamente inferior. A própria WSAVA destaca que a lista de ingredientes, frequentemente utilizada como principal critério de escolha pelos consumidores, não permite avaliar, sozinha, a qualidade de um alimento. Aspectos como formulação nutricional, controle de qualidade, pesquisas conduzidas pelo fabricante e adequação às necessidades do animal são muito mais relevantes nessa análise.

Segundo Caroline Pinto, cientista da unidade Pet Food e Rendering da Kemin Industries, um dos conceitos mais importantes para entender esse comportamento é a palatabilidade, uma avaliação sensorial utilizada para mensurar a aceitabilidade e a preferência de um alimento. “A palatabilidade envolve uma combinação de fatores como aroma, sabor, textura, aparência, formato, tamanho das partículas, temperatura do alimento e até experiências prévias do animal. Muitas vezes, quando um pet rejeita uma ração, o tutor associa esse comportamento imediatamente à qualidade do produto. No entanto, qualidade nutricional e aceitação são características distintas e devem ser avaliadas separadamente. A recusa de um alimento não significa, necessariamente, que ele tenha baixa qualidade”.

Por ser um processo multifatorial, a aceitação do alimento varia de um animal para outro. Preferências individuais, mudanças na rotina, adaptação a uma nova dieta, condições de saúde e até a forma de armazenamento da ração podem influenciar o consumo voluntário, principal indicador utilizado para avaliar a aceitação de um alimento.

As diferenças entre cães e gatos também ajudam a explicar esse comportamento. Enquanto os cães costumam apresentar maior flexibilidade alimentar e aceitam uma ampla variedade de aromas, sabores e texturas, os gatos são reconhecidamente mais seletivos e sensíveis aos estímulos sensoriais.

“Nos felinos, o aroma costuma ser o principal fator para a aceitação do alimento, seguido pelo sabor e pela textura. O formato e o tamanho do kibble também exercem influência, já que muitos gatos demonstram preferência por partículas menores, mais fáceis de apreender e mastigar. Já os cães tendem a apresentar maior adaptação a diferentes características dos alimentos”, detalha a especialista.

De acordo com a Federação Europeia da Indústria de Alimentos para Animais de Estimação (FEDIAF), referência internacional em nutrição pet, alimentos completos para cães e gatos são formulados para atender às necessidades nutricionais específicas de cada espécie e passam por rigorosos controles de qualidade durante sua fabricação.

Desenvolver um alimento que seja, ao mesmo tempo, nutricionalmente equilibrado e atrativo para os animais, porém, é um desafio constante para a indústria. “Nem sempre os ingredientes que oferecem maiores benefícios nutricionais são os mais atrativos para cães e gatos. O desenvolvimento de um alimento de sucesso exige equilibrar nutrição, segurança, estabilidade e aceitação pelos animais. Afinal, mesmo a melhor formulação perde seu valor se o cão ou o gato não consumir o alimento regularmente”, conta Caroline.

Além das características do alimento, alterações persistentes no apetite também merecem atenção. Segundo a WSAVA, mudanças no comportamento alimentar podem estar relacionadas a fatores clínicos, ambientais ou comportamentais e devem ser avaliadas por um médico-veterinário quando persistirem.

Para os tutores, a recomendação é evitar mudanças bruscas na alimentação, realizar a transição para uma nova dieta de forma gradual, armazenar corretamente a ração para preservar suas características sensoriais e respeitar as preferências individuais dos animais. Caso a perda de apetite seja persistente ou venha acompanhada de outros sinais clínicos, a orientação é buscar avaliação profissional.

Mais do que indicar se um alimento é “bom” ou “ruim”, o comportamento alimentar dos pets deve ser interpretado dentro de um contexto mais amplo. Compreender como fatores sensoriais, fisiológicos e comportamentais influenciam a aceitação dos alimentos contribui para escolhas mais conscientes e favorece a saúde e o bem-estar de cães e gatos.

Sobre a Kemin Industries
A Kemin Industries é uma fabricante global de ingredientes, que se empenha diariamente em transformar de maneira sustentável a qualidade de vida de 80% da população mundial com seus produtos e serviços. A empresa possui mais de 500 ingredientes patenteados para saúde e nutrição humana e animal, alimentos para animais de estimação, aquicultura, nutracêuticos, tecnologias alimentares, tecnologias agrícolas e indústrias têxteis.
Por mais de meio século, a Kemin se dedica ao uso da ciência aplicada para enfrentar os desafios do setor e oferecer soluções de produtos para clientes em mais de 120 países. A Kemin fornece ingredientes para alimentar uma população em crescimento, com seu compromisso com a qualidade, segurança e eficácia de alimentos, rações e produtos relacionados à saúde.
Fundada em 1961, a Kemin é uma empresa privada, de propriedade e operação familiar, com mais de 3.300 funcionários e operações globais em 90 países, incluindo instalações de fabricação na Bélgica, Brasil, China, Índia, Itália, Rússia, Singapura, África do Sul, e Estados Unidos. Outras informações sobre a Kemin podem ser encontradas na sua página (www.kemin.com), ou nas redes sociais LinkedIn (www.linkedin.com/showcase/kemin-animal-nutrition-&-health-south-america/) e Facebook (www.facebook.com/keminamericadosul).

Fonte: Alfapress Comunicações

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