Especialista da Boehringer Ingelheim esclarece a relação direta entre parasitas e problemas dermatológicos em cães e gatos

Quando um cão ou gato começa a se coçar sem parar, perde tufos de pelo ou balança a cabeça repetidamente por incômodo nos ouvidos, a primeira reação da maioria dos responsáveis é suspeitar de alergia alimentar, estresse ou reação a produtos de limpeza. No entanto, na rotina clínica veterinária, a causa primária de grande parte dos problemas de pele está diretamente relacionada a invasores muito conhecidos: os parasitas externos.

A conexão entre a parasitologia e a dermatologia veterinária é estreita. Frequentemente, o que aparenta ser apenas um incômodo passageiro na pele é, na verdade, a manifestação visível de uma infestação por ectoparasitas. Por terem sintomas muito parecidos entre si, essas condições exigem dos médicos-veterinários uma investigação, chamada de diagnóstico diferencial, para identificar exatamente qual parasita está por trás do quadro clínico.

No consultório, os principais sinais dermatológicos observados pelos profissionais incluem:

. Prurido (Coceira Constante): O animal se coça, morde a própria pele ou lambe as patas repetidamente até ferir a região.
. Alopecia (Queda de Pelos): Surgimento de falhas localizadas ou perda difusa da pelagem.
. Otites (Inflamações no Ouvido): Presença de secreção escura, odor forte, dor e coceira intensa nas orelhas.
. Lesões de Pele: Vermelhidão, crostas, descamação e feridas que abrem caminho para infecções por bactérias ou fungos.

Por trás desses sintomas, os principais agentes parasitários identificados são:

. Pulgas (Ctenocephalides felis): Além da irritação das picadas, a saliva da pulga é um dos alérgenos mais potentes para os animais, desencadeando a DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga). Em cães e gatos sensíveis, uma única picada é suficiente para provocar coceira desesperadora, feridas e queda de pelos, especialmente na região lombar e na base da cauda.
. Ácaros Causadores de Sarnas: O ácaro Otodectes cynotis causa a sarna otodécica (sarna de ouvido), uma das origens mais frequentes de otites em cães e gatos de todas as idades. Já o ácaro Sarcoptes scabiei (sarna sarcóptica) e Demodex canis (sarna demodécica) provocam desde descamação e crostas até perdas expressivas de pelo e inflamação cutânea severa.
. Carrapatos: Causam inflamações locais dolorosas no ponto de fixação, lesões que infeccionam facilmente e ainda atuam como vetores de doenças sistêmicas graves, como a erliquiose e a babesiose.

“Muitas vezes o responsável busca atendimento achando que o pet tem uma doença dermatológica complexa ou rara, quando, na verdade, a raiz do problema é um parasita que poderia ter sido controlado com uma rotina preventiva simples”, explica André Cutolo, doutor em parasitologia e gerente técnico de pets da Boehringer Ingelheim no Brasil. “Quando não tratamos a causa parasitária primária, o animal entra em um ciclo vicioso de coceira, ferimentos e inflamação crônica, o que exige tratamentos mais invasivos e desgastantes. O diagnóstico diferencial precoce faz toda a diferença”, complementa.

Prevenção Contínua e o Papel das Soluções Integradas

Especialistas ressaltam que em regiões de clima quente e úmido como o Brasil, a pressão de parasitas não escolhe estação do ano e atinge inclusive animais que vivem em apartamentos ou ambientes 100% urbanos. Por isso, a melhor estratégia para preservar a saúde da pele é a prevenção ininterrupta.

Para auxiliar médicos-veterinários e responsáveis nessa rotina, a Boehringer Ingelheim conta com o portfólio da linha NexGard®, que inclui soluções específicas para cães (como NexGard® e NexGard SPECTRA®) e para felinos (NexGard Combo®). Desenvolvidas com base em evidências científicas, as formulações atuam no controle e combate a pulgas, carrapatos, ácaros causadores de sarnas e outros parasitas, servindo como uma barreira protetora fundamental para evitar que essas infestações evoluam para quadros dermatológicos graves.

A recomendação dos especialistas é manter o acompanhamento veterinário periódico e o calendário preventivo em dia. Tratar a infestação antes que ela se instale evita crises alérgicas agudas, protege o bem-estar do pet e impede o surgimento de lesões cutâneas secundárias.

Manter a administração regular de antiparasitários recomendados pelo médico-veterinário não serve apenas para eliminar parasitas visíveis, mas é a medida mais eficaz para manter a barreira cutânea íntegra, livre de inflamações e protegida a longo prazo.

Fonte: ideal-axicom

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