Médico veterinário da WeVets orienta tutores sobre viagens, alimentação, calor, fugas e sinais que exigem atendimento veterinário imediato

Com o feriado de 7 de setembro em uma segunda-feira, muitos tutores devem aproveitar o fim de semana prolongado para viajar, visitar familiares ou passar mais tempo fora de casa. A mudança de rotina, no entanto, pode expor cães e gatos a riscos como intoxicações, fugas, atropelamentos, traumas, crises gastrointestinais e desidratação.

Segundo Gustavo Jorge Gonçalves, médico veterinário da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, parte dessas ocorrências pode ser prevenida com medidas simples antes da saída e durante a permanência no destino. “Muitos riscos aparecem quando o animal tem acesso a alimentos diferentes, circula por um ambiente que não conhece ou enfrenta uma viagem sem o preparo adequado. Organizar o transporte, verificar a segurança do local e saber onde buscar atendimento fazem diferença em uma emergência”, explica.

Confira sete cuidados para o feriado:

1. Mantenha a identificação atualizada

Cães e gatos devem usar coleira com identificação e telefone do tutor, mesmo quando possuem microchip. Antes de soltar o animal em uma casa, pousada ou sítio, é necessário verificar portões, telas, muros e possíveis rotas de fuga. Em locais desconhecidos, o pet pode se assustar e tentar voltar para casa.

2. Transporte o animal com segurança

No carro, cães devem viajar com cinto de segurança próprio ou dentro de uma caixa de transporte adequada. Gatos precisam permanecer na caixa durante todo o percurso. Além de aumentar o risco de acidentes e lesões, o transporte incorreto é infração de trânsito: animal no colo ou entre os braços e pernas do condutor é infração média, e nas partes externas do veículo é infração grave, com retenção do veículo.

Em trajetos mais longos, o tutor deve planejar pausas seguras para oferecer água e permitir que o cão se movimente. Medicamentos contra enjoo, calmantes ou sedativos só devem ser utilizados com orientação veterinária.

3. Separe medicamentos, documentos e alimentação

Quem viaja com um pet em tratamento deve levar quantidade suficiente dos medicamentos e seguir os horários prescritos. A bagagem também pode incluir carteira de vacinação, receitas, ração habitual, potes, itens de higiene e contatos de hospitais veterinários 24 horas próximos ao destino.

A troca repentina de ração ou o consumo de alimentos diferentes pode causar vômitos, diarreia e desconforto abdominal.

4. Redobre a atenção durante churrascos e refeições

Ossos, espetos, alimentos gordurosos e comidas temperadas não devem ser oferecidos aos animais. Chocolate, uvas, uvas-passas, cebola, alho, bebidas alcoólicas e produtos adoçados com xilitol também podem provocar intoxicações.

Lixeiras e sacos de resíduos precisam permanecer fechados. Ossos e espetos descartados podem causar engasgos, perfurações e obstruções no sistema digestório.

“Mesmo uma pequena quantidade pode representar risco, dependendo do alimento, do porte do animal e de suas condições de saúde. Se houver ingestão acidental, o tutor não deve provocar vômito nem oferecer medicamentos por conta própria”, orienta o médico veterinário.

5. Proteja o pet do calor

Passeios devem ser feitos nos horários mais frescos do dia, preferencialmente antes das 10h e depois das 16h. Antes de sair, o tutor pode encostar a mão no chão para avaliar a temperatura, já que o asfalto e a areia aquecidos podem provocar queimaduras nas patas. Entre 10h e 16h, o calor intenso pode afetar os animais mesmo na sombra.

Água fresca e sombra precisam estar disponíveis durante todo o dia. O animal nunca deve ser deixado sozinho dentro do carro, mesmo com as janelas parcialmente abertas ou por poucos minutos.

6. Prepare um espaço seguro contra barulhos

Fogos de artifício e outros ruídos intensos podem provocar medo, tentativas de fuga e acidentes. A orientação é manter o pet em um ambiente protegido, com portas e janelas fechadas, objetos familiares e som ambiente que ajude a reduzir o impacto do barulho.

O animal não deve ser amarrado, deixado sozinho em áreas externas ou forçado a interagir enquanto estiver assustado. Tutores de pets com histórico de crises intensas devem conversar previamente com o médico-veterinário.

7. Observe mudanças no comportamento e no estado físico

Vômitos repetidos, diarreia com sangue, dificuldade para respirar, tremores, convulsões, desmaios, sangramentos, abdômen aumentado, dificuldade ou incapacidade de urinar, fraqueza intensa e suspeita de intoxicação exigem avaliação imediata.

Atropelamentos, quedas, mordidas e outros traumas também precisam de atendimento, mesmo quando o animal não apresenta ferimentos visíveis. Lesões internas podem não ser percebidas inicialmente.

Em uma emergência, o tutor deve manter o animal em segurança, evitar medicações caseiras e ir imediatamente para um hospital veterinário. Quando houver suspeita de intoxicação, a embalagem ou uma foto do produto ingerido pode ajudar a equipe no atendimento.

Fonte: Focal3

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