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Veterinário perde espaço na decisão de compra dos tutores

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Estudo Radar Vet 2025 mostra que profissionais do varejo já influenciam 1 em cada 5 proprietários de pet na escolha de suplementos e antiparasitários

Por muitos anos, o médico-veterinário foi a principal referência dos tutores na hora de escolher vacinas, medicamentos e demais produtos voltados à saúde dos pets. Porém, o Radar Vet 2025, focado no profissional veterinário e realizado pela Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Comac/Sindan), em parceria com a consultoria H2R, aponta uma mudança nesse cenário. Embora ainda seja a figura mais influente, os veterinários vêm perdendo o protagonismo para profissionais do varejo, especialmente balconistas e atendentes de pet shops.

Esse movimento já havia sido antecipado pelo Radar PET 2023 – estudo do Comac/Sindan focado no mercado de animais de estimação – que apontou o crescimento da busca por informações na internet por parte dos tutores e a troca de experiências entre eles como fontes de decisão. Ou seja, embora os veterinários ainda sejam procurados em casos de doença ou quadros mais complexos, muitos tutores preferem observar os sinais por conta própria e tomar decisões de forma autônoma, com base em múltiplas fontes.

O papel dos atendentes de pet shops tem se tornado cada vez mais relevante. Esses profissionais já influenciam diretamente 16% das decisões de compra de suplementos e 19% da escolha de vermífugos e antipulgas, superando a influência de outros tutores ou criadores de conteúdo digital, segundo o Radar Vet. “Com atendimento acessível e conhecimento prático acumulado na rotina das lojas, os vendedores do varejo conseguem orientar os tutores na escolha de produtos de prateleira, que muitas vezes não exigem prescrição médica. Essa dinâmica posiciona o varejo como um elo estratégico entre fabricantes, médicos-veterinários e consumidores”, afirma Gabriela Mura, diretora de Mercado e Assuntos Regulatórios do Sindan. Embora minoritários, canais como sites de pesquisa (2%) e influenciadores digitais (1% a 2%) também começam a moldar o comportamento dos consumidores.

Além disso, o próprio perfil de atuação do médico-veterinário está em transformação. Entre 2021 e 2024, a proporção de profissionais atuando como autônomos saltou de cerca de 25% para 72%, segundo o Radar Vet 2025. “A descentralização do trabalho, com muitos veterinários atuando em múltiplos locais ou oferecendo atendimentos domiciliares, favorece a interferência de outros personagens do varejo que assumem um papel mais ativo nessa relação”, em detrimento ao fortalecimento da relação tutor/animal e médico veterinário e a fidelização do cliente, diz Gabriela Mura. “Atualmente, o tutor tem acesso a múltiplas fontes de informação, e o varejo pet, acaba sendo um facilitador na hora da compra de produtos básicos”, completa a especialista.

No que diz respeito à prescrição de vacinas e medicamentos, o veterinário segue predominante com 91% de influência na decisão dos tutores. “O estudo mostra uma ampliação do ecossistema de influência na decisão dos tutores, especialmente em categorias de produtos mais acessíveis. É uma movimentação natural diante das transformações do mercado pet e do comportamento de consumo”, diz Gabriela Mura.

Sobre o Sindan

Fundado em 1966, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) congrega 85 empresas responsáveis por cerca de 90% do mercado brasileiro de medicamentos veterinários. Entre as suas atribuições, estão a representação legal das indústrias de saúde animal perante os órgãos oficiais, a produção de estudos, coordenação de campanhas sanitárias e educativas, além da comunicação e defesa da reputação do setor.

Fonte: Ortolani Comunicação

Como cuidar dos pets no inverno? Veja 5 dicas para garantir o conforto e a saúde de cães e gatos nessa época do ano

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Com a chegada dos dias mais frios, alguns cuidados com cães e gatos devem ser redobrados. Especialmente durante o inverno, pequenas adaptações na rotina dos pets podem ajudar a manter seu conforto e sua saúde em dia, principalmente no caso de filhotes e animais idosos, que costumam ter um sistema imunológico menos eficiente, além de serem mais sensíveis a mudanças na temperatura.

Vacinação em dia

Segundo Kauê Ribeiro, Médico-Veterinário da Vetnil®, um dos pontos mais importantes é garantir que a vacinação esteja atualizada, pois doenças respiratórias são mais comuns nessa época do ano. “Reforçar o sistema imunológico é um dos principais cuidados no inverno, e isso começa pela profilaxia. Para cães, é importante estar atento à necessidade de vacinação contra Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina, agentes frequentemente envolvidos na traqueobronquite infecciosa canina, também conhecida como tosse dos canis. Já a rinotraqueíte felina e a calicivirose são infecções frequentes em gatos, principalmente no inverno, sendo essencial a vacinação contra os vírus envolvidos nesses quadros. Além das vacinas, vale conversar com o veterinário sobre a necessidade de vermifugação e de uso de suplementos que auxiliem o sistema imunológico”, afirma.

Higiene com cuidado

Apesar das baixas temperaturas, os banhos não precisam ser totalmente suspensos em cães. A recomendação é apenas reduzir a frequência e escolher horários mais quentes para realizá-los. Ribeiro orienta que a secagem deve sempre ser completa para evitar problemas de pele.

“Atenção também com as orelhas, que devem ser higienizadas conforme a orientação veterinária. Já os gatos, por sua natureza, geralmente não precisam de banho, a menos que haja uma indicação profissional. A escovação diária dos pelos, tanto em cães quanto em gatos, é uma ótima estratégia para manter os pelos saudáveis e renovados, além de auxiliar a diminuir a queda de pelos pela casa”, reforça.

Espaços protegidos e aconchegantes

Para garantir o bem-estar dos pets no frio, é importante preparar o ambiente onde eles costumam dormir ou descansar. Se o animal vive na área externa, o cuidado precisa ser ainda maior. “Abrigo contra o vento e a chuva, caminha elevada do chão, cobertores e roupas que auxiliem na manutenção da temperatura fazem toda a diferença no conforto térmico dos pets. É importante estar atento também às dores articulares, especialmente em animais idosos ou com histórico de problemas ortopédicos, já que o clima frio pode agudizar tais problemas e, além dos demais cuidados veterinários, o cuidado com a temperatura a qual o pet está exposto também será fundamental”, comenta Ribeiro.

Alimentação e exercícios em equilíbrio

Durante o inverno, é comum que os pets sintam mais fome e fiquem menos ativos. Por isso, o tutor deve ficar atento à quantidade de ração oferecida e manter uma rotina de exercícios. “Mesmo nos dias frios, os passeios e brincadeiras devem continuar. Eles são fundamentais para a manutenção da massa muscular e da saúde mental dos animais”, orienta o veterinário da Vetnil®.

Em casos de alterações no apetite, ganho de peso ou mudanças de comportamento, é recomendável conversar com o Médico-Veterinário para avaliar a necessidade de ajuste na dieta ou no plano de atividades.

Suplementação

Para auxiliar os tutores na rotina de cuidados, a Vetnil® oferece soluções como o Nutralogic®, suplemento com antioxidante indicado para diferentes fases da vida dos pets, e o Geripet®, desenvolvido especialmente para atender às necessidades dos animais idosos. A marca também conta com o Probiótico® Vetnil para Cães e Gatos, que contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal e o bom funcionamento digestivo.

“O uso de suplementos pode contribuir com a saúde dos pets durante o inverno, sendo fundamental que o uso seja orientado por um profissional”, conclui Ribeiro.

Como marca parceira de quem cuida, a Vetnil® disponibiliza em blog e redes sociais conteúdos exclusivos com o propósito de esclarecer as principais dúvidas e orientar sobre os cuidados que os pets devem receber. Siga @vetniloficial.

Sobre a Vetnil

Fundada há 30 anos pelo Médico-Veterinário Dr. João Carlos Ribeiro (In Memoriam), a Vetnil®, empresa 100% nacional, atua em pesquisas e no desenvolvimento de produtos para a saúde e performance de pets e de equinos, estando entre as líderes de mercado nestes segmentos no Brasil. A companhia também exporta as suas soluções para mais de 16 países e tem acumulado premiações importantes, como “100 Melhores empresas para se trabalhar no Brasil” (Revista Época, 2006), “30 Melhores empresas para a mulher trabalhar” (Revista Época, 2006), “As 200 Pequenas e Médias Empresas Que Mais Crescem No Brasil” (Revista Exame, 2015), “Melhores do Agronegócio – As 10 melhores do Setor Saúde Animal” (Anuário do Agronegócio 2015, Revista Globo Rural), vencedora na categoria ‘Produtos Veterinários’ do Anuário do Agronegócio da Revista Globo Rural de 2016, 2018 e 2021, além de “Melhores empresas para Trabalhar GPTW Brasil 2020” no ranking Indústria, ranking São Paulo 2020 e ranking Agronegócio 2021, divulgado pela Great Place To Work, entre outras.

Fonte: Ana Paula Giorgetti

Socialização precoce previne distúrbios comportamentais em cães e gatos, apontam especialistas

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Cresce a adesão a creches e hotéis para pets como estratégia para evitar ansiedade, agressividade e dificuldades de convivência

A ausência de socialização adequada nos primeiros meses de vida pode resultar em transtornos sérios de comportamento em cães e gatos, como fobias, agressividade e ansiedade de separação. O alerta vem de especialistas da área pet, que observam um aumento significativo na busca por espaços coletivos planejados, como creches e hotéis, voltados ao desenvolvimento emocional e comportamental dos animais.

Estudos da American Veterinary Society of Animal Behavior (AVSAB) recomendam que o processo de socialização ocorra entre a terceira e a décima segunda semana de vida dos filhotes. Nesse período, estímulos positivos com pessoas, outros animais e ambientes diversos são decisivos para moldar a resposta emocional do pet ao longo da vida. No Brasil, onde o número de animais de estimação ultrapassa 149 milhões, segundo o Instituto Pet Brasil (IPB), cresce a conscientização sobre a importância da socialização orientada como parte fundamental do bem-estar animal.

É certo que cães e gatos se beneficiam da socialização precoce, porém os processos são diferentes em função das características naturais de cada espécie. Cães, por serem animais sociais por natureza, precisam de estímulos frequentes com pessoas, outros cães e ambientes variados para desenvolver habilidades de convivência. Já os gatos, que tendem a ser mais territoriais e seletivos, se beneficiam de socializações mais graduais e controladas, preferencialmente dentro de seu território ou em espaços bem adaptados.

Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), enquanto cães respondem melhor a interações em grupo, os gatos tendem a formar vínculos mais fortes com poucos indivíduos e precisam de tempo para aceitar novas presenças ou ambientes. “Gatos não são cães pequenos. O manejo, a socialização e o tempo de adaptação devem respeitar suas particularidades. Forçá-los a interações indesejadas pode gerar retraimento ou comportamento defensivo”, afirma André Faim. Em ambos os casos, no entanto, o estímulo positivo durante a fase de desenvolvimento é decisivo para prevenir distúrbios como agressividade, fobia social e estresse crônico.

“Quando falamos em socialização, estamos falando de saúde mental. Animais que não aprendem a conviver com o mundo à sua volta se tornam mais reativos, inseguros e até perigosos em determinados contextos”, afirma André Faim, empresário do setor e cofundador da rede Lobbo Hotels e da plataforma Trabalhe pra Cachorro. Segundo ele, é comum que tutores procurem ajuda apenas quando os problemas já se manifestaram de forma intensa. “Recebemos cães com dificuldade até para usar coleira, com pânico de barulhos simples ou aversão a contato físico. Tudo isso poderia ter sido prevenido com estímulos adequados na fase certa”, diz.

Nos hotéis da rede Lobbo, o processo de integração é gradual e supervisionado. Os animais são divididos em grupos conforme seu perfil comportamental e passam por atividades diárias com foco em estímulo físico e cognitivo. A rotina inclui momentos de socialização, descanso, brincadeiras coletivas e contato com diferentes pessoas. “Temos uma rotina estruturada para promover interações positivas e seguras. O objetivo não é apenas entreter, mas formar animais mais confiantes e equilibrados”, explica Faim.

A escolha de um ambiente coletivo adequado, no entanto, exige atenção dos tutores. A estrutura física, a capacitação da equipe e a metodologia adotada são determinantes para que a experiência seja positiva. “Socialização não é colocar vários cães juntos num mesmo pátio. Exige planejamento, leitura de sinais, respeito ao tempo do animal e, principalmente, intervenção profissional”, reforça.

Outro ponto destacado pelo empresário é que o processo de socialização deve incluir estímulos humanos variados. “É importante que o animal esteja acostumado com adultos, crianças, idosos. Isso o prepara para situações cotidianas, como visitas em casa, idas ao pet shop ou até passeios em locais movimentados. Quanto mais repertório ele tiver, mais seguro será seu comportamento”, explica.

A prática também traz benefícios diretos à rotina dos tutores. Cães e gatos socializados tendem a apresentar menos episódios de estresse, latidos excessivos, comportamentos compulsivos ou destrutivos. Além disso, tornam-se mais receptivos a comandos e a intervenções de adestramento, o que facilita a convivência familiar e o manejo em espaços públicos.

“O tutor percebe a diferença no dia a dia. Um animal tranquilo, que se adapta bem a mudanças e lida melhor com estímulos externos, contribui para uma convivência mais harmoniosa. É um investimento que retorna em forma de tranquilidade para toda a família”, avalia Faim. “E quanto antes começar, melhor. A primeira infância dos pets é uma janela que não volta.”

A Fundação Getulio Vargas (FGV), em estudos sobre comportamento organizacional adaptados ao universo pet, também aponta que estímulos positivos e frequentes são capazes de reduzir significativamente comportamentos indesejados. A ausência desses estímulos pode agravar quadros de ansiedade e comprometer o bem-estar mental dos animais.

O crescimento da demanda por socialização e serviços comportamentais reflete uma mudança no perfil do tutor brasileiro. Cada vez mais, cães e gatos são vistos como membros da família, e o cuidado vai além das necessidades físicas. “O mercado pet está em um novo estágio. Não se trata mais apenas de oferecer comida e abrigo. Estamos falando de vínculos afetivos, de saúde emocional e de um olhar mais responsável sobre a vida desses animais”, conclui Faim.

Sobre André Faim

André Faim é um empreendedor e investidor no setor pet. Sócio de empresas de investimentos e co-fundador da Lobbo Hotels, a maior rede de creches e hotéis pet do país, que hoje conta com 7 unidades na cidade de São Paulo. Ele começou sua jornada em 2016, investindo em uma creche para cães, e observando a informalidade do mercado, decidiu criar uma marca referência em serviços pet, combinando acolhimento e profissionalismo. Com experiência em diversas áreas, André também é investidor na Trabalhe pra Cachorro, focando em oferecer soluções especializadas e elevar o padrão de cuidados no setor.

Para mais informações, visite o Instagram.

Sobre a Trabalhe pra Cachorro

Trabalhe pra Cachorro é uma empresa líder em recrutamento, seleção e treinamento de profissionais no setor pet. Focada em alinhar candidatos e empresas de forma ideal, a companhia também oferece consultorias especializadas para empresas do setor e gestão de equipe de forma terceirizada, visando um atendimento de excelência com práticas efetivas e amigáveis para os pets. A Trabalhe pra Cachorro se dedica a elevar o padrão de cuidado e bem-estar dos animais de estimação.

Para mais informações, visite o site oficial ou a página no Instagram.

Sobre a Lobbo Hotels

Fundada em 2014, a Lobbo é um ecossistema de bem-estar pet que se tornou referência nacional na área de creche canina e hospedagem para cães. Com sete unidades distribuídas pelo país, a empresa oferece uma infraestrutura completa para garantir a segurança e o conforto dos animais, com ambientes internos climatizados e externos para atividades programadas de acordo com as condições climáticas. A Lobbo adota um manejo baseado em ciência e conhecimento veterinário, promovendo o bem-estar físico e mental dos cães através de uma rotina equilibrada e monitorada 24 horas por dia por câmeras. Com uma equipe qualificada e um compromisso com a excelência, a Lobbo se destaca no mercado por proporcionar um serviço de alta qualidade, sempre focado na saúde e felicidade dos pets.

Fonte: Carolina Lara

Mercado pet alia produção de alimentos ao bem-estar animal a partir da escolha de matérias-primas

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Cofundadora da COBEA, Special Dog é a primeira fabricante de alimentos para animais de estimação no Brasil a implantar política de compra de ovos 100% livres de gaiolas

Proteínas, como o ovo integral em pó, são matérias-primas amplamente utilizadas na produção de alimentos para o mercado pet. Com o aumento da conscientização sobre as condições das galinhas em sistemas convencionais de produção de ovos, cresce também a demanda por produtos com padrões mais elevados de bem-estar animal. Essa tendência não se limita à alimentação humana — ela também vem se consolidando no setor de pet food, refletindo a compreensão de que práticas mais éticas geram valor agregado ao produto, além de impactar positivamente a qualidade dos alimentos.

Com esse entendimento, a Special Dog Company, uma das maiores fabricantes de alimentos para animais de estimação do Brasil, anunciou em 2023 que passaria a adquirir exclusivamente ovos provenientes de galinhas criadas livres de gaiolas em suas formulações. Em apenas 10 meses, a empresa desenvolveu e concluiu a implementação de um efetivo plano de ação sobre bem-estar animal em sua cadeia de suprimentos, substituindo 100% dos ovos utilizados em seus produtos por ovos provenientes de sistemas que asseguram um ambiente mais adequado às galinhas.

Com essa conquista, a Special Dog tornou-se a primeira fabricante de alimentos pet do Brasil a implementar integralmente essa política em sua produção. A empresa agora expande o olhar para outras cadeias produtivas, como a de peixes, com previsão de significativos avanços ainda em 2025, e a de suínos.

O compromisso com a temática se fortaleceu ainda mais com sua adesão à COBEA (Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal) em 2024, uma iniciativa sem fins lucrativos idealizada pela certificadora Produtor do Bem e composta inicialmente por sete empresas comprometidas em avançar nessas práticas em suas cadeias produtivas. Na primeira reunião da coalização, o gerente de desenvolvimento sustentável da Special Dog, João Paulo Figueira, foi escolhido para presidir o primeiro mandato da entidade, que hoje conta com oito membros.

Construção coletiva e visão estratégica

Em geral, os debates sobre sustentabilidade no setor de pet food costumam se concentrar em temas como descarbonização e transição energética. No entanto, a Special Dog enxerga o bem-estar animal como um pilar igualmente estratégico — tanto pelo alinhamento com os valores de seus clientes quanto pelo potencial de diferenciação no mercado. “Pela natureza do nosso negócio, que promove saúde e longevidade aos pets por meio de uma nutrição equilibrada, o tema tem enorme sinergia com o que fazemos. As empresas que liderarem essa pauta junto a seus fornecedores terão uma oportunidade concreta de se destacar”, avalia Figueira.

Segundo ele, o interesse pelo tema é crescente entre os principais players do setor, geralmente mais atentos às novas demandas de mercado. Ainda assim, o tópico permanece como uma agenda em estágio inicial para a maioria das empresas de pet food. Entre os desafios, ele destaca a baixa disponibilidade de fornecedores comprometidos com práticas comprovadas de bem-estar animal, o que exige da indústria não apenas busca ativa, mas também apoio e estímulo.

Por isso, a empresa aposta em um processo gradativo, que envolva educação, sensibilização e maior colaboração entre os diferentes elos da cadeia. Como muitas das matérias-primas utilizadas são adquiridas dos mesmos produtores que atendem à alimentação humana, há amplas oportunidades de sinergia e colaboração intersetorial.

“É justamente esse espírito colaborativo que orienta a atuação da COBEA. Estamos construindo um novo modelo de cooperação entre todos os elos da cadeia de proteína animal, com o objetivo de consolidar os necessários avanços. Desde o início ficou claro que havia um propósito comum, legítimo, de superar os atuais desafios. Acreditamos que a união de empresas comprometidas com essa causa — somando competências, experiências e visões complementares — é o caminho para alcançar, com mais velocidade e consistência, o bem-estar efetivo de aves, suínos, peixes e demais espécies”, conclui.

Sobre a COBEA

A COBEA é uma iniciativa de cooperação pré-competitiva inédita no sul global, criada com o propósito de promover o bem-estar animal. Idealizada pela startup certificadora Produtor do Bem, a iniciativa já conta com a adesão de oito importantes atores da cadeia de proteína animal brasileira: Grupo IMC (International Meal Company), Special Dog Company, Minerva Foods, JBS Brasil, Planalto Ovos, Mantiqueira Brasil, Danone Brasil e Nestlé Brasil.

Fonte: Attuale Comunicação

Como armazenar a ração do seu pet corretamente e prevenir pragas?

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Dicas essenciais para tutores e lojistas manterem a qualidade dos alimentos para cães e gatos

Sabemos que os alimentos para pets são ricos em carboidratos, proteínas e gorduras, nutrientes que atraem com facilidade insetos como carunchos, gorgulhos, besouros e mariposas, cujas larvas e adultos podem comprometer a qualidade do produto, gerar fungos, bactérias e micotoxinas e, consequentemente, colocar em risco a saúde dos animais.

Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, empresa com mais de 20 anos de experiência em nutrição de pets, apresenta um guia completo para orientar tutores e lojistas sobre o armazenamento correto de rações e a prevenção de infestações por pragas.

Para proteger a alimentação dos pets em casa, é fundamental escolher um ambiente seco, fresco e arejado, livre de umidade e resíduos. O ideal é manter a embalagem original fechada em recipiente hermético com tampa ou, na falta desse tipo de pote, lacrar bem a embalagem após cada uso, evitando a entrada de ar e insetos.

Quando o pacote for grande, recomenda-se separar porções para até sete dias em recipientes menores, guardados em prateleiras ou armários, sempre afastados do chão e das paredes para minimizar o contato com umidade e sujeiras. Além disso, é importante manter ralos, portas e janelas devidamente vedadas e protegidas com telas limpas e íntegras, assegurando que não existam frestas por onde besouros, traças e outros pequenos invasores possam entrar.

Organização, controle e cuidado: práticas que ajudam lojistas a evitar perdas no estoque

Nas lojas, a organização do estoque e a inspeção rigorosa das mercadorias são determinantes para prevenir perdas financeiras e preservar a confiança dos clientes. Ao receber novas remessas, é essencial verificar a integridade das embalagens, as datas de validade e as condições de transporte; qualquer fenda ou amassado deve ser relatada ao fabricante.

Na área de armazenagem, pallets, prateleiras ou gôndolas devem ficar a pelo menos 10 centímetros do piso e 50 centímetros das paredes, permitindo a circulação de ar e facilitando a limpeza. O uso de pallets em bom estado de conservação evita o acúmulo de fungos e insetos, enquanto a adoção do método FIFO (First In, First Out) assegura que os produtos mais antigos sejam comercializados primeiro, evitando vencimentos no estoque.

Para reforçar a prevenção, Kelly recomenda a implementação dos “4 A’s” no controle de pragas:

Ambiente favorável: manter áreas limpas e ventiladas;

Armazenagem adequada: uso de recipientes selados e disposição correta dos itens;

Ação contínua: dedetizações periódicas e monitoramento constante;

Agentes de verificação: treinamento da equipe para identificar sinais de infestação e uso de armadilhas e iscas para captura de insetos.

Adotar esses protocolos ajuda a impedir que traças, gorgulhos ou mariposas encontrem condições ideais para reprodução, garantindo que a qualidade nutricional das rações se mantenha intacta desde a fábrica até o prato do pet. A atenção aos detalhes faz toda a diferença na saúde e no bem-estar dos animais de estimação. Um ambiente limpo, organizado e protegido evita transtornos e perdas.

Sobre a Special Dog Company

Fundada no ano de 2001 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, a Special Dog Company nasceu com o desejo de alimentar cães e gatos com a alta qualidade e o carinho que eles merecem. Atualmente, a marca está presente em mais de 38 mil pontos de venda em nove Estados brasileiros e no Distrito Federal, além de exportar para países da América do Sul. Com quatro Centros de Distribuição localizados em Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Extrema (MG) e Uberaba (MG), a empresa se destaca como uma das maiores indústrias do segmento no Brasil, contando com 1.900 colaboradores.

Com o intuito de ser um agente transformador dentro da comunidade, a Special Dog Company atua fortemente na promoção de práticas sustentáveis, no sentido de construir um mundo melhor para as gerações futuras. Reconhecida pela pesquisa Great Place to Work (GPTW), a empresa se destaca por unir excelência em produtos e serviços com a valorização de seus colaboradores.

Fonte: Race Comunicação

No Dia do Pecuarista, auditores fiscais federais agropecuários alertam para riscos da privatização das inspeções

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Crédito: Anffa Sindical

Profissionais são responsáveis pela sanidade dos produtos de origem animal, fundamental para a credibilidade da agropecuária brasileira

Líder global na exportação de proteína animal, o Brasil alcança essa posição graças a uma cadeia produtiva sólida, que conta com rigor na fiscalização e responsabilidade com o interesse público. No campo, o trabalho dos pecuaristas, que comemoram sua data neste 15 de julho, é respaldado por auditores fiscais federais agropecuários, responsáveis por garantir a segurança dos produtos de origem animal e o cumprimento de exigências internacionais de comércio. É por conta dessa parceria que o Anffa Sindical chama atenção para os riscos da proposta de privatização das inspeções ante-mortem e post-mortem de animais destinados ao consumo humano.

Em tramitação no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a proposta de regulamentação da Lei do Autocontrole (14.515/2022) autoriza que frigoríficos passem a contratar diretamente os médicos-veterinários responsáveis por inspecionar os animais antes e depois do abate. Hoje, essa função é exercida por auditores fiscais federais agropecuários, que têm autonomia e respaldo do Estado para aplicar normas sanitárias com rigor técnico e independência.

A mudança representa um claro conflito de interesses. Colocar a fiscalização sob responsabilidade de funcionários contratados e pagos pelas próprias empresas enfraquece os mecanismos de controle, abre margem para fraudes e compromete a integridade do sistema sanitário brasileiro. A medida atende à pressão de setores da indústria frigorífica que buscam maior flexibilidade e menor controle.

“A confiança dos países importadores nos produtos brasileiros está diretamente ligada à atuação independente, técnica e pública da fiscalização oficial. A privatização dessas funções pode gerar desconfiança, abrir espaço para conflitos de interesse e afetar o acesso do Brasil aos mercados mais exigentes”, alerta Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical.

O sindicato reforça que a inspeção oficial não é um entrave, mas uma garantia para a produção pecuária brasileira. Graças à atuação dos auditores, o País mantém status sanitário reconhecido internacionalmente, controla doenças de alto impacto, como a febre aftosa e a brucelose, e responde com agilidade em situações de emergência sanitária.

“Qualquer mudança que comprometa essa estrutura coloca em xeque décadas de construção de credibilidade da pecuária brasileira. Mais do que um risco institucional, trata-se de um impacto econômico direto sobre produtores, que podem sofrer barreiras comerciais e perdas de mercado”, afirmou o presidente do sindicato.

Os auditores fiscais federais agropecuários defendem que preservar a inspeção oficial é preservar a pecuária brasileira, uma atividade que só pode continuar crescendo de forma sustentável com base em confiança, transparência e segurança sanitária. Para o sindicato, preservar a inspeção oficial é uma medida estratégica não apenas para a saúde pública, mas para a proteção da pecuária nacional e da imagem do Brasil no comércio internacional. É por isso que os profissionais seguem mobilizados e não descartam medidas mais severas, como paralisações, para garantir o atendimento aos padrões de qualidade que a população brasileira necessita.

Fonte: FSB Comunicação

Vetnil® marca presença no CAT Congress 2025 com estande conceito “Cat Café” e palestras científicas

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Patrocinadora Ouro Plus do evento, a empresa apostou em inovação e conteúdo para fortalecer sua presença no universo felino.

A Vetnil®, empresa brasileira do setor veterinário e parceira de quem cuida, marcou presença no CAT Congress 2025, que aconteceu entre os dias 11 e 13 de julho, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP). Patrocinadora Ouro Plus do evento, a companhia surpreendeu o público com um estande inspirado nos tradicionais cafés temáticos – o “Cat Café Vetnil®” –, promovendo uma experiência memorável para os profissionais da medicina veterinária felina.

Durante o encontro, a Vetnil® promoveu uma atmosfera que uniu acolhimento e interatividade ao conhecimento técnico. Além de um buffet de cafés premium com stencil personalizado da marca, o espaço da companhia contou com uma exclusiva máquina de impressão 3D, que permitiu aos visitantes estamparem a imagem de seus próprios pets ou ilustrações exclusivas Vetnil® na espuma do café. Donuts e bolos completaram a experiência.

Entre as soluções apresentadas pela Vetnil® na ocasião, estavam os produtos focados no cuidado com felinos, mas que também contemplam cães. O destaque do encontro foi o recém-lançado Aurivet® Clean pH Neutro, uma solução de limpeza auricular diária, especialmente desenvolvida para cães e gatos. Também foram apresentados produtos como Optivet® Clean, Linha Vetnil® Skin Care, Doxiciclina Vetnil Comprimidos, linha Meloxinew, Probiótico Vetnil®, Organew Pet Pasta, Ômega+SE e Nutralife Intensiv.

O estande da marca também contou com um ambiente exclusivo da Bio Cell Byempresa recentemente adquirida pelo grupo, para apresentar os benefícios da terapia com células-tronco no tratamento veterinário.

Conteúdo técnico e causas sociais também estiveram em pauta

Reforçando seu compromisso com a educação continuada, a Vetnil® promoveu duas palestras científicas com grandes nomes da medicina veterinária. No pré-congresso, a Profa. Mitika Hagiwara ministrou a palestra “Hemoplasmoses felinas e comorbidades que cursam com anemia. Como identificar a origem das alterações do hemograma?”.

A segunda palestra, por sua vez, aconteceu durante o congresso e foi ministrada pelo Prof. Rodrigo Rabelo, que apresentou “A ilusão canina e o erro de enxergar a sepse felina com os mesmos olhos”, relacionando os desafios clínicos da sepse em gatos.

Além da programação técnica, a Vetnil® também levou ao evento uma causa nobre: em parceria com a ONG Casa do Vira-Lata, disponibilizou um espaço dedicado à adoção responsável de gatos, divulgando animais em busca de um novo lar e promovendo a visibilidade da organização.

“Participar do CAT Congress é uma oportunidade única de dialogar com o público especializado em felinos, promovendo inovação, cuidado e conhecimento. O Cat Café da Vetnil® foi pensado como um verdadeiro ponto de encontro para quem ama e vive o universo dos felinos. O espaço celebra a troca de experiências, o cuidado nos detalhes e o entusiasmo de quem compartilha essa paixão. Ao participar do Cat Congress e investir em eventos de especialidades, a Vetnil® reforça seu compromisso com a atualização profissional e com todos que promovem o bem-estar animal”, conclui Michelle Bertolini de Couto, gerente de Marketing Pet e Institucional da Vetnil®.

Sobre a Vetnil

Fundada há 30 anos pelo Médico-Veterinário Dr. João Carlos Ribeiro (In Memorian), a Vetnil®, empresa 100% nacional, atua em pesquisas e no desenvolvimento de produtos para a saúde e performance de pets e de equinos, estando entre as líderes de mercado nestes segmentos no Brasil. A companhia também exporta as suas soluções para mais de 16 países e tem acumulado premiações importantes, como “100 Melhores empresas para se trabalhar no Brasil” (Revista Época, 2006), “30 Melhores empresas para a mulher trabalhar” (Revista Época, 2006), “As 200 Pequenas e Médias Empresas Que Mais Crescem No Brasil” (Revista Exame, 2015), “Melhores do Agronegócio – As 10 melhores do Setor Saúde Animal” (Anuário do Agronegócio 2015, Revista Globo Rural), vencedora na categoria ‘Produtos Veterinários’ do Anuário do Agronegócio da Revista Globo Rural de 2016, 2018 e 2021, além de “Melhores empresas para Trabalhar GPTW Brasil 2020” no ranking Indústria, ranking São Paulo 2020 e ranking Agronegócio 2021, divulgado pela Great Place To Work, entre outras.

Fonte: Ana Paula Giorgetti

Feridas que não cicatrizam em animais longevos podem indicar ‘doenças silenciosas’ na pele

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Créditos: Reprodução/Nouvet

Machucados que levam mais de três semanas para cicatrizar podem indicar existência de condições mais graves; veterinária orienta tutores

À medida que os pets envelhecem, os tutores precisam redobrar os cuidados com a saúde. Um exemplo são as feridas na pele, que surgem no tecido já fino e alterado devido à idade. Quando demoram mais de três semanas para cicatrizar, essas lesões podem ser consideradas feridas crônicas, um sinal de alerta que merece atenção.

“Além da idade avançada, podem contribuir com o surgimento das feridas crônicas a obesidade, problemas vasculares e neoplasias. Ao primeiro sinal, os tutores devem levar o animal para uma consulta com o veterinário, que vai realizar o diagnóstico correto”, explica Erika Ricci, doutora da clínica veterinária especializada em pequenos animais do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. “A prevenção é sempre o melhor caminho, então quanto antes o tutor identificar o problema e procurar ajuda especializada, melhor será a qualidade de vida do pet”, reforça.

As feridas crônicas podem estar relacionadas a algumas doenças “silenciosas”, ou seja, que até então não demonstraram outros sintomas. É o caso de condições como diabetes, hipotireoidismo, doenças imunomediadas, alergias e infecções causadas por fungos e bactérias. Entre essas infecções, que podem provocar coceira, vermelhidão e feridas, destacam-se as piodermites, infecções bacterianas que podem afetar os folículos pilosos e outras estruturas mais profundas e, entre as fúngicas, a esporotricose, uma micose que , além de feridas na pele, pode se disseminar pelo organismo.

Por isso, a Médica Veterinária alerta que é importante estar atento caso o pet apresente coceira intensa, lambedura excessiva e/ou queda de pelos na área afetada. A atenção deve redobrar se as feridas durarem mais de 10 dias e se houver presença de mau cheiro, pus ou outras secreções. Também é possível observar as mudanças no comportamento; ainda que sejam pets longevos e a energia diminua naturalmente, pode haver apatia e irritabilidade.

“Desaconselha-se o tratamento das feridas com medicamentos de uso humano ou soluções caseiras, pois o tratamento inadequado pode estressar o animal e , ainda, levar a outros traumas e complicações. Cada caso deve ser analisado e diagnosticado, sendo o tratamento adequado prescrito pelo veterinário. O tutor pode realizar a limpeza com sabão neutro e utilizando luvas de procedimento descartáveis, ao menos, até que se tenha o diagnóstico concluído”, comenta a veterinária do Nouvet.

Apesar de nem sempre ser possível evitar o surgimento das feridas crônicas, devido a questões hormonais e do próprio organismo do animal, é importante ter ações preventivas. A Dra. Erika orienta manter a higiene do pet e do ambiente em que ele vive; controlar os parasitas, como pulgas e carrapatos; e, claro, manter consultas regulares ao veterinário.

Sobre o Nouvet

O Nouvet é um centro veterinário com nível hospitalar de excelência, localizado no tradicional bairro dos Jardins, em São Paulo. Com atendimento 24 horas, a clínica abrange diversas vertentes de acolhimento às necessidades dos pets, como veterinários especialistas, centro estético e escola. Pensada para inovar e atingir o nível de excelência da medicina humana, o Nouvet conta com tecnologias de ponta para atender de forma premium o animal, acompanhado de seus respectivos tutores.

Fonte: Agência NoAr

Dia da Caridade: ONG MRSC mostra como a solidariedade pode mudar destinos

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Créditos: Divulgação

19 de agosto é celebrado o Dia da Caridade, a ONG MRSC é uma ótima opção para quem busca se associar a uma causa nobre.

O Dia da Caridade é um convite para fazer o bem sem olhar a quem, e isso não é só para os seres humanos, os pets também precisam dessa ajuda. Desde 2015, a MRSC tem sido uma força transformadora, auxiliando pessoas, cães e gatos em situação de rua e impactando profundamente a vida dos voluntários e das comunidades atendidas.

Com um trabalho que une solidariedade e ação, a organização já mudou muitas histórias, oferecendo apoio e esperança a quem mais precisa. Agora, com a chegada do Dia da Caridade, é o momento de transformar a vontade em atitudes.

Grande parte dos recursos para financiar as ações da MRSC provém de doações de pessoas físicas que querem praticar a caridade para com os animais e pessoas de rua. Além de parcerias estabelecidas com marcas fornecedoras de ração, medicamentos, vacinas e produtos de higiene. Essas parcerias garantem o fornecimento regular dos itens essenciais, que são distribuídos às comunidades atendidas todos os meses.

Uma história que começou pela solidariedade e amor ao próximo

A ong foi criada pelo Eduardo Leporo, em São Paulo, que ficou conhecido por registrar gatos de estimação e cachorros de estimação para pet book e publicidade. No entanto, sua inquietude o fez buscar narrativas mais profundas, e encontrou-as nas ruas. Ao observar os cachorros encontrados nas comunidades locais, não apenas se aproximou dos animais, mas também de seus donos. Essas interações deram origem ao livro “Moradores de Rua e Seus Cães”, documentando as histórias e fotografias que capturam a relação entre esses fiéis companheiros.

O que começou como um projeto fotográfico rapidamente se transformou em um gesto de solidariedade quando Leporo decidiu criar a ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães) , hoje certificada pela Phomenta. Segundo Edu, é muito comum ver os tutores ficarem sem comer, para não faltar comida para os cães. “Meu objetivo é fazer com que essas pessoas, e pets sejam olhados e ajudados, e assim nasceu a MRSC”, resume.

Desde sua criação em 2015, a ONG expandiu suas atividades para mais de 14 cidades brasileiras, partindo da Capital Paulista, chegando a Campinas, Osasco, Baixada Santista, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Florianópolis, Porto Alegre entre outro e já beneficiou mais de 100 mil pessoas e seus animais.

Com mais de 120° edições das ações realizadas no centro de São Paulo, e 191 voluntários espalhados pelo Brasil, atendendo em média cerca de 600 pessoas e 300 animais por edição, o projeto oferece para os tutores café da manhã completo, banho de Amor, kits com itens de higiene pessoal como toalhas, chinelos e roupas. Já os cães ganham um banho quentinho no Pet Móvel, cuidados veterinários, como vacinas e vermifugação, além de roupinhas, caminhas, brinquedos, guias e coleiras, antipulgas, carrapaticidas e castrações. Só de castrações, já foram promovidas mais de 4 mil, em suas ações solidárias e gratuitas.

“Não podemos simplesmente ignorar alguém na rua quando vemos que têm um pet ao seu lado. Esses animais se tornam os únicos companheiros para essas pessoas. Nosso maior objetivo é proporcionar dignidade tanto para essas pessoas quanto para seus cães”, explica Leporo, que complementa “Aliás, nosso grande lema é: Nem só de ração vive o cão. O nosso projeto tem um olhar sobre o bem estar e a saúde animal, abrindo olhos, corações e mentes”.

Assim, todos os meses, no último sábado e domingo, voluntários se reúnem para levar conforto e esperança às ruas de cada cidade, selecionando uma praça central como ponto de distribuição. Hoje, 90% do tempo de trabalho do fotógrafo é dedicado ao projeto, e ele sonha em ajudar muito mais pessoas e pets. “Comecei sem pretensão alguma, mas o próximo passo é oferecer cursos profissionalizantes de banho, tosa e adestramento aos moradores de rua, claro, e levar o projeto para todo o país, semeando mais respeito e incentivando o voluntariado”, conclui.

Saiba mais sobre MRSC: A ONG MRSC (Moradores de Ruas e Seus Cães), fundada pelo fotógrafo paulistano Eduardo Leporo, surge da sensibilidade de observar as histórias por trás dos cães encontrados nas ruas. Documentando essas narrativas em seu livro “Moradores de Rua e Seus Cães”, Leporo transformou seu projeto fotográfico em um gesto de solidariedade. Desde 2015, a MRSC proporciona assistência abrangente a animais de estimação de pessoas em situação de rua em 07 estados brasileiros, e já beneficiaram mais de 100 mil indivíduos, somente na capital de São Paulo. Com o lema “Nem só de ração vive o cão. E nem o gato”, a ONG oferece alimentação, cuidados veterinários, esterilização e mais, financiados por doações e parcerias com grandes marcas. Para saber mais, acesse: Link

Fonte: Publika. aí Comunicação

Medicina veterinária preventiva: benefícios além da saúde animal

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Créditos: Pexels

Prevenção promove qualidade de vida às famílias multiespécies, sustentabilidade ao setor e colabora com a saúde pública

Prevenir é melhor do que remediar – o sábio ditado popular aplica-se também à saúde animal e segue mais verdadeiro do que nunca. Em um cenário em que os pets vivem mais e fazem parte do núcleo familiar, crescem as demandas por bem-estar e longevidade, e a medicina veterinária preventiva emerge como pilar estratégico não apenas para responsáveis (tutores) e profissionais, mas para todo o ecossistema de saúde.

Ao antecipar doenças e promover hábitos mais saudáveis para os animais de estimação, a prevenção reduz custos, melhora resultados terapêuticos e fortalece o vínculo entre responsáveis e médicos-veterinários. Mais do que uma tendência, trata-se de uma necessidade alinhada também ao conceito de Saúde Única (One Health), que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.

O que é medicina veterinária preventiva?

Consultas veterinárias regulares, exames de rotina, monitoramento da saúde bucal, acompanhamento nutricional, vacinação e vermifugação com protocolos personalizados, controle de parasitas, avaliação de comportamento, orientações sobre atividade física e enriquecimento ambiental, além de suporte ao envelhecimento saudável, são algumas das práticas que compõem a medicina veterinária preventiva. Essa rotina contribui para a identificação precoce de condições de saúde que muitas vezes não apresentam sintomas evidentes, como insuficiência renal, distúrbios endócrinos, obesidade, alterações oculares, doenças cardíacas e articulares. O diagnóstico antecipado possibilita intervenções mais eficazes, com menores impactos à saúde e melhor qualidade de vida para os pacientes.

Além disso, práticas preventivas personalizadas, como a medicina baseada em genética, exames de rastreio de comorbidades, fisioterapia preventiva e de suporte e técnicas integrativas já são realidade em muitos hospitais e clínicas veterinárias brasileiras, promovendo saúde integral e individualizada para cada pet.

“Na prática clínica, frequentemente são detectadas alterações nos exames de pets que, aos olhos do responsável, estavam perfeitamente saudáveis. Muitas doenças renais, hepáticas, cardíacas e endócrinas evoluem de forma silenciosa e só apresentam sinais quando estão em estágio avançado. A medicina preventiva permite ao veterinário agir antes que a doença comprometa a qualidade de vida do animal”, explica a médica-veterinária e country manager da VetFamily no Brasil, Stella Grell.

Benefícios para as famílias multiespécies

“Animais que recebem cuidados preventivos tendem a ser mais saudáveis, ativos e felizes. Isso reflete diretamente no convívio diário, fortalecendo o vínculo entre pets e familiares e promovendo um ambiente mais harmonioso em casa”, destaca Stella. Doenças não diagnosticadas ou falta de tratamento adequado podem contribuir para alterações no comportamento, como agressividade, ansiedade e depressão, afetando a qualidade de vida do pet e a relação com seus responsáveis e com outros animais.

Para os responsáveis, a medicina preventiva também traz benefícios emocionais. Saber que seu animal está saudável e bem cuidado reduz a ansiedade e o estresse associados a problemas de saúde, a uma possível perda precoce do pet e a gastos não previstos.

Embora essencial, a medicina veterinária preventiva ainda encontra barreiras em responsáveis que não compreendem que um check-up regular custa muito menos do que tratar uma doença avançada — e pode ser a diferença entre meses de sofrimento e uma vida saudável e ativa. “Prevenir é sempre mais econômico do que tratar. Um check-up anual, por exemplo, pode custar menos de 50% de uma diária de internação emergencial. A vacinação em dia evita doenças graves como cinomose, parvovirose, leptospirose e rinotraqueíte, que exigem internações prolongadas e riscos à vida dos animais”, argumenta Stella.

Protagonismo veterinário

Do ponto de vista da gestão veterinária, a medicina preventiva traz previsibilidade financeira, fidelização de clientes e diferenciação no mercado. “Clínicas e hospitais que estruturam programas de prevenção conseguem reduzir emergências, manter o fluxo constante de atendimentos e se posicionar como centros de saúde de confiança”, destaca o médico-veterinário e diretor comercial da VetFamily no Brasil, Fabiano de Granville Ponce.

Para que a medicina preventiva se torne a norma — e não a exceção —, é fundamental ampliar o repertório de conhecimento técnico entre os profissionais e investir na formação de uma cultura de cuidado contínuo. Ferramentas como prontuários eletrônicos, programas de fidelidade, tratamentos inovadores e educação continuada são aliados importantes para implementar uma estrutura de medicina veterinária preventiva de forma escalável e sustentável.

A VetFamily, comunidade internacional criada por médicos-veterinários, tem como objetivos fomentar o segmento veterinário por meio de parcerias estratégicas que facilitem o desenvolvimento técnico e administrativo dos médicos-veterinários e promovam o acesso a soluções, tecnologias, produtos, medicamentos e vacinas de ponta. “A prevenção é uma das estratégias mais eficazes para a sustentabilidade das clínicas e hospitais veterinários e para o fortalecimento do vínculo com os responsáveis. Por isso, a VetFamily, em parceria com a indústria farmacêutica e com os membros da comunidade, promove a medicina preventiva e investe em campanhas de saúde com o intuito de informar e auxiliar responsáveis na detecção precoce de doenças e na necessidade de prevenção, além, é claro, de ressaltar a real importância do médico-veterinário na saúde coletiva”, esclarece Ponce.

O impacto sistêmico da prevenção

A medicina veterinária preventiva também desempenha papel educativo e prático na saúde pública e ambiental. O controle de parasitas, a vacinação e o uso racional de antimicrobianos não apenas protegem os animais, mas evitam a propagação de zoonoses e colaboram no combate à resistência antimicrobiana — um dos maiores desafios globais em saúde atualmente.

“A prevenção na veterinária está intrinsecamente ligada ao conceito de Saúde Única. Cada vacina aplicada, cada responsável orientado, cada protocolo de bem-estar implementado nas clínicas tem um reflexo direto na saúde da sociedade como um todo”, reforça Ponce.

A medicina veterinária preventiva não é apenas uma ferramenta de cuidado: ela é uma estratégia ética, econômica e técnica para garantir mais anos de vida saudável aos pets, mais tranquilidade aos responsáveis e mais relevância para o profissional veterinário. Prevenir é, cada vez mais, a melhor forma de cuidar.

Sobre a VetFamily

Organização global líder em soluções para clínicas veterinárias independentes, é parte do Vimian Group, tem sede em Estocolmo (Suécia) e reúne mais de 8.500 clínicas e 30 mil veterinários em mais de 11 países da União Europeia, Estados Unidos, Austrália e Brasil. Seu objetivo principal é contribuir para a melhor administração e lucratividade das clínicas, oferecendo diversos serviços, como centralização da negociação com parceiros comerciais, apoio à gestão e disseminação de conhecimento. Conheça mais em www.vetfamilybrasil.com.br.

Fonte: Deepzo

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