Filhotes, adultos e sêniores precisam de avaliações diferentes ao longo da vida, e especialistas explicam o que deve ser observado em cada fase para prevenir doenças e identificar alterações precocemente

Levar o pet ao veterinário apenas quando aparece algum sintoma ainda é um hábito comum entre os tutores. O problema é que muitas alterações podem se desenvolver de forma silenciosa e as necessidades de acompanhamento mudam bastante ao longo da vida. Um filhote em pleno desenvolvimento, um animal adulto aparentemente saudável e um pet sênior não devem, necessariamente, passar pelas mesmas avaliações.

Idade, espécie, raça, porte, histórico familiar e estilo de vida ajudam a definir quais exames merecem atenção em cada etapa. Segundo o especialista Dr. Sergio Marques do AmarVet’s Hospital Veterinário, em São Paulo, entender essas diferenças permite construir um acompanhamento mais individualizado e identificar mudanças antes que elas se transformem em problemas mais complexos.

Filhotes exigem atenção ao desenvolvimento

Nos primeiros meses de vida, a avaliação veterinária vai muito além da vacinação. Crescimento, ganho de peso, formação óssea, dentição, nutrição e controle de parasitas estão entre os principais pontos observados. Também é uma fase importante para investigar possíveis alterações congênitas ou hereditárias.

Dependendo do histórico do animal e dos achados durante a consulta, o veterinário pode indicar exames de sangue, fezes e urina, além de avaliações de imagem ou testes específicos para determinadas doenças.

“Quando avaliamos um filhote, estamos acompanhando um organismo em formação. É importante observar se o desenvolvimento está acontecendo como esperado e investigar sinais que possam indicar alterações congênitas, parasitárias ou infecciosas. A consulta nessa fase não deve ser vista apenas como o momento da vacina”, explica Dr. Sergio Marques, médico-veterinário do AmarVet’s Hospital Veterinário.

Pets adultos também precisam de check-up

A ausência de sintomas não significa, necessariamente, que está tudo bem. Na fase adulta, o acompanhamento preventivo ganha importância justamente porque algumas alterações renais, hepáticas, metabólicas e hormonais podem começar sem sinais evidentes para o tutor.

Hemograma, exames bioquímicos para avaliação das funções dos rins e do fígado e análise de urina podem fazer parte da investigação, sempre de acordo com a avaliação clínica e o perfil de cada paciente. Peso, saúde bucal, alimentação, nível de atividade física e mudanças de comportamento também entram no radar.

“Um pet adulto pode manter a alimentação, brincar normalmente e ainda assim apresentar alterações iniciais que não são perceptíveis em casa. Os exames ajudam a criar um histórico daquele paciente e permitem comparar os resultados ao longo dos anos. Muitas vezes, uma pequena mudança ganha importância justamente porque conhecemos os parâmetros anteriores daquele animal”, afirma Dr. Sergio Marques, médico-veterinário do AmarVet’s.

Na fase sênior, pequenas mudanças ganham importância

A partir do envelhecimento, o acompanhamento tende a se tornar mais frequente e detalhado. Além dos exames laboratoriais, avaliações cardíacas, aferição da pressão arterial e exames de imagem, como ultrassonografia e radiografia, podem ser indicados conforme o histórico e a condição clínica do animal.

Doenças renais, cardíacas e endócrinas, alterações articulares e mudanças cognitivas passam a exigir maior atenção. Sinais que muitas vezes são atribuídos apenas à idade podem indicar problemas de saúde. Beber mais água, urinar com maior frequência, perder peso sem explicação, dormir mais, evitar escadas, demonstrar dificuldade para subir no sofá, ficar desorientado em ambientes conhecidos ou mudar a forma de interagir com a família são exemplos de comportamentos que merecem investigação.

“Existe uma tendência de considerar determinadas mudanças como naturais da velhice, mas nem sempre é assim. Um animal que passou a evitar escadas pode estar com dor; um pet que começou a beber muita água pode apresentar uma alteração metabólica ou renal. Observar essas mudanças e investigar a causa faz diferença na qualidade de vida”, destaca Sergio.
A idade do pet não conta toda a história

A classificação de um animal como sênior também varia. Cães de grande porte tendem a envelhecer mais cedo do que cães menores, enquanto gatos apresentam particularidades próprias. Além disso, predisposições raciais, doenças anteriores, obesidade, alimentação e rotina influenciam diretamente o acompanhamento.

Por isso, não existe um pacote único de exames que funcione para todos os pets. Um cão braquicefálico, um gato com histórico de alterações urinárias, um animal acima do peso ou um pet com predisposição a doenças cardíacas podem precisar de avaliações específicas, independentemente da idade.

“A idade é um ponto de partida, não uma regra isolada. Dois pets com a mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes. O protocolo precisa considerar o histórico, o exame clínico, a rotina e os fatores de risco de cada paciente. É essa combinação que orienta quais avaliações realmente fazem sentido”, finaliza [NOME DO VETERINÁRIO], do AmarVet’s Hospital Veterinário.

Fonte: Tudo em Pauta

Créditos: Divulgação
Créditos: Divulgação

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui