Expansão de serviços e maior participação dos pets na rotina das famílias ampliam a discussão sobre cuidado, prevenção e proteção financeira

A relação dos brasileiros com cães e gatos vem passando por uma transformação. Cada vez mais presentes na rotina das famílias, os animais ocupam também espaço crescente nas decisões de consumo, impulsionando gastos com alimentação, saúde, bem-estar e serviços especializados. Esse movimento começa a se refletir também na forma como os tutores pensam em prevenção e proteção financeira na relação com seus pets.

O Rio de Janeiro já é o terceiro maior mercado pet do país, com 22,7 mil estabelecimentos, segundo levantamento do Sebrae Rio. Desde 2020, o número de pet shops no estado cresceu 49%, e 97% das empresas do segmento são pequenos negócios. A capital concentra 39% desse universo, com cerca de 8,9 mil estabelecimentos. O crescimento vem acompanhado pela diversificação dos serviços oferecidos aos tutores, que inclui atendimento veterinário, creches, turismo pet, clubes de assinatura e outros serviços especializados.

No Espírito Santo, uma pesquisa realizada pela Rede Gazeta com 560 pessoas mostra que 76% dos entrevistados possuem algum animal de estimação. O levantamento também aponta que 61% gastam entre R$ 100 e R$ 300 por mês com seus pets, evidenciando o espaço que os animais já ocupam no orçamento das famílias. O mercado também movimenta novos negócios: segundo o Sebrae/ES, o número de pequenos negócios ativos ligados ao segmento cresceu 7% entre 2023 e 2025. Somente em 2025, foram abertos 246 novos pequenos negócios pet no estado, sendo 94% deles Microempreendedores Individuais (MEIs).

A transformação do comportamento dos tutores também chega ao mercado de seguros. O seguro pet vem ganhando novas possibilidades e sendo integrado a plataformas digitais, clínicas veterinárias, pet shops e serviços de assistência. Além da proteção financeira diante de despesas inesperadas, algumas soluções já reúnem recursos como atendimento veterinário, telemedicina e acompanhamento de informações de saúde, aproximando o seguro da rotina de cuidados com os animais.

Para quem busca esse tipo de proteção, a recomendação é procurar um corretor de seguros e verificar se o produto é efetivamente oferecido por uma seguradora. Em estabelecimentos como pet shops e clínicas veterinárias, por exemplo, é importante conferir as condições da proteção oferecida e se ela conta com a garantia de uma seguradora, já que serviços ou planos próprios podem utilizar denominações semelhantes às de um seguro.

“A forma como as famílias se relacionam com os animais mudou, e isso também transforma a maneira como elas enxergam cuidado e proteção. Quando o pet passa a ocupar um lugar cada vez mais importante na família, despesas inesperadas com saúde e bem-estar podem representar um impacto significativo no orçamento. O seguro pode ser uma das ferramentas de proteção, trazendo mais previsibilidade financeira, mas é importante que o tutor conheça as coberturas, os limites e as condições antes de contratar”, afirma Ronaldo M. Vilela, diretor-executivo do SindSeg RJ/ES.

Para o executivo, a evolução do mercado também acompanha o avanço da tecnologia e a busca dos consumidores por serviços mais integrados. “A integração entre seguros, serviços veterinários e plataformas digitais pode tornar a proteção mais acessível e conveniente para o consumidor. A tecnologia permite aproximar prevenção, acompanhamento e assistência, criando uma relação mais contínua entre o tutor e os serviços de cuidado com o animal”, completa.
A expansão do mercado pet também reforça a importância da educação securitária. Antes de contratar uma proteção, o tutor deve avaliar as necessidades do animal e verificar quais serviços estão efetivamente incluídos, além de observar limites de utilização, períodos de carência, exclusões e regras de reembolso ou atendimento.

Para o SindSeg RJ/ES, a discussão sobre seguro pet acompanha uma mudança mais ampla de comportamento: à medida que cães e gatos ganham espaço na estrutura familiar e os gastos relacionados a eles se tornam mais relevantes, cresce também a necessidade de planejamento para lidar com situações inesperadas e garantir a continuidade dos cuidados.
Sobre o SindSeg RJ/ES

O Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindSeg RJ/ES) representa as empresas seguradoras que atuam nos dois estados e promove iniciativas voltadas ao desenvolvimento do mercado segurador e à disseminação da cultura da proteção e da prevenção.

Fonte: LGA

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