Entre os cuidados necessários para manter a saúde dos pets em dia, a castração é um procedimento que, muitas vezes, provoca dúvidas no tutor que procura evitar ao máximo situações que causem sofrimento do animal de estimação.
A decisão de castrar ou não o animal é importante e cabe aos tutores responsáveis já que envolve não apenas questões de controle populacional, mas benefícios diretos à saúde dos pets. Mas afinal, qual a idade certa para castrar cães e gatos e como escolher um local de confiança para a realização do procedimento? A resposta depende de alguns fatores, como espécie, porte, sexo e estado geral de saúde do animal, como explica a veterinária Mariana Belloni Teixeira, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera.
“A castração pode ser feita de forma segura desde os primeiros meses de vida, com a orientação adequada. O ideal é que cães e gatos sejam castrados antes do primeiro cio, o que geralmente ocorre entre os 5 e 6 meses de idade. Isso traz mais benefícios à saúde, principalmente na prevenção de tumores hormonais e infecções uterinas nas fêmeas. Nos machos, além do controle de comportamento, a castração pode evitar problemas como a hiperplasia prostática,” explica Mariana.
Como é feito o procedimento?
A castração é a remoção cirúrgica das gônadas (ovários e útero nas fêmeas, testículos nos machos) com o objetivo de impedir a reprodução e reduzir a produção de hormônios sexuais. “É um procedimento comum e rápido, realizado sob anestesia geral. Animais castrados tendem a viver mais e com melhor qualidade de vida”, ressalta a veterinária.
Embora seja um procedimento considerado seguro, ainda assim se trata de uma cirurgia, e como tal, envolve riscos associados à anestesia, infecção no pós-operatório e alterações hormonais.
Mariana salienta que é fundamental que o animal passe por avaliação prévia, com exames laboratoriais, para garantir que está apto a ser anestesiado. “Após a cirurgia, o tutor deve seguir rigorosamente as orientações para evitar complicações, como manter o uso do colar elizabetano, dar a medicação corretamente e evitar que o pet lamba ou morda os pontos”, orienta a especialista.
Cuidados no pós-operatório:
Uso do colar elizabetano por 7 a 10 dias
Administração correta dos medicamentos prescritos
Evitar esforço físico e brincadeiras intensas
Acompanhamento com o veterinário para retirada dos pontos e avaliação do quadro clínico
Mariana Beloni destaca que a castração precoce (antes dos 5 meses) deve ser avaliada com critério, especialmente em cães de porte grande, pois o desenvolvimento ósseo pode ser afetado. “Cada caso deve ser analisado individualmente. O tutor deve sempre buscar orientação de um médico veterinário de confiança para decidir o melhor momento, respeitando as condições de saúde do animal”, finaliza.
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Fonte: Camila Crepaldi














