O setor de saúde animal no Brasil tem registrado crescimento consistente nos últimos anos, impulsionado pelo aumento do investimento dos tutores em prevenção, bem-estar e cuidados veterinários. Esse movimento tem ampliado a demanda por serviços mais estruturados, como planos de saúde para pets, e acelerado processos de digitalização e padronização entre empresas do segmento.
Inserido nesse contexto, o mercado pet brasileiro figura entre os maiores do mundo e mantém ritmo de expansão acima da média da economia nacional. A profissionalização do setor e a mudança no comportamento do consumidor, cada vez mais atento à saúde dos animais, têm favorecido modelos de negócio baseados em recorrência, previsibilidade e uso intensivo de tecnologia.
Segundo Raphael Clímaco, médico veterinário e CEO da Plamev, empresa que atua no segmento de planos de saúde para cães e gatos, esse cenário tem estimulado uma reorganização do setor.
“Há uma mudança clara na forma como os tutores encaram a saúde dos pets. O cuidado preventivo e o planejamento financeiro passam a ter um papel central, o que impulsiona soluções mais estruturadas e digitalizadas”, avalia.
Com 13 anos de atuação, a Plamev iniciou suas atividades em Aracaju, em Sergipe, e, a partir de 2018, passou por um novo ciclo estratégico ao transferir parte da operação para Belo Horizonte, em Minas Gerais. O movimento acompanhou uma tendência observada em empresas do setor que buscam ganho de escala e expansão regional, aproximando-se de polos econômicos e logísticos mais amplos.
Desde então, a empresa tem investido na digitalização integral da operação e na padronização de processos, adotando um modelo baseado em recorrência. De acordo com Clímaco, a digitalização tem sido um fator determinante para o crescimento sustentável no segmento.
“Modelos digitais permitem maior eficiência operacional e previsibilidade, tanto para as empresas quanto para clínicas e hospitais veterinários, além de facilitar o acesso contínuo dos tutores aos serviços”, explica.
Especialistas do setor apontam que a combinação entre expansão regional, tecnologia e modelos escaláveis tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de operar de forma integrada e eficiente se torna um diferencial para acompanhar a evolução do consumo e as novas exigências do mercado pet no Brasil.
Fonte: Matheus Damaso














