Classificada pela OMS como uma doença negligenciada, a tungíase pode afetar animais e pessoas. Médica-veterinária da MSD Saúde Animal esclarece mitos e verdades sobre a infecção e orienta sobre prevenção

Com a chegada das temperaturas elevadas, feriados e férias, os passeios em praias, sítios e o contato com a natureza tornam-se frequentes. Nesse período, os responsáveis por pets costumam focar no controle de carrapatos e pulgas. Porém, uma espécie menos conhecida de pulga, a Tunga penetrans, conhecida popularmente como bicho-de-pé, também merece atenção por representar riscos para animais e pessoas.

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma Doença Tropical Negligenciada (DTN), a tungíase afeta milhões de animais e pessoas nas Américas e na África Subsaariana. No Brasil, pesquisas apontam que a prevalência do parasita pode ultrapassar 50% em páreas endêmicas.

Para esclarecer as dúvidas mais comuns e ajudar a proteger cães e suas famílias, Kathia Soares, médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal, explica os principais mitos e verdades sobre o bicho-de-pé.

1. Bicho-de-pé é uma espécie de pulga.

VERDADE. A Tunga penetrans (bicho-de-pé) é, de fato, uma espécie de pulga muito pequena, com cerca de 1 milímetro de comprimento. A principal diferença para as pulgas mais comuns (Ctenocephalides felis) está na reprodução: enquanto as pulgas permanecem sobre a pele e a pelagem do animal, alimentando-se de sangue, a fêmea do bicho-de-pé penetra na pele do hospedeiro, onde ocorre o desenvolvimento dos ovos, com posterior liberação para o ambiente.

“Trata-se de uma verdadeira transformação biológica. Uma vez instalada na pele do cão, a fêmea fecundada passa a se alimentar se sangue e aumenta significativamente de tamanho, havendo desenvolvimento e posterior expulsão dos ovos. Esse processo pode causar inflamação, dor, inchaço e intenso desconforto nos animais”, detalha Kathia Soares

2. O bicho-de-pé só ataca cães e gatos, sem afetar seres humanos.

MITO. O bicho-de-pé é uma zoonose e não faz distinção de hospedeiros. O mesmo solo arenoso, sombreado ou de terra batida que expõe o cão coloca em risco toda a família — especialmente crianças e adultos que caminham descalços nesses locais. “Proteger o pet contra esse parasita vai muito além do cuidado veterinário isolado: é uma medida prática de Saúde Única, conceito que integra a saúde humana, animal e ambiental de forma indissociável”, enfatiza a especialista.

3. É seguro remover o bicho-de-pé em casa usando uma agulha ou pinça.

MITO. Tentar retirar o bicho-de-pé em casa é uma prática que pode causar dor, lesões e aumentar o risco de complicações. A manipulação inadequada do parasita pode piorar a inflamação local e favorecer infecções bacterianas secundárias, incluindo aquelas causadas por bactérias como Staphylococcus e Streptococcus. Além disso, a lesão pode servir como porta de entrada para o bacilo causador do tétano. O manejo correto deve ser feito exclusivamente por um médico-veterinário.

4. Qualquer antiparasitário de rotina protege contra a Tunga penetrans.

MITO. A grande maioria dos tratamentos mensais disponíveis no mercado é formulada e testada apenas contra pulgas comuns, carrapatos ou sarnas, não possuindo eficácia comprovada contra a Tunga penetrans.

“Para oferecer proteção real, o responsável precisa escolher medicamentos com indicação específica expressa em bula. Atualmente, o mercado conta com o Defenza®, comprimido mastigável da MSD Saúde Animal que é o único do mercado com indicação em bula contra a Tunga penetrans. Além disso, ele oferece ação por até 37 dias contra pulgas, carrapatos e sarnas — entregando cerca de uma semana a mais de proteção efetiva em comparação aos tratamentos mensais convencionais”, explica a coordenadora técnica.

5. O risco de infestação é maior em solos secos, praias e quintais de terra.

VERDADE. O habitat ideal para o desenvolvimento das larvas são solos arenosos, secos, sem pavimentação e com sombra, onde há circulação de outros animais. Por isso, praias, áreas rurais, trilhas e quintais de terra batida podem representar maior risco de exposição ao parasita.

Guia prático de prevenção para passeios e viagens

A médica-veterinária da MSD Saúde Animal reforça que o controle preventivo é a única forma de evitar o ciclo de infestação. Ela destaca quatro medidas indispensáveis:

Check-up e consulta pré-viagem: Informe ao médico-veterinário qual será o destino (litoral, campo ou serra). Cada região apresenta riscos parasitários distintos. Assegure que a proteção contra pulgas, carrapatos e bicho-de-pé esteja em dia antes de sair de casa.

Inspeção diária e detalhada das patas: Ao retornar de passeios na areia ou na terra, limpe e examine minuciosamente as patinhas do pet. Afaste os dedos e verifique com atenção os coxins (“almofadinhas”), buscando por pequenos pontos escuros ou áreas levemente endurecidas e avermelhadas.

Avaliação do ambiente de lazer: Evite deixar o cão cavar, deitar ou brincar em locais com higiene precária, solo seco sem cobertura vegetal ou com grande presença de animais sem assistência veterinária.
Gestão contínua de doses: Falhas no calendário de administração deixam o pet vulnerável. Utilizar ferramentas gratuitas como o Lembrete de Dose (disponível em Link) ajuda os responsáveis a manterem a rotina de medicação sem esquecimentos.

“Com informação, atenção ao ambiente e o uso de antiparasitários com comprovação científica, tornamos possível que os momentos de lazer em família sejam lembrados apenas pela diversão, com total segurança para o pet e para todos ao seu redor”, conclui Kathia Soares.

Sobre a MSD Saúde Animal  

A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, é uma unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a Ciência para Animais mais Saudáveis. Por mais de 130 anos, temos sido pioneiros em ciência inovadora. Somos movidos pela inovação contínua para desenvolver medicamentos, vacinas e tecnologias revolucionárias. Com a experiência direta na fazenda e na clínica, atuamos lado a lado com nossos clientes em cada etapa do caminho. O foco é capacitar aqueles que cuidam dos animais, ajudando-os a gerenciar sua responsabilidade vital com confiança. Porque ninguém entende a saúde animal como nós.”  Para obter mais informações, visite nosso site  e conecte-se conosco no LinkedIn, Instagram e Facebook.

Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).

Fonte: FSB Comunicação

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