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Uber firma parceria com Prefeitura do Recife para levar pets adotados até o novo lar

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Parceria inédita ajuda no transporte de cães e gatos do Adota Pet para novos tutores

A Uber firmou uma nova parceria com a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, que promete facilitar ainda mais o processo de adoção responsável de cães e gatos na capital pernambucana. A iniciativa, a primeira nesta frente da Uber no Brasil, permite que os animais adotados por meio da plataforma Adota Pet possam ser levados até suas novas casas com o suporte da modalidade Uber Pet, que é específico para o transporte de animais.

A ação conta com a distribuição de vouchers mensais no valor de R$ 40, custeados integralmente pela Uber, e que poderão ser utilizados em corridas realizadas exclusivamente pelo Uber Pet no município do Recife. Os cupons serão concedidos de forma gratuita e têm como objetivo garantir uma experiência segura e confortável para os animais e seus novos tutores.

A parceria contempla até 20 vouchers por mês, sendo um por adoção, e obrigatoriamente deve ser utilizado para o transporte do pet acondicionado e acompanhado por um responsável durante todo o trajeto, podendo ser o adotante ou doador.

Lançado em novembro de 2023 pela Prefeitura do Recife, o Adota Pet já garantiu um novo lar para mais de 140 cães e gatos e segue ampliando sua atuação com o apoio de novos parceiros, como a Uber. Após escolher o novo amigo no site, os cidadãos podem iniciar o processo de adoção, sendo possível conhecer o pet por chamada de vídeo, sem a necessidade do deslocamento até o local onde o cão ou gato encontra-se.

É realizada uma entrevista para concluir se o cidadão está apto a adotar o animal. Depois, o processo é formalizado por meio da assinatura de um Termo de Responsabilidade e o animal, finalmente, pode ir para o lar.

Vale lembrar que se o animal escolhido for um filhote, também será necessário se comprometer com a cirurgia de esterilização entre os seis e 12 meses de vida. Mais recentemente, a plataforma passou a permitir que a população também possa cadastrar pets disponíveis para adoção.

Para conhecer os animais disponíveis para adoção, basta acessar o site Link

Você está alimentando seu pet com carinho ou colocando a saúde dele em risco?

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Para especialista em alimentos para pets, aumento significativo de casos de obesidade em cães e gatos acende um alerta para tutores quanto aos cuidados com a nutrição e o bem-estar de seus animais.

A obesidade entre pets brasileiros, especialmente cães e gatos, requer atenção. Segundo os dados do Banfield Pet Hospital, rede norte-americana pioneira em cuidados veterinários, de 2011 a 2020, o número de cães brasileiros obesos ou com sobrepeso cresceu 108% e o de gatos, 114%.

A mesma pesquisa apontou que no Brasil 25% a 40% dos pets enfrentam a doença, o que além de contribuir para o sedentarismo, torna-o mais vulnerável a outros problemas de saúde. Além disso, os dados revelam que, embora 95% dos entrevistados se preocupem com a obesidade dos cães e gatos, 41% adiam a ida ao veterinário por causa do problema.

Para a médica veterinária da Brazilian Pet Foods, Dorie Zattoni, a situação é alarmante e é essencial que os tutores se conscientizem sobre as consequências da má alimentação e da falta de exercícios físicos para a saúde de seus animais.

A crescente preocupação com a obesidade em pets brasileiros, como cães e gatos, está levando os tutores a repensarem os hábitos de vida de seus animais. A dieta inadequada surge como um dos principais vilões, onde alimentos não balanceados e em quantidades excessivas, juntamente com a escolha de produtos de baixa qualidade nutricional, estão diretamente relacionados ao ganho de peso. O sedentarismo, exacerbado pela vida em apartamentos e falta de espaços adequados para exercício, também contribui significativamente para o problema.

Além disso, a humanização dos pets tem levado a hábitos alimentares pouco saudáveis, com a oferta frequente de alimentos humanos e petiscos que ultrapassam as necessidades calóricas dos animais. A falta de conscientização dos tutores sobre os riscos associados ao sobrepeso e a obesidade agrava a situação, pois muitos não reconhecem os sinais ou a gravidade da condição. Problemas de saúde subjacentes, como desequilíbrios hormonais, e a predisposição genética de algumas raças também desempenham um papel no desenvolvimento da obesidade.

Para combater essa tendência, a veterinária acredita que fazer a adoção de uma dieta balanceada e específica para a espécie, idade e porte do pet é fundamental. Os tutores precisam medir as porções de alimento com precisão e escolher produtos de alta qualidade. A rotina de exercícios regulares para os pets, como caminhadas e brincadeiras, é outro pilar crucial para manter um peso saudável. O controle do peso por meio de check-ups veterinários regulares permite ajustes oportunos na dieta e no regime de exercícios.

Diante desse cenário, empresas do setor pet também têm intensificado os investimentos em alimentos mais saudáveis e nutritivos, como forma de contribuir para a prevenção da obesidade. Um exemplo é a linha Snow Natural, da Brazilian Pet Foods, que aposta em uma alimentação mais limpa e segura para os animais, com conservação 100% natural e livre de corantes e aromatizantes artificiais, oferecendo uma alternativa alinhada às necessidades reais dos pets e ao crescente desejo dos tutores por escolhas mais conscientes.

“O tratamento da obesidade em pets pode ser desafiador, mas com o comprometimento dos tutores e apoio profissional, os resultados são extremamente gratificantes”, finaliza Zattoni.

Sobre a Brazilian Pet Foods

A Brazilian Pet Foods, uma das maiores fábricas de alimentos pet do país, está há mais de três décadas no mercado. Fundada em 1992, a empresa se tornou referência no setor, figurando no ranking da Nielsen como líder no sul do Brasil e expandindo sua presença nacionalmente, em supermercados, petshops e no e-commerce. Seu propósito permanece o mesmo: alimentar o elo entre você e seu pet.

Fonte: Giovanna Rebelo Alves

Obesidade pet: como evitar e manter o animal no peso ideal?

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Prevenção e controle do excesso de peso são fundamentais para a saúde e bem-estar dos cães e gatos

A obesidade é uma das doenças nutricionais que mais cresce entre cães e gatos. Dados recentes indicam que até 50% dos pets podem estar acima do peso ideal, uma condição que afeta não apenas a aparência física, mas também a saúde e a qualidade de vida.

Segundo a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe, muitos tutores não percebem que o pet está obeso, principalmente quando o ganho de peso ocorre de forma gradual. “É muito comum que o tutor só perceba quando surgem dificuldades de locomoção ou problemas de saúde associados, como doenças articulares e cardiovasculares. Por isso, é fundamental realizar avaliações periódicas e observar mudanças no corpo do animal”, explica.

O excesso de peso em pets está relacionado a uma série de fatores, como alimentação inadequada, sedentarismo, predisposição genética e alterações hormonais, como hipotireoidismo. Além disso, a castração, embora benéfica em diversos aspectos, pode reduzir o metabolismo do animal, favorecendo o ganho de peso caso não haja ajustes na dieta e no nível de atividade física.

Manter o pet no peso ideal começa com uma alimentação equilibrada, baseada em rações de qualidade, indicadas para a fase de vida e o porte do animal. A quantidade deve ser rigorosamente controlada, de preferência seguindo as orientações do
médico-veterinário. Nesse contexto, é importante ressaltar que os petiscos, muitas vezes vistos com receio pelos tutores preocupados com o sobrepeso, podem ser incorporados de forma estratégica e positiva à rotina alimentar do pet.

Os petiscos, quando oferecidos com moderação, são importantes aliados. Atualmente, existem diversas opções formuladas com ingredientes de alta qualidade, baixo teor calórico e benefícios funcionais, como apoio ao cuidado oral, evitando a formação de tártaro e placa bacteriana.

A médica-veterinária reforça: “Os petiscos são excelentes ferramentas de estímulo, recompensa e até de enriquecimento ambiental. O importante é que sejam oferecidos com consciência e que representem, no máximo, 10% do total de calorias diárias do pet.

Além de proporcionarem prazer e fortalecerem o vínculo entre tutor e pet, os snacks são úteis em treinamentos e brincadeiras, contribuindo para o estímulo físico e mental, aspectos fundamentais para evitar o sedentarismo e, consequentemente, o ganho de peso. “Não é preciso excluir os petiscos da rotina, mas sim escolher o mais adequado a condição do animal e usar com sabedoria, sempre respeitando as necessidades nutricionais de cada animal”, orienta Bruna.

Além da alimentação, a prática regular de atividades físicas é indispensável. Caminhadas, brincadeiras ao ar livre, natação e até esportes específicos, como o agility, são excelentes para manter o pet ativo e saudável. Mesmo os gatos, que costumam ser mais sedentários, devem ser estimulados a se movimentar com brinquedos e arranhadores, como forma de enriquecimento ambiental

Prevenir a obesidade é sempre mais fácil do que tratar suas consequências. Uma vez que o animal está obeso, o emagrecimento deve ser conduzido com acompanhamento veterinário, respeitando as necessidades e limitações de cada pet. “Dietas muito restritivas ou exercícios intensos podem ser prejudiciais. O ideal é um programa gradual e seguro de redução de pesoorienta Bruna.

Com cuidados adequados, é possível garantir que o pet mantenha um peso saudável, preservando sua qualidade de vida, mobilidade e longevidade.

Sobre a Pet Nutrition:

A empresa fundada em 2011 com o nome de Petitos, na cidade de Pirassununga, São Paulo, e com objetivo de proporcionar amor e saúde aos pets, através de produtos de alta qualidade, sabor e inovação.

Pioneira em snacks naturais, foi adquirida em 2023, pela Biolab Sanus Farmacêutica e, dentro da estrutura da Avert Biolab Saúde Animal, passa a se chamar Pet Nutrition; com objetivo de fortalecer e valorizar o segmento de snacks para pets, reforçando o posicionamento em termos de composição, nível nutricional e crescimento do portfólio. A Pet Nutrition segue todos os parâmetros de produção e qualidade da Biolab.

Os produtos são desenvolvidos por profissionais especializados em nutrição animal e fabricados com matéria-prima de excelente qualidade, ingredientes frescos, rico em nutrientes e com carne na composição para garantir a palatabilidade, e serem atrativo aos pets. Para mais informações acesse: https://www.petnutrition.com.br/

Fonte: Assis Comunicações

Socialização felina: como o cuidado emocional transforma a vida de gatos resgatados e aumenta as chances de adoção

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Histórias como as das gatinhas Brenda e Denise mostram que escuta, paciência e respeito ao tempo do animal fazem toda a diferença

A adoção da gatinha Brenda foi amor à primeira vista. Jaqueline Rufino, cientista de dados, buscava uma gata preta e adulta quando conheceu a ONG Confraria dos Miados e Latidos, que descrevia a gatinha como “tímida e medrosa”. Experiente com felinos, já no 15º gato, Jaqueline sabia o que esperar. “Se ele (o gato) é tímido, ele é tímido e ponto final”. Mas a tutora se surpreendeu. No primeiro dia que fomos para casa, em vez de se esconder, explorou o novo quarto, aprendeu a abrir a porta e tomou conta da casa: “Introdução? Não teve, ela tomou conta da casa como se tivesse nascido aqui”.

Apesar do início destemido, a socialização exigiu respeito e paciência. “Foi complicado andar pela casa com ela, já que ela realmente é medrosa e tem uma grande dificuldade em dividir o espaço com a gente, então eu dei espaço pra ela. Até hoje ela foge quando a gente tá atravessando o corredor e não fica no colo mais que 30 segundos, mas eu escolhi esperar ela. Seguimos todos os conselhos da ONG e demos todos os petiscos que ela quis”, conta. Hoje, mesmo sem gostar de colo, Brenda mia pedindo carinho, “amassa pãozinho” nas cobertas e já brinca com os outros gatos da casa. “Eu diria que o maior conselho é amor, carinho e respeito. Respeitar o espaço do gatinho e esperar o tempo deles é o melhor conselho, mas também recomendo churu e petiscos!”.

Um outro exemplo é a gatinha Denise. Chegou ao abrigo da ONG extremamente arisca e se escondia ao menor sinal de aproximação. Com o trabalho de socialização, o apoio de uma veterinária comportamentalista e o respeito ao seu ritmo, ela passou a aceitar carinhos na cabeça — ainda com reservas, mas demonstrando bem-estar e segurança. A expectativa é que, em breve, ela encontre um lar que compreenda e acolha sua personalidade.

Segundo a Confraria dos Miados e Latidos, o trabalho de socialização aumenta significativamente as chances de adoção. Por isso, o acolhimento na ONG inclui cuidados veterinários e suporte emocional. “Entendemos que um animal saudável é aquele que vive bem no corpo e na mente. E muitos dos nossos gatinhos hoje carinhosos e confiantes já foram, um dia, tímidos e inseguros”, afirma Laís Piccolo, coordenadora de Adoções da ONG Confraria dos Miados e Latidos.

Processo de socialização pode levar mais de 3 meses

Nem todo gato resgatado está pronto para o colo. Muitos chegam aos abrigos assustados, com sinais de traumas e precisam de um processo cuidadoso e contínuo de socialização para voltarem a confiar em humanos. Esse histórico pode gerar dificuldades para se socializar mesmo em ambientes seguros. Na ONG Confraria dos Miados e Latidos, que hoje acolhe mais de 50 gatos tímidos ou temperamentais, esse trabalho vai além do cuidado físico, envolve escuta, paciência e um olhar atento para a linguagem corporal dos felinos.

Segundo a médica veterinária e especialista em comportamento felino que atua voluntariamente na socialização dos gatos da ONG, Débora Paulino, cada gato possui particularidades genéticas e cognitivas que influenciam suas respostas ao novo ambiente. “Assim como uma pessoa pode se ‘acostumar’ com algo que não faz bem à saúde emocional, os gatos também. Importante dizer que a capacidade para aprender e se acostumar existe, assim como a mesma pode ser direcionada para ‘desaprender’ e desacostumar”. Para ajudá-los no processo de socialização, Débora destaca sinais que indicam avanço na confiança, como expressão corporal relaxada, aceitação de comida na presença do tutor, uso da caixa de areia, brincadeiras e aproximações sutis com interesse.

O processo de socialização deve respeitar o tempo de cada animal, podendo levar até três meses (mas não é regra e cada animal tem seu tempo) para que ele se sinta parte do novo lar. “A socialização é estruturada em cinco pilares e não em cinco minutos! A evolução para cada pilar depende de vários fatores, alguns do gato, outros do ser humano e outros do ambiente”, afirma a veterinária, listando fatores como preparação do ambiente, troca olfativa, brincadeiras com troca de olhares, contato corporal supervisionado e rodízio dos espaços.

Ao longo do processo de socialização, Débora destaca alguns sinais importantes, como:

Piscar lentamente: indica confiança e tranquilidade.

Postura encolhida e orelhas para trás: sinal de tensão ou medo.

Lambidas frequentes no focinho: costumam indicar desconforto ou indecisão.

Rabo esticado e leve tremor na ponta: geralmente sinal de curiosidade.

Fugir ou se esconder ao ouvir passos: medo ainda presente.
A especialista reforça que socializar um gato facilita sua adaptação e contribui para adoções mais responsáveis. “A socialização nos mostra o potencial e o perfil de comportamento daquele gatinho. O gato pode ficar arisco novamente se ele for para uma casa que não está sendo um verdadeiro lar para ele, pois o lar caracteriza o espaço de acolhimento, segurança, compreensão e livre de medo. Então o ambiente faz a total diferença para o comportamento deles gato, se ele se sente vulnerável e com medo, ele vai ter respostas comportamentais proporcionais a isso, como se tornar agressivo, podendo urinar fora do lugar, ficar o dia todo escondido, não comer entre outras mudanças comportamentais”. Mais informações em www.miadoselatidos.org.br. @cmiadoselatidos

Sobre a Confraria dos Miados e Latidos

A ONG atua com excelência e profissionalismo na proteção animal desde 2007, tendo viabilizado nesse período a adoção responsável de mais de 5 mil animais e a castração de mais de 16 mil. Seu trabalho é focado na castração, como um dos pilares fundamentais da Saúde Única (saúde animal-humana-ambiental), no resgate e adoção responsável e na produção de conteúdo educativo para o público em geral.

Fonte: DePropósito Comunicação de Causas

Mudanças na rotina: Como ajudar os pets na adaptação?

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Medidas simples ajudam cães e gatos a passarem por períodos de transição de forma mais tranquila

Mudanças de casa, adoções, viagens prolongadas ou a chegada de novos membros à família são eventos comuns na vida dos tutores, mas que podem representar um desafio emocional para os cães e gatos. Apesar de parecerem simples, essas alterações de ambiente costumam afetar o bem-estar dos pets, que podem reagir com ansiedade, insegurança ou até mesmo mudanças de comportamento.

Ao contrário dos humanos, que compreendem o que está acontecendo, os animais de companhia percebem essas mudanças por meio dos sentidos — especialmente o olfato e a audição. “Isso significa que qualquer alteração no ambiente, na rotina ou até na disposição dos móveis pode ser interpretada como uma ameaça, provocando reações como agitação, vocalização excessiva, perda de apetite, marcação urinária em locais inadequados e até comportamentos compulsivos, como se lamber constantemente”, detalha a médica-veterinária Marina Tiba, Gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

Para minimizar esse impacto, algumas medidas simples — mas eficazes — podem ser adotadas. Manter a rotina, por exemplo, é fundamental. “Mesmo em meio à mudança, o ideal é tentar manter os horários de alimentação, passeios e descanso semelhantes aos do ambiente anterior. Essa previsibilidade ajuda o animal a sentir que tem controle sobre a nova realidade”, afirma a profissional.

Outra estratégia é criar um espaço de segurança. Reservar um cômodo tranquilo e organizado com os pertences do pet — como cama, brinquedos, comedouro e itens com o cheiro dele — pode fazer toda a diferença. Esse espaço funciona como um ponto de referência emocional, um refúgio no meio das novidades.

Evitar sobrecarga de estímulos nos primeiros dias também é essencial. Isso significa limitar a movimentação excessiva de pessoas, sons intensos e a exposição imediata a todos os ambientes da nova casa. “Sempre que possível, permita que o pet explore o novo espaço aos poucos, respeitando seu ritmo. E, quando ele demonstrar interesse ou tranquilidade ao explorar, recompense com carinho ou petiscos — o reforço positivo é um ótimo aliado nesse processo”, acrescenta Marina.

Um recurso adicional para facilitar a adaptação dos animais é o uso de feromônios sintéticos. Os feromônios são substâncias químicas naturais utilizadas pelos animais para se comunicar entre si, transmitindo mensagens de tranquilidade, apaziguamento, vínculo ou alerta. “Atualmente, algumas dessas substâncias são reproduzidas em versões sintéticas, disponíveis no mercado em diferentes formatos: difusores (para o ambiente), sprays (para superfícies) e coleiras — estas últimas indicadas exclusivamente para cães. Os feromônios são espécie-específicos, ou seja, são percebidos apenas pelos animais da mesma espécie, que reagem com maior sensação de segurança ao reconhecê-los no ambiente”, explica a médica-veterinária.

Para os gatos, por exemplo, existem produtos com complexos de feromônios felinos que transmitem mensagens reconfortantes, promovendo uma sensação de bem-estar e tranquilidade. Já para os cães, os produtos disponíveis reproduzem o feromônio liberado pela mãe durante a amamentação — uma substância que transmite segurança, familiaridade e conforto. Esses compostos ajudam a reduzir significativamente comportamentos associados a situações estressantes, como medo excessivo durante períodos de mudança.

É importante lembrar que, mesmo com todos esses cuidados, alguns animais podem apresentar sinais mais graves ou desenvolver sintomas físicos, como vômitos, diarreia ou perda de peso. Nestes casos, o mais indicado é buscar orientação do médico-veterinário, que poderá avaliar o quadro e definir o melhor plano de manejo — com ou sem o uso de suporte medicamentoso.

Mudanças fazem parte da vida, mas os impactos ao bem-estar dos pets podem — e devem — ser prevenidos. Com empatia, planejamento e uso das ferramentas corretas, como a feromonioterapia é possível transformar um momento potencialmente estressante em uma transição tranquila — promovendo saúde emocional e fortalecendo o vínculo entre tutor e animal.

Sobre a Ceva Saúde Animal

A Ceva Saúde Animal (Ceva) é a 5ª empresa global de saúde animal, liderada por veterinários experientes, cuja missão é fornecer soluções de saúde inovadoras para todos os animais e garantir o mais alto nível de cuidado e bem-estar. Nosso portfólio inclui medicina preventiva, como vacinas, produtos farmacêuticos e de bem-estar para animais de produção e de companhia, além de equipamentos e serviços para fornecer a melhor experiência para nossos clientes. Com 7.000 funcionários em 47 países e estando presente em mais de 110 países, a Ceva se esforça diariamente para dar vida à sua visão como uma empresa OneHealth: “Juntos, além da saúde animal”.

www.ceva.com.br

Fonte: Assis Comunicações

Doenças oculares infecciosas em pets exigem atenção dos tutores e tratamento rápido e direcionado

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Créditos: Freepik

Médica-veterinária alerta sobre os riscos à visão de cães e gatos e reforça a importância do diagnóstico precoce

Cada vez mais integrados ao ambiente familiar, os pets exigem cuidado o tempo todo – inclusive com a saúde ocular. “As doenças oculares infecciosas, embora comuns, podem passar despercebidas pelos tutores e evoluir rapidamente para quadros graves se não tratadas de forma correta. Entre os principais agentes causadores estão bactérias, vírus, fungos e parasitas, que podem comprometer partes delicadas, como conjuntiva, córnea e retina”, explica a médica-veterinária Marcella Vilhena, gerente de marketing da Syntec.

Segundo a especialista, os tutores devem estar atentos a diversos sintomas, como vermelhidão dos olhos, secreção, lacrimejamento excessivo, coceira, sensibilidade à luz e dificuldade para abrir os olhos. “Em alguns casos, o pet pode apresentar alterações de comportamento, como apatia ou irritação ao ser tocado na região da face.”

O diagnóstico precoce é fundamental para preservar a visão do animal. “Muitas vezes, os tutores acreditam que é apenas uma irritação passageira, mas doenças oculares evoluem rapidamente”, alerta a veterinária.

O tratamento varia conforme o agente infeccioso e pode incluir colírios antibióticos, antivirais, antifúngicos e medicamentos sistêmicos. A higienização adequada da região dos olhos também é essencial. “A prevenção é uma aliada importante. Vacinação atualizada, especialmente em gatos, contra herpesvírus e calicivírus, consultas regulares ao veterinário e atenção a qualquer alteração ocular são práticas que ajudam a evitar complicações”, reforça Marcella.

“Qualquer sinal de anormalidade ocular deve ser investigado imediatamente. Para auxiliar os tutores, a Syntec desenvolveu Tobrasyn, colírio veterinário à base de Sulfato de Tobramicina (0,3%), indicado para o tratamento de infecções oculares em cães e gatos causadas por microrganismos sensíveis à tobramicina. Afinal, a saúde dos olhos dos pets merece a mesma atenção e cuidado que se dá a outras áreas do corpo”, assinala a veterinária.

Sobre a Syntec

A Syntec é uma empresa 100% brasileira com mais de 20 anos de história, dedicada à produção de medicamentos e suplementos veterinários de alta qualidade. Seu portfólio diversificado inclui terapêuticos, especialidades, produtos de higiene e saúde, suplementos e vacinas para animais. Para mais informações, visite: www.syntec.com.br

Fonte: Grupo Texto

Os filhos estão sendo substituídos por pets?

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Créditos: Helton-Nobrega

Por Juliana Sato

Essa pergunta parece simples, mas carrega um peso simbólico enorme. Aparece nas manchetes, entrevistas, mesas de jantar e discussões acaloradas nas redes sociais, quase sempre com um tom acusatório, como se amar um pet fosse sinal de desvio, carência ou fuga de responsabilidade.

Mas será mesmo que essa é a leitura mais justa? A pergunta parte de um lugar que já define o afeto como uma escolha única, com formato padrão e hierarquias rígidas. Filhos humanos no topo. Relações “verdadeiras” de um lado, e vínculos “substitutos” de outro. Como se o valor do afeto dependesse da espécie.

Só que os afetos não funcionam assim… A relação com o pet não está necessariamente ocupando o lugar de um filho. Ela ocupa o lugar que a própria pessoa construiu, e que faz sentido dentro do seu contexto de vida. Às vezes, esse vínculo é o mais estável, mais previsível e mais acessível que ela tem. E isso não a diminui. Pelo contrário: revela o quanto ela é capaz de amar, cuidar e se comprometer, ainda que o outro tenha quatro patas.

O que estamos vendo é uma reorganização das prioridades. Em um mundo acelerado, caro, polarizado e exaustivo, muita gente tem repensado o que é “família”, o que é “legado”, o que é “cuidado”. Isso não é sintoma. É um movimento social. E, como todo movimento social, tem causas, nem sempre visíveis à primeira vista.

Falar que “as pessoas agora preferem ter um cachorro a ter filhos” pode parecer provocador, mas é raso. O que precisa ser analisado é o que está por trás dessa preferência: o custo da parentalidade, a sobrecarga das mulheres, a precariedade da rede de apoio, o medo de repetir traumas familiares, a busca por autonomia, a recusa em seguir um modelo de vida pronto, que muitas vezes adoece mais do que realiza.

Isso sem contar que a lógica da substituição é equivocada. Porque ninguém substitui ninguém. Os vínculos que formamos não são peças de reposição. São construções afetivas que emergem de escolhas, valores, vivências e necessidades, conscientes ou não.

Sim, há excessos. Em alguns casos, o animal é hiperprotegido, humanizado ao extremo, instrumentalizado como válvula emocional. Mas esses casos não podem ser generalizados. Nem usados como argumento para desqualificar uma realidade cada vez mais presente: os pets fazem parte da vida afetiva e simbólica das pessoas. E isso merece respeito.

Mais do que criticar essa mudança, talvez devêssemos perguntar: o que esse fenômeno está revelando sobre os vínculos humanos? O que ele nos ensina sobre presença, cuidado e responsabilidade? E, principalmente: por que ainda incomoda tanto ver alguém construindo uma vida significativa fora dos moldes tradicionais?

A verdade é que não existe um único jeito certo de viver o afeto. Alguns terão filhos. Outros terão pets. Alguns terão os dois. Há quem opte por nenhum. E está tudo bem. Não se trata de substituir. Trata-se de escolher com quem você quer dividir sua presença, seu tempo e seu afeto, sem que isso precise ser validado por padrões antigos ou julgamentos externos.

Talvez, no fundo, essa pergunta diga menos sobre quem tem pet… e mais sobre quem ainda não consegue aceitar que o mundo está mudando. E que amar também mudou de forma.

* Juliana Sato é psicóloga especializada em luto pet, certificada pela Association for Pet Lost and Bereavement, dos Estados Unidos.

Fonte: LILÁS COMUNICAÇÃO

Vetnil® reforça a importância da limpeza das orelhas dos pets

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Médico-Veterinário da Vetnil® explica por que a higienização das orelhas pode ser importante para a manutenção da saúde otológica dos pets.

Assim como os cuidados com os dentes, os olhos e a pele dos pets, as orelhas também necessitam de atenção dos tutores. Promover a limpeza adequada dessa região pode ser considerada uma medida de cuidado fundamental para alguns animais, principalmente quando pensamos na manutenção da saúde otológica.

Segundo Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, quando as orelhas apresentam alguma alteração, pode ocorrer um acúmulo excessivo de cerúmen e sujidades, criando um ambiente propício para a proliferação de bactérias e fungos, o que está relacionado ao desenvolvimento de infecções, que ocasionam a temida otite (inflamação do pavilhão auricular e/ou conduto auditivo, quando são otites externas – mais comuns).

“A higienização adequada remove o excesso de sujidades, o que diminui as chances de proliferação de microrganismos e auxilia na manutenção da saúde otológica dos pets, além de evitar odores desagradáveis e desconfortos que afetam a qualidade de vida dos pets” explica Kauê.

Para garantir uma limpeza segura e adequada das orelhas dos pets, é importante se atentar a alguns cuidados, como a frequência, que deverá ser avaliada pelo veterinário, e não utilizar hastes flexíveis de uso humano ou outros objetos que possam ferir a região. Além disso, é fundamental optar pelo uso de produtos otológicos específicos para pets, como Aurivet® Clean pH Neutro, lançamento da Vetnil®, que conta com uma composição que confere alto poder de remoção do excesso de cerúmen, sem irritar o conduto auditivo.

Como marca parceira de quem cuida, a Vetnil® disponibiliza em blog e redes sociais conteúdos exclusivos sobre esses e muitos outros assuntos, com o propósito de esclarecer as principais dúvidas e orientar sobre os cuidados que os pets devem receber. Siga @vetniloficial.

Sobre a Vetnil

Fundada há 30 anos pelo Médico-Veterinário Dr. João Carlos Ribeiro (In Memorian), a Vetnil®, empresa 100% nacional, atua em pesquisas e no desenvolvimento de produtos para a saúde e performance de pets e de equinos, estando entre as líderes de mercado nestes segmentos no Brasil. A companhia também exporta as suas soluções para mais de 16 países e tem acumulado premiações importantes, como “100 Melhores empresas para se trabalhar no Brasil” (Revista Época, 2006), “30 Melhores empresas para a mulher trabalhar” (Revista Época, 2006), “As 200 Pequenas e Médias Empresas Que Mais Crescem No Brasil” (Revista Exame, 2015), “Melhores do Agronegócio – As 10 melhores do Setor Saúde Animal” (Anuário do Agronegócio 2015, Revista Globo Rural), vencedora na categoria ‘Produtos Veterinários’ do Anuário do Agronegócio da Revista Globo Rural de 2016, 2018 e 2021, além de “Melhores empresas para Trabalhar GPTW Brasil 2020” no ranking Indústria, ranking São Paulo 2020 e ranking Agronegócio 2021, divulgado pela Great Place To Work, entre outras.

Fonte: Ana Paula Giorgetti

Vira-latas são os queridinhos do Brasil, revela PetCenso 2025, da Petlove

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Levantamento exclusivo da Petlove, com mais de 1,8 milhão de pets, mostra que SRDs seguem líderes absolutos entre cães e gatos no país. Pesquisa lista diferentes dados como raças e nomes mais escolhidos por tutores de todo o Brasil

Eles são simpáticos, carismáticos, únicos e os mais amados do Brasil. Os vira-latas, também conhecidos como SRDs, continuam liderando o ranking de pets mais presentes nos lares brasileiros, segundo a nova edição do PetCenso, levantamento exclusivo realizado pela Petlove, maior ecossistema pet do país. A pesquisa, que consolida dados de mais de 1,8 milhão de pets cadastrados nas plataformas da Companhia, incluindo e-commerce, plano de saúde, hospedagem e Clube de Descontos, revela informações inéditas sobre o perfil da população pet no Brasil em 2025. Além das raças mais comuns, o PetCenso também traz recortes por sexo, idade e espécie.

Eles se mantêm no auge!

Desde 2016, os SRDs ocupam o topo da lista entre cães e gatos, e a tendência se confirma mais uma vez. O dado reforça o avanço de uma consciência coletiva em torno da adoção, da inclusão e da valorização da diversidade animal, especialmente em um país onde cerca de 30 milhões de animais vivem em situação de abandono, segundo estimativas da OMS.

No ranking de cães, os SRDs são seguidos por Shih Tzu e Yorkshire Terrier, duas raças pequenas e populares entre quem vive em apartamentos. Entre os felinos, após os SRDs, aparecem o Siamês e o Persa, reforçando a preferência por raças tradicionais e de aparência marcante.

Fêmeas dominam a cena pet

Outro destaque do PetCenso é a predominância de fêmeas. Entre os cães, elas representam 50,9% da base, enquanto os machos somam 49,1%. Entre os gatos, a diferença é ainda maior: 52,6% de fêmeas contra 47,3% de machos.

Os nomes mais escolhidos pelos brasileiros

Entre os nomes preferidos para cães, o top 3 nacional é composto por Mel, Luna e Amora, refletindo uma preferência por nomes curtos e afetivos – e comprovando, também, o dado de que as fêmeas têm dominado o cenário pet. Thor e Luke também aparecem em destaque, indicando forte influência de referências da cultura pop. Outros nomes que figuram entre os dez mais populares são Nina, Maia, Meggie, Pandora e Theo.

Nos gatos, Luna é a campeã de popularidade, seguida por Nina, Mia, Mel e Lua. Entre os machos, Tom, Simba, Chico e Theo ganham espaço.

Na divisão por gênero, os nomes mais escolhidos para cães machos são: Thor, Luke, Theo, Bob e Apolo. Já para as fêmeas, os favoritos são: Mel, Luna, Amora, Nina e Maia. No caso dos gatos, os nomes masculinos mais frequentes são Tom, Simba, Chico, Frajola e Theo; entre as fêmeas, Luna, Nina, Mia, Mel e Lua lideram o ranking.

Raças mais populares entre cães e gatos

Entre as raças definidas, o ranking traz o Shih Tzu na segunda colocação (17%), atrás apenas dos SRDs, seguido por Yorkshire Terrier (6%), Spitz Alemão (5%), Lhasa Apso (3%), Golden Retriever (3%), Pinscher (3%), Dachshund (2%), Pug (2%) e Maltês (2%). A predominância de raças de pequeno porte mostra uma forte influência da urbanização e da vida em apartamentos nas escolhas dos tutores brasileiros.

No universo felino, os números são ainda mais expressivos: 86% dos gatos cadastrados são SRDs. As raças mais populares entre os demais são o Siamês (5%) e o Persa (2%), seguidos por Maine Coon (0,7%), Angorá Turco (0,5%), Ragdoll (0,4%), Angorá (0,3%), American Shorthair (0,3%), Bombaim (0,3%) e Brazilian Shorthair (0,3%).

Veja mais dados abaixo:

Principais raças de cães (Nacional)

SRD 26%
Shih Tzu 17%
Yorkshire Terrier 6%
Spitz Alemão 5%
Lhasa Apso 3%
Golden Retriever 3%
Pinscher 3%
Dachshund 2%
Pug 2%
Maltês 2%

Principais raças de gatos (Nacional)

SRD 86%
Siamês 5%
Persa 2%
Maine Coon 0,7%
Angorá Turco 0,5%
Ragdoll 0,4%
Angorá 0,3%
American Shorthair 0,3%
Bombaim 0,3
Brazilian Shorthair 0,3%

Top 10 Nomes mais escolhidos para pets (Nacional)

Cães

1ºMel
2ºLuna
3ºAmora
4ºThor
5ºLuke
6ºNina
7ºMaia
8ºMeggie
9ºPandora
10ºTheo

Gatos

1ºLuna
2ºNina
3ºMia
4ºMel
5ºLua
6ºTom
7ºAmora
8ºSimba
9ºPandora
10ºChico

Top 5 nomes cães machos e fêmeas (Nacional)

Thor e Mel
Luke e Luna
Theo e Amora
Bob e Nina
Apolo e Maia

Top 5 nomes gatos machos e fêmeas (Nacional)

Tom e Luna
Simba e Nina
Chico e Mia
Frajola e Mel
Theo e Lua

Principais nomes por região

Norte

Cães – 81% Luke e Mel
Gatos – 19% Simba e Mia

Nordeste

Cães- 82% Luke e Mel
Gatos – 18% Tom e Luna

Centro Oeste

Cães – 83% Luke e Mel
Gatos – 17% Simba e Luna

Sul

Cães – 75% e Thor e Luna
Gatos – 25% Tom e Luna

Sudeste

Cães – 82% Thor e Mel
Gatos – 18% Tom e Luna

Fonte: Gustavo Monnerat de Mattos

Pássaros de estimação precisam de proteção no inverno

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Crédito: Matheus Campos

Veterinária alerta para sinais de sofrimento, formas seguras de aquecer o ambiente e alimentação adequada nesta época do ano

As temperaturas caem e, com elas, aumentam os riscos para a saúde dos companheiros mais leves e cantantes: os pássaros. Apesar de transmitirem leveza, alegria e beleza por onde passam, essas aves de estimação podem ser extremamente sensíveis ao frio, principalmente as tropicais, como canários, periquitos e agapórnis. A hipotermia, por exemplo, pode levar à morte se não for percebida a tempo.

A médica veterinária Morgana Prado, especializada em animais não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral (HVT), em Campinas-SP, explica que nem todos os pássaros sentem o frio da mesma forma. Algumas espécies são naturalmente mais resistentes, enquanto outras sofrem muito com as baixas temperaturas.

As mais vulneráveis costumam ser as pequenas aves tropicais, como o canário (Serinus canaria), o periquito-australiano (Melopsittacus undulatus) e o agapórnis (Agapornis roseicollis). Já calopsitas, maritacas e papagaios têm sensibilidade moderada, enquanto pombos, rolinhas e galinhas se adaptam melhor ao frio.

Saber interpretar os sinais é fundamental, já que os pássaros são discretos e tendem a esconder sintomas por instinto de sobrevivência. “Penas eriçadas, quietude excessiva, pés frios, respiração alterada e postura encolhida são sinais de que a ave está sofrendo com o frio”, explica a veterinária.

Sintomas mais graves, como tremores intensos, respiração ofegante, mucosas azuladas e a ave deitada no fundo da gaiola, indicam urgência em buscar atendimento.

Ambiente aquecido com segurança

Manter a gaiola em um local sem correntes de ar, longe de janelas e portas, e sempre acima da linha do chão é uma das principais recomendações. “Cobrir a gaiola à noite com uma manta grossa – deixando uma fresta para ventilação – também ajuda. Mas nunca use plásticos, pois abafam e acumulam gases tóxicos”, orienta.

Se for necessário aquecer o ambiente, o ideal é usar lâmpadas de cerâmica com termostato ou aquecedores próprios, mantendo a temperatura entre 22 °C e 28 °C para as espécies mais sensíveis. “Lareiras, velas, aquecedores a gás, secadores e lâmpadas comuns estão fora de cogitação”, esclarece a doutora.

Alimentação reforçada, mas sem exageros

Com o frio, os pássaros gastam mais energia para manter a temperatura corporal, o que pode exigir pequenas mudanças na dieta. Segundo Morgana, é importante aumentar o valor calórico com equilíbrio: “sementes oleaginosas são bem-vindas, assim como fontes de proteína leve, como o ovo cozido, além de manter a oferta de frutas e vegetais em temperatura ambiente”. Ainda de acordo com Morgana, é importante monitorar o consumo de água para não faltar hidratação.

Se o passarinho for idoso, estiver em fase de mudança de penas ou com histórico de doenças, a suplementação vitamínica pode ser indicada nesta época – sempre com orientação veterinária. Vitaminas como A, C, E e as do complexo B ajudam a fortalecer a imunidade.

Banho no frio?

A higiene segue essencial no inverno, mas os banhos precisam ser adaptados. “Aves saudáveis podem tomar banho se o ambiente estiver aquecido, sem vento e com possibilidade de secagem completa ao sol filtrado ou próximo a uma janela protegida”, diz a veterinária. A água deve estar morna ao toque, nunca quente, e o melhor horário é entre 11h e 15h.

Se a ave estiver doente, idosa, em época de mudar as penas ou for muito jovem, o ideal é substituí-lo por panos úmidos ou lenços específicos vendidos em pet shops (sem fragrância, álcool ou sabão).

Viveiros

Pássaros criados soltos em viveiros ou aviários exigem cuidados diferentes. Como ficam mais expostos ao clima, é necessário fornecer abrigo e ninhos fechados, proteger as laterais contra o vento, manter o piso seco, substrato sempre higienizado e reforçar a dieta. “Em alguns casos, dependendo da espécie, até o uso de aquecimento localizado pode ser necessário”, afirma Morgana.

Doenças de inverno

Infecções respiratórias como rinites, sinusites, bronquites e até pneumonia são mais frequentes no inverno. Também podem surgir problemas na muda, hipotermia e doenças digestivas. Espirros, secreções nas narinas, respiração ruidosa, letargia e penas eriçadas são sinais de que algo não vai bem. “Quanto antes o atendimento for iniciado, maiores as chances de recuperação”, alerta.

E atenção: check-ups regulares são fundamentais. “O ideal é ao menos uma vez por ano, ou a cada seis meses, principalmente durante trocas de estação”, recomenda a veterinária.

Serviço:
Hospital Veterinário Taquaral – Campinas S
Instagram: @hvtcampinass
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Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas SP
Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500

Fonte: AMZ Comunicação

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