Acompanhe as dicas da dra. Luciana Oliveira, nutróloga de animais sobre os alimentos que podem ou não ser dados aos nossos amigos.
O final do ano chega sempre repleto de comemorações e junto com as celebrações a família é reunida juntamente com os pets que a integram e certamente estarão presentes. Porém nessa época do ano muitos animais passam mal por ingerirem restos de jantares e ceias, bem como doces e gorduras não recomendados para eles. “Uvas e uvas passas, chocolate, ossos cozidos ou assados e alimentos gordurosos são os que mais causam problemas nessa época do ano”, ressalta a Dra. Luciana Oliveira, PHD em nutrologia animal. Segundo ela, “muitos pets acabam no hospital nessa época por consumirem alimentos que contêm substâncias tóxicas ou componentes que podem causar desde distúrbios digestivos leves até problemas que necessitem de atendimento de emergência ou cirúrgico”.
A especialista pontua que se for oferecer algo das ceias e jantares, os alimentos oferecidos não devem ultrapassar 10% das calorias que o pet precisa diariamente. “O pet pode apresentar problemas caso ele tenha alguma particularidade em seu organismo em relação àquele alimento. “Existem animais que podem comer de tudo e não apresentar problemas, no entanto, cada vez mais vemos animais muito sensíveis e qualquer alimento que fuja da rotina pode trazer problemas, principalmente digestivos e alérgicos”, alerta.
Ceia pet
A Dra. Luciana recomenda que para inovar na alimentação do pet e oferecer um agrado a eles nas épocas festivas o ideal é fornecer alimentos seguros como carnes magras cozidas ou assadas, sem temperos e sem óleo. “Pode-se também dar vegetais de baixa caloria, crus ou cozidos. Frutas também são boas opções”, completa. Ela ressalta que em casos de animais que tem problemas de saúde e necessitem de dietas especiais, o melhor é não arriscar e consultar um veterinário ou nutricionista para verificar o que pode ou não dar como alimento.
Segundo ela, não tem como pensar em algo único que atenda animais com todos os tipos de doenças existentes, “cada animal vai ter sua particularidade e uma lista de alimentos que não podem comer. Por isso, se você tem um pet que precisa de uma dieta especial, o melhor é manter essa dieta para não ter problemas”, diz. E enfatiza: na dúvida, é melhor que os responsáveis perguntem ao veterinário que trata do animal sobre a possibilidade de uma alimentação especial.
Sobre Dra. Luciana Oliveira
Médica veterinária formada pela Unesp de Jaboticabal, possui mestrado o doutorado na área de nutrição de cães e Gatos pela Unesp Jaboticabal. Fez estágio de doutoramento na Universidade LMU, de Munique/Alemanha. É membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutripet). Tem mais de 20 anos de experiência na área de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos.
Fonte; JT Comunicação














