Segundo especialista, alguns hábitos e a castração são formas de prevenção
Outubro é o mês em que o mundo se veste de rosa para lembrar da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama em mulheres. Mas pouca gente sabe que essa mesma doença também ameaça quem muitas vezes consideramos parte da família: cadelas e gatas.
Segundo especialistas, os tumores de mama estão entre os mais frequentes em animais de estimação. E, no caso das gatas, a doença costuma ser ainda mais agressiva, avançando rapidamente e reduzindo as chances de cura.
Um estudo publicado em 2024, na revista Veterinary Sciences, analisou centenas de casos de lesões mamárias em gatas e confirmou que os tumores malignos são predominantes, com comportamento agressivo e altas taxas de metástase. Os pesquisadores reforçam que a detecção precoce é essencial para aumentar as chances de sobrevida em felinos.
“Os tumores de mama podem ser benignos ou malignos. Infelizmente os tumores mamários malignos são bastante comuns em pets, e, no caso dos felinos, a doença tende a ter um comportamento mais agressivo”, explica a médica- veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), Dra. Aline Ambrogi.
No caso das cadelas, os tumores são geralmente menos agressivos, com evolução mais lenta. Um estudo de 2024, feito pela Universidade de São Paulo (USP) revelou um aspecto interessante, identificando semelhanças com câncer de mama humano. Esse tipo de pesquisa abre portas para diagnósticos mais precisos e até tratamentos personalizados no futuro, já que no momento, o prognóstico ainda depende da detecção precoce e do estágio do tumor. Por isso, os tutores devem ficar atentos aos sinais e mudanças de comportamento do animal.
“É comum que o tutor descubra o problema por acaso, durante um carinho ou o banho. Pequenos nódulos aparecem nas mamas e, com o tempo, podem endurecer, ulcerar a pele, liberar secreções e causar dor. Nos estágios mais avançados, o animal emagrece, perde o apetite e até passa a mancar”, explica Aline.
Prevenção
É importante que os tutores mantenham o hábito de apalpar os seus pets e mantenham um cronograma de visitas ao veterinário. Esse conjunto ajuda na detecção precoce, que começa de forma simples com a avaliação clínica. Se houver suspeita, exames de imagem como raio-X de tórax e ultrassonografia abdominal, ajudam a verificar se houve metástase. Para confirmar o tipo de tumor, apenas a análise laboratorial do material retirado em cirurgia trará a resposta definitiva.
“Quando diagnosticado no início, muitos tumores podem ser tratados com sucesso e o animal pode ficar livre da doença”, enfatiza Aline.
Na maioria dos casos é indicada a cirurgia para a retirada total ou parcial das mamas, e o tratamento também pode ser complementado com a quimioterapia, realizada por um oncologista veterinário.
Outro fato importante é ter consciência de não usar anticoncepcionais hormonais em cadelas e gatas, pois isso aumenta o risco. O correto para evitar a reprodução é a castração.
Mas assim como no caso das mulheres, o diagnóstico precoce é fundamental. Por isso além de palpar com frequência as mamas dos animais, durante o banho ou um momento de carinho, o que faz a diferença são as visitas de rotina ao veterinário, que pode detectar o problema nos estágios iniciais, aumentando muito as chances de cura.
Sobre a especialista
Aline Ambrogi é médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais e mestre em Ciência Animal (USP – FMVZ – SP).
Sobre UniFAJ e UniMAX
Com 26 anos de atuação e mais de 10 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo MEC com nota máxima (5). São mais de 50 cursos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, distribuídos entre 8 campi nas cidades de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo. A estrutura inclui hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas médicas e laboratórios modernos. O modelo de ensino é baseado em metodologias ativas de aprendizado e os cursos presenciais contam com pelo menos 50% de aulas práticas desde o início, além de certificações intermediárias nas modalidades EAD, extensão, pós-graduação e MBA.
Fonte: Núbia Prado














