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Estudo inédito revela que formação de cão-guia leva até dois anos e pode custar R$ 100 mil

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Créditos: Divulgação

Levantamento reforça a importância desses animais diante da alta demanda e das filas de espera, ampliando a discussão sobre o apoio de empresas e da sociedade a projetos de formação

A Cobasi Cuida, iniciativa social da Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim, e o Instituto Adimax, organização sem fins lucrativos que tem como principal mantenedora a Adimax, empresa fabricante de pet food, lançam um estudo sobre a formação de cães-guia. O levantamento mostra que a formação de um cão-guia leva em média 2 anos para ser finalizada e pode custar de R$ 80 a R$ 100 mil, o que resulta em um longo tempo de espera por parte das pessoas que necessitam desse tipo de mobilidade.

Os dados divulgados às vésperas do Dia Internacional do Cão-guia, celebrado este ano em 29 de abril, mostram que somente no Instituto Adimax, atualmente, mais de 1.300 pessoas aguardam na fila por um cão-guia, o que amplia a discussão sobre a necessidade de maiores investimentos por parte de companhias e sociedade em projetos que formam estes tipos de animais. O tempo de espera por um cachorro como este pode variar entre meses e até anos.

“Os cães-guia oferecem autonomia, segurança e interação social a deficientes visuais e, por isso possuem um papel fundamental na vida dessas pessoas. Mais do que ampliar a mobilidade, estes animais trazem leveza para a rotina e uma redução do estresse cognitivo. Por isso, diferentes organizações e cidadãos precisam se unir para contribuir com iniciativas que criam cães-guia a fim de acelerar o processo de formação”, explica Daniela Bochi, Gerente de Marketing da Cobasi.

Atualmente, cerca de 50 a 60 filhotes nascem por ano no programa do Instituto Adimax. Os cães passam por 120 aulas mínimas que englobam treinamento técnico e assim, cerca de 40 habilidades são desenvolvidas ao longo do processo. É importante ressaltar que nem todos os cães passam nos testes finais, sendo, portanto, reprovados para a função de guia. Alguns dos motivos são: distração excessiva, ansiedade e insegurança.

No levantamento realizado, que estará disponível em breve no site da Cobasi Cuida, são apresentadas diversas informações sobre as etapas de formação, perfil dos cães selecionados, quais habilidades são aprendidas, entre outros detalhes que mostram como o processo de treinamento é minucioso.

Evento com foco em empatia

Levando em conta a importância do tema e o Dia Internacional do Cão-guia, a Cobasi Cuida e o Instituto Adimax também unem forças para um evento que pretende despertar a empatia. Nos dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo, na unidade Villa Lobos da Cobasi, haverá um Túnel Sensorial que vai convidar o público a experienciar as barreiras diárias de uma pessoa com deficiência visual por meio de uma caminhada com os olhos vendados e com obstáculos.

A iniciativa gratuita tem o objetivo de conscientizar as pessoas e destacar o papel vital dos cães-guia na inclusão social, impactando milhares de pessoas com deficiência visual no Brasil. Participantes também poderão girar uma roleta da Adimax para ganharem brindes exclusivos.

“Por meio de experiências imersivas as pessoas podem entender melhor determinadas realidades e terem seus conhecimentos transformados. Por isso, o evento terá a função de chamar a atenção das pessoas para um tema sensível e que merece mais atenção”, conclui Bochi.

SERVIÇO
Data: 25 e 26 de abril
Horário: das 10h às 20h
Endereço: Rua Manoel Velasco, 90 – Villa Lobos (SP).
Para saber mais sobre o tema: Ouça o CobasiCast #13 no YouTube

Sobre a Cobasi

A Cobasi é uma empresa com 40 anos de história, pioneira no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim no Brasil. A marca conta com mais de 250 lojas distribuídas em 19 estados e no Distrito Federal, oferecendo milhares de itens e soluções para o dia a dia dos consumidores. Em 2026, concluiu a fusão com a empresa Petz e passou a integrar o Grupo Petz Cobasi.

Fonte: Trama Comunicação

Como identificar problemas de saúde em cães e gatos?

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Créditos: Pinterest

Médica Veterinária da Unifran orienta sobre os principais sinais na saúde dos pets

Mesmo com a convivência diária e o profundo conhecimento de seus pets, muitos tutores podem deixar passar sinais cruciais de que algo não vai bem com a saúde de seus cães e gatos. Para auxiliar na identificação desses alertas, a Profa. Dra. Valeska Rodrigues, médica veterinária e docente dos cursos de Medicina Veterinária e Biomedicina da Universidade de Franca (Unifran), compartilha orientações valiosas sobre os principais indicadores de que o animal de estimação precisa de atenção.

De acordo com a docente, uma das mudanças mais sutis, porém cruciais, no comportamento de cães e gatos é a diminuição ou cessação da ingestão de alimentos. “Animais doentes, com dor ou desconforto, tendem a parar de se alimentar corretamente”, explica a médica veterinária.

Outro ponto de atenção é a vocalização excessiva, como latidos, uivos ou miados fora do comum. “Enquanto animais saudáveis costumam buscar a proximidade dos tutores, aqueles que estão doentes frequentemente se escondem ou rejeitam o carinho de pessoas e outros animais”, pontua a especialista.

Além dessas mudanças comportamentais, é importante observar sinais físicos, como alteração na ingestão de água, verificando se o consumo está dentro do padrão habitual, mudanças na aparência das fezes e da urina, presença de secreções anormais nos olhos ou na vulva, salivação excessiva e prurido (coceira) persistente.

A importância das consultas e exames preventivos

Check-ups e exames preventivos anuais são essenciais para a detecção precoce de doenças. “Pelo menos uma vez ao ano, é obrigatória a avaliação do animal por um médico veterinário, a fim de realizar exames físicos, verificar se as vacinas estão em dia e se os pets estão livres de parasitas”, ressalta Valeska. ” Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares, como análises de sangue e urina, radiografias e ultrassonografias”, complementa.

Quando é hora de procurar um médico veterinário?

É comum que alguns sintomas pareçam leves, levando o tutor a acreditar que pode resolver a situação em casa. No entanto, a médica alerta: “Sinais como a tosse, por exemplo, por mais que pareçam comuns, podem indicar alterações graves, especialmente na função cardíaca”. Por isso, a avaliação de um médico veterinário não deve ser adiada. “Alguns tutores demoram a perceber a tosse ou a ignoram, e, quando procuram ajuda, já é muito mais difícil estabilizar quadros de doenças cardíacas ou pulmonares. Após o início desses sinais, a tendência é que o animal apresente desmaios e a língua fique roxa – um sinal de hipóxia, que indica piora significativa do quadro clínico. Nesses estágios, a situação se torna uma emergência e exige atendimento veterinário imediato”, conclui a especialista.

Sobre a UNIFRAN – Com mais de 50 anos de tradição em ensino superior no interior de São Paulo, a UNIFRAN tem em sua estrutura mais de 253 mil metros quadrados. A instituição oferece cursos de graduação, tanto presenciais quanto a distância, além de especializações, mestrados e doutorados que abrangem todas as áreas do conhecimento. A universidade está entre as melhores instituições de ensino superior do mundo com base nos indicadores associados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com a edição 2021 de 2022 do Times Higher Education Impact Rankings (THE Impact Rankings). O curso de Medicina é reconhecido como o melhor do país, entre instituições públicas e privadas, conforme o Conceito Preliminar de Curso (CPC) referente ao ano de 2019, indicador de qualidade do Ministério da Educação (MEC) e recebeu acreditação pelo Sistema de Acreditação das Escolas Médicas do Conselho Federal de Medicina (SAEME-CFM), o único certificador de qualidade das escolas médicas no Brasil. A UNIFRAN pertence ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do país. Visite: www.unifran.edu.br.

Fonte: Maquina

+Pet cria novo ecossistema veterinário integrado após fusão com a VFP e atinge valuation de R$ 415 milhões

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Empresa projeta crescimento de 252% no faturamento até 2026, 20 unidades e a geração de 700 empregos no setor

A +Pet anuncia a fusão com a VFP, rede especializada em hospitais veterinários de alta complexidade, em um movimento que marca a criação de um novo ecossistema veterinário integrado no Brasil. Com a operação, a companhia atinge valuation de R$ 415 milhões e avança em sua estratégia de consolidação no setor.

Mais do que uma transação, o movimento reposiciona a empresa ao estruturar um modelo verticalizado ainda inexistente no país, integrando planos de saúde, clínicas, exames e hospitais em uma única rede, com controle sobre toda a jornada do atendimento.

Antes da integração, a companhia operava com cerca de 26 mil planos ativos, realizando aproximadamente 84 mil atendimentos por ano, além de 65 mil exames e 2.700 cirurgias anuais.

A projeção para 2026 é atingir 50 mil planos ativos, 139 mil atendimentos por ano, 100 mil exames realizados e 7.700 cirurgias anuais. No mesmo período, o faturamento deve avançar de R$ 44 milhões para R$ 155 milhões, o que representa um crescimento estimado de 252%.

Um novo modelo de saúde veterinária no Brasil

O modelo concentra toda a jornada do atendimento — do plano de saúde ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento — dentro de uma única estrutura, reduzindo a fragmentação típica do setor.

“A saúde veterinária no Brasil ainda é altamente pulverizada. O tutor transita por múltiplos pontos de atendimento, sem continuidade no cuidado. O que estamos construindo é um novo ecossistema integrado, que conecta todas as etapas dentro da mesma rede”, afirma Pablo Teixeira, CEO da +Pet.

Com a incorporação da VFP, a companhia passa a operar com estrutura hospitalar própria e capacidade ampliada para procedimentos de maior complexidade, além de integrar dados clínicos e histórico do paciente em um único ambiente.

Expansão, tecnologia e consolidação do setor

Atualmente, o grupo opera mais de 10 unidades, sendo 8 hospitais e 2 clínicas avançadas, e projeta a incorporação de novos centros ao longo do ano, com a meta de atingir até 20 unidades até o final de 2026.

A rede já conta com unidades próprias em cidades como São Paulo, Campinas, Brasília e Goiânia, além de hospitais que passam a operar como +Pet em regiões como Ribeirão Preto, Araraquara, São José dos Campos e Uberlândia.

Além da expansão geográfica, o modelo prevê um processo estruturado de transição de marca das unidades incorporadas. Em um primeiro momento, as operações mantêm suas marcas originais, acompanhadas da identificação +Pet, garantindo reconhecimento local e continuidade de atendimento. Ao longo do tempo, essa integração evolui de forma gradual até a consolidação completa sob a marca refletindo a padronização dos processos, da experiência e da estrutura clínica em toda a rede.

A companhia também avança em novas frentes geográficas, com a abertura de unidades em Palmas (TO) e Campo Grande (MS) previstas a partir de maio. O movimento reforça o modelo de fusão para acelerar a capilaridade nacional.

Com a expansão da operação, o grupo passa a contar com aproximadamente 700 colaboradores diretos, com expectativa de ampliação desse quadro ao longo do processo de crescimento e abertura de novas unidades.

O negócio incorpora tecnologia avançada em diagnóstico e tratamento, com equipamentos como tomografia computadorizada, ultrassonografia de alta definição e radiografia digital, além de sistemas integrados de gestão clínica e prontuários eletrônicos.

O modelo inclui ainda monitoramento remoto de pacientes e suporte a cirurgias assistidas por tecnologia, ampliando a precisão diagnóstica e a eficiência dos procedimentos.

“O diferencial está na combinação entre integração e capacidade técnica. Conseguimos oferecer desde o atendimento básico até procedimentos de alta complexidade dentro do mesmo ecossistema, com padrão único de qualidade”, diz o executivo.

A estratégia da companhia combina crescimento orgânico com a incorporação de clínicas e hospitais já operacionais, priorizando estruturas com capacidade instalada e alinhamento ao padrão técnico da rede.

O objetivo é acelerar a expansão geográfica, reduzir o tempo de entrada em novos mercados e aumentar a eficiência de capital, consolidando uma rede nacional integrada.

“O setor já atingiu um estágio de maturidade que exige escala, eficiência e padronização. A consolidação é um caminho natural, e estamos estruturando uma plataforma capaz de liderar esse movimento no Brasil”, afirma Teixeira.

O movimento ocorre em um mercado que movimentou cerca de R$ 75,4 bilhões em 2024, com mais de 160 milhões de animais de estimação no país. Apesar da dimensão, a penetração de planos ainda é baixa: cerca de 1% dos pets possuem cobertura.

Ao centralizar toda a jornada do cuidado, a +Pet passa a operar um modelo semelhante ao de grandes grupos da saúde humana, com maior controle sobre qualidade, custos e desfechos clínicos.

“Não se trata apenas de crescer. Estamos redefinindo a forma como o cuidado veterinário é estruturado no Brasil, com impacto direto na qualidade do atendimento e na experiência do cliente”, conclui o CEO.

Fonte: accrux

Plano de saúde pet avança no ambiente corporativo e se torna diferencial em benefícios para colaboradores

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A oferta de plano de saúde pet como benefício corporativo ainda está em fase de expansão no Brasil, mas já apresenta crescimento acelerado nos últimos anos. O movimento acompanha mudanças no comportamento dos colaboradores, que passaram a considerar seus animais de estimação como parte da família e, cada vez mais, valorizam benefícios que apoiem esse cuidado.

Segundo a Plamev, empresa especializada no segmento, a procura por esse modelo tem aumentado de forma significativa, especialmente por companhias que buscam fortalecer sua proposta de valor ao colaborador, aumentar retenção e engajamento e oferecer benefícios diferenciados sem alto custo.

Além disso, o plano de saúde pet se destaca por ter alto valor percebido pelos funcionários e baixo impacto financeiro para as empresas, o que tem impulsionado sua adoção em diferentes setores.

Apesar do crescimento, ainda não há um perfil único de empresas que adotam o benefício. O modelo já aparece em companhias de tecnologia, indústria alimentícia, bancos e outros segmentos, sem uma predominância clara.

Entre os principais desafios para a expansão do benefício, estão questões culturais, a percepção de valor por parte do RH, além de orçamento, modelo de custeio e estratégias de comunicação interna para engajamento dos colaboradores.

Para a empresa, o plano pet também representa um diferencial de imagem para as organizações, que passam a ser vistas como mais modernas e alinhadas às novas demandas dos profissionais.

Outro ponto destacado é a necessidade de maior conscientização dos profissionais de RH e da simplicidade na implementação do benefício. Para a Plamev, o avanço do plano pet no ambiente corporativo não depende apenas da oferta, mas da evolução da forma como as empresas enxergam o cuidado com as pessoas e suas famílias, incluindo os animais de estimação.

Fonte: R2Assessoria

Do divórcio ao “pet”: a lei que muda tudo — e reconhece que animais não são mais coisas

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A família multiespécie chega à lei: o que muda com a nova custódia de pets no Brasil

Por Marcelo Santoro, professor de Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio

No dia 16/04/2026, foi sancionada a Lei nº 15.392/2026, um marco legislativo que reconhece, de forma expressa, aquilo que a realidade social já vinha impondo há anos ao Direito: os animais de estimação deixaram de ocupar apenas o espaço patrimonial para assumir um lugar afetivo nas estruturas familiares contemporâneas.

Um ponto que merece especial atenção — e que revela a profundidade dessa mudança — é a superação gradual da ideia de que os animais seriam meras “coisas”. Embora o Código Civil brasileiro ainda os classifique formalmente como bens, a evolução legislativa e jurisprudencial aponta em outra direção: a do reconhecimento dos animais como seres sencientes. Em termos simples, um ser senciente é aquele capaz de sentir dor, prazer, medo e bem-estar. Não se trata de atribuir personalidade jurídica aos animais, mas de reconhecer que eles possuem uma dimensão existencial que exige proteção própria. Esse entendimento vem influenciando decisões judiciais e agora encontra respaldo mais claro na nova legislação, que coloca o bem-estar do animal no centro da análise, e não apenas interesses patrimoniais dos ex-companheiros.

A norma trata de um tema que, até então, era resolvido de forma fragmentada pelo Judiciário. Em casos de divórcio ou dissolução de união estável, não eram raras as disputas envolvendo cães, gatos e outros animais, muitas vezes tratados como verdadeiros membros da família. Diante da lacuna legislativa, juízes vinham aplicando, por analogia, regras da guarda de filhos ou soluções baseadas no direito de propriedade, o que gerava insegurança jurídica e decisões nem sempre coerentes.

A nova lei altera esse cenário ao estabelecer, como regra, a custódia compartilhada dos animais de estimação quando não houver acordo entre as partes. Trata-se de uma solução que privilegia o equilíbrio e a corresponsabilidade, refletindo a ideia de que o vínculo com o animal não se rompe automaticamente com o fim da relação conjugal.

Um dos pontos mais relevantes da legislação é a presunção de copropriedade do animal quando sua vida tiver transcorrido majoritariamente durante o casamento ou a união estável. Na prática, isso reduz discussões probatórias complexas e direciona o foco do debate para o que realmente importa: o bem-estar do animal.

A lei também avança ao estabelecer critérios objetivos para a fixação do tempo de convivência, como as condições de moradia, a capacidade de cuidado, o zelo e a disponibilidade de tempo de cada parte. Aqui, o legislador se aproxima de uma lógica já consolidada no Direito das Famílias: mais do que direitos dos envolvidos, o centro da análise passa a ser o interesse daquele que será diretamente afetado — no caso, o animal.

Outro aspecto digno de destaque é o tratamento rigoroso conferido a situações de violência doméstica ou maus-tratos. Nesses casos, a lei não apenas afasta a possibilidade de custódia compartilhada, como determina a perda da posse e da propriedade do animal pelo agressor, sem direito a indenização. A medida tem forte caráter pedagógico e sinaliza uma mudança importante: a proteção dos animais passa a dialogar diretamente com a proteção da dignidade nas relações familiares.

No campo financeiro, a norma distribui de forma equilibrada as despesas. Custos cotidianos, como alimentação e higiene, ficam a cargo de quem estiver com o animal naquele período, enquanto despesas extraordinárias — consultas veterinárias, medicamentos e internações — devem ser divididas igualmente. Trata-se de uma tentativa de evitar conflitos recorrentes que, na prática, frequentemente inviabilizavam acordos.

Talvez um dos dispositivos mais contundentes da nova lei seja a previsão de perda definitiva da custódia em caso de descumprimento reiterado das regras estabelecidas. Ao impor consequências claras, o legislador busca garantir efetividade à norma e evitar que o compartilhamento se torne apenas uma ficção jurídica. A aplicação subsidiária do Código de Processo Civil aos processos de custódia de animais também reforça a natureza contenciosa dessas demandas e oferece um caminho procedimental mais estruturado para sua resolução.

Do ponto de vista simbólico, a Lei nº 15.392/2026 representa mais do que a regulamentação de um tema específico. Ela evidencia uma transformação mais profunda no Direito brasileiro: a progressiva superação de uma visão estritamente patrimonialista das relações familiares. Os afetos, antes invisíveis para a lei, passam a ocupar um espaço normativo relevante.

Para a advocacia, especialmente no campo do Direito das Famílias, a mudança é significativa. Cresce a necessidade de uma atuação mais estratégica e, sobretudo, mais preventiva. A tendência é que acordos envolvendo animais de estimação passem a integrar pactos antenupciais e contratos de convivência, evitando conflitos futuros.

A nova legislação, contudo, não elimina todos os desafios. Questões práticas ainda deverão ser enfrentadas pela jurisprudência, como a definição de regimes de convivência em situações de grande distância geográfica ou a solução de impasses quando o compartilhamento se mostrar prejudicial ao animal. Caberá aos tribunais, mais uma vez, dar concretude à norma.

Ainda assim, é inegável: o Brasil dá um passo importante ao reconhecer, em lei, que famílias não são feitas apenas de pessoas. Em um tempo em que os vínculos afetivos se reinventam, o Direito — ainda que tardiamente — começa a acompanhar essa transformação.

Fonte: Agência Race

O respeito à causa animal na gestão de Beto Preto em Apucarana

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O Deputado Federal Beto Preto tem em sua trajetória política ações em prol da causa animal e o compromisso com políticas públicas voltadas ao bem-estar dos pets. Um dos marcos dessa atuação ocorreu ainda durante sua gestão como prefeito de Apucarana, com a entrega do Centro Cirúrgico (foto) no Canil Municipal São Francisco de Assis, em 2016.

A obra foi realizada em parceria entre a prefeitura e a Sociedade Protetora dos Animais de Apucarana, com um investimento total de R$ 140 mil, atendendo a uma exigência estabelecida em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Estadual, mas que não havia sido cumprido pela gestão anterior.

Após o cumprimento de todas as exigências técnicas e sanitárias, o espaço passou a operar dentro dos padrões, permitindo a realização de procedimentos de castração e cuidados veterinários. Inicialmente, os atendimentos foram direcionados aos animais abrigados no canil, com foco na preparação para adoção. Na sequência, o atendimento foi ampliado para animais em situação de rua e também para aqueles pertencentes a famílias em situação de vulnerabilidade social.

“Essa iniciativa refletiu a mudança de postura na gestão do canil municipal, encerrando práticas inadequadas registradas anteriormente e reforçando uma política voltada à proteção e valorização da vida animal”, diz Beto Preto.

Fonte: Básica Comunicações

Felipe Becari pressiona por aprovação de Projeto de Lei que permite dedução das despesas com alimentação animal e tratamento médico veterinário no Imposto de Renda

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Campanha visa a acelerar a tramitação do PL 1529/2023, que beneficiaria milhões de pessoas físicas

nos cuidados imprescindíveis com seus animais domésticos; estima-se que a população pet no Brasil é uma das maiores do mundo

O deputado federal Felipe Becari (Podemos-SP) movimentou suas redes sociais, onde conta com mais de 8 milhões de seguidores, para pressionar pela aprovação do Projeto de Lei 1529/2023, que trata da dedução das despesas com alimentação animal e tratamento médico-veterinário no Imposto de Renda da Pessoa Física. “É senso comum que os animais têm o direito à atenção, aos cuidados e à proteção de seus tutores. Nada mais justo e coerente, portanto, que ampliar o rol de despesas dedutíveis no IRPF, inserindo a dedução das despesas efetuadas com a saúde e alimentação dos animais domésticos destes contribuintes, uma vez que estamos tratando de seres totalmente dependentes dos seus tutores”, esclarece Becari. O movimento nas redes sociais inclui um abaixo-assinado que será levado à presidência da Câmara dos Deputados.

Pelo projeto, serão dedutíveis do IRPF as despesas efetuadas pelo contribuinte com ração, tratamento veterinário em geral, além de vacinas e exames de animais domésticos. “O Projeto de Lei, além de contribuir com a preservação e o bem-estar dos animais, desafoga o bolso do contribuinte, já demasiadamente afetado pela carga tributária do país”, complementa o deputado federal.

Na prática, serão dedutíveis os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a veterinários, clínicas, hospitais e planos de saúde veterinários, bem como despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, internações, fisioterapia e outras terapias em geral, cirurgia veterinária ortopédica, oncológica, oftalmológica, neurocirurgia ou qualquer outro procedimento médico-veterinário, além de medicamentos, vacinas, próteses e aparelhos ortopédicos destinados a animais domésticos sob tutela do contribuinte. O limite anual será definido por regulamentação do Poder Executivo.

As despesas com a aquisição de ração para a alimentação de animais domésticos sob tutela do contribuinte também terão seu limite anual definido por regulamentação do Poder Executivo. “O Projeto de Lei estimula também, indiretamente, a adoção responsável, na medida em que dá maiores condições financeiras para que os contribuintes sustentem seus animais domésticos”, considera o deputado federal.

Estima-se que o Brasil possua a terceira maior população pet do mundo, com cerca de 150 a 160 milhões de animais de estimação, segundo dados divulgados pela Agência Senado. Desses, 60 milhões são cães e 30 milhões são gatos. Segundo o Instituto Pet Brasil, há uma média de 1,8 animal de estimação por residência no país.

O abaixo-assinado pode ser acessado pelo linktr.ee/depfelipebecari

Outras defesas na dedução das despesas com animais domésticos no IRPF

Felipe Becari foi relator do Projeto de Lei 1165/2023, na Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência, onde é membro titular, e recomendou sua aprovação. O PL inclui na relação das despesas dedutíveis do IRPF os pagamentos com compra, treinamento, alimentação, acomodação e despesas veterinárias de cão-guia.

Pela proposta, as deduções serão limitadas a R$ 10.000 a cada cinco anos para a aquisição do cão-guia. Esse prazo poderá ser menor em caso de comprovado falecimento do animal anteriormente adquirido. Na hipótese de treinamento, alimentação, acomodação e despesas veterinárias, o limite total será R$ 1.500.

Sobre Felipe Becari

O deputado federal Felipe Becari (Podemos-SP), ativista da causa animal há mais de 15 anos, é autor de dezenas de projetos de lei que protegem os direitos dos animais domésticos e silvestres. Diversos deles estão em tramitação e aguardam votação na Câmara dos Deputados. Policial civil licenciado, é formado em Direito e tem cinco especializações – Perícias Criminais, Civil, Penal e Processual Penal, Administrativo e Humanos.

Resgatou mais de 5 mil animais vítimas de maus-tratos e em situação de abandono. É integrante titular da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Defende a adoção responsável e a castração para a redução do abandono de cães e gatos, com população estimada em cerca de 30 milhões de animais em situação de rua, atualmente, em todo o Brasil.

Deu projeção à defesa da causa animal nas redes sociais, onde conta com mais de 8 milhões de seguidores. Em seu perfil, defende firmemente o endurecimento das penas contra maus-tratos há vários anos e pressiona o poder público pela votação dos PLs que protegem os animais.

Fonte: Lisandra Martins

Pequeno no tamanho, grande na mensagem: Ton leva pinscher ao intervalo mais vigiado do Brasil

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Dando continuidade ao movimento iniciado com Solimões, nova fase estreou em horário nobre e usa humor para simplificar a conversa com empreendedores

Em um dos intervalos mais disputados da televisão brasileira, o Ton, marca da Stone voltada a micro e pequenos empreendedores, estreou sua nova campanha nacional apostando em uma combinação pouco comum na categoria financeira: humor, exagero e linguagem popular para falar de um tema tradicionalmente técnico.

A nova fase dá continuidade à campanha protagonizada por Solimões, mantendo o mesmo princípio criativo: simplificar a conversa sobre taxas e aproximá-la do dia a dia do empreendedor, de forma leve, direta e acessível.

Agora, o protagonista é um pinscher. Pequeno, barulhento e conhecido pela postura desproporcional ao tamanho, o cachorro surge como metáfora das taxas da marca: “baixinhas e agressivas”. A escolha reforça a proposta de traduzir atributos do produto em elementos culturais facilmente reconhecíveis e com alto potencial de conexão.

No filme, o animal rosna, avança contra a câmera e “reage” ao ambiente ao seu redor, enquanto textos traduzem suas intenções. A linguagem exagerada transforma um tema técnico como taxas e condições comerciais em entretenimento, ajudando a tornar a mensagem mais simples, memorável e próxima da realidade de quem empreende.

Mais do que explicar, a campanha aposta em mostrar. Em diferentes cenas, o comportamento do pinscher conduz a narrativa e reforça, de forma visual e bem-humorada, o conceito de “taxa baixinha e agressiva”, explorando o contraste entre tamanho e intensidade — característica marcante da raça e central para a construção criativa.

A estreia em um momento de audiência massiva reforça essa estratégia. Mais do que alcance, a marca busca entrar na conversa e transformar uma mensagem funcional em conteúdo com potencial de repercussão.

“A gente foi buscar algo que já vive no imaginário do brasileiro. O pinscher traduz de forma leve e direta a menor taxa do Brasil. Ele aproxima, diverte e faz a mensagem chegar quase sem esforço”, afirma Rodolfo Luz, diretor de Marketing da Stone.

A campanha também sinaliza um movimento maior da Stone de aproximar sua comunicação de códigos mais populares, reduzindo a distância entre um tema técnico e o dia a dia do empreendedor.

Com desdobramentos em TV, digital e social, a campanha destaca atributos como taxas a partir de 0,57%, além de soluções que facilitam a rotina de quem vende, como maquininhas com internet e o uso do celular como ferramenta de pagamento. Nas redes sociais, a estratégia ganha escala com a participação de cachorros que já conquistaram milhões de seguidores na internet, como os perfis de Juliane Sayao, Titico Tico e Família Guapeca. A presença desses creators amplia o alcance da campanha e reforça o tom leve e bem-humorado, conectando a marca a um universo já querido pelo público e potencializando a conversa nas plataformas digitais.

Sobre a Stone
Empresa de tecnologia financeira que possui uma plataforma de soluções completas cujo propósito é melhorar a vida do empreendedor brasileiro, ajudando-o a vender mais, gerir melhor o seu negócio e crescer sempre. Por meio de tecnologia e inovação, contribui para o fortalecimento e a evolução do mercado. Com clientes espalhados por todo o Brasil, desenvolve um relacionamento próximo e personalizado com cada um dos lojistas que atende.

Fonte: FleishmanHillard

Evento para adoção de animais acontece em Goiânia, neste sábado (25)

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Campanha acontece no Jardim Goiás Mall durante o Abril Laranja, que reforça a importância da proteção ao animal

O Jardim Goiás Mall, no próximo sábado (25), será o espaço da campanha “Adote um Amigo”, organizada em parceria com a ONG Focinho Caridoso. O objetivo do evento é a adoção de animais carentes por parte da população, e acontece no período da tarde, das 14 horas às 17h30.

Para adotar um animal na campanha, basta ser maior de idade e levar um documento de identificação e comprovante de endereço. Também é necessário pagar uma taxa de 60 reais, que será usada para a manutenção da ONG Focinho Caridoso.

O processo de triagem, realizado na campanha, é bem simples. Os interessados passarão por uma triagem, para ver se tem capacidade de cuidar do animal. Neste processo, o futuro tutor responderá um questionário sobre a sua vida. Ele também ouvirá um pouquinho da história do animal pelo qual se interessou.

A presidente da ONG Focinho Caridoso, Carla Cristiane Cavadas, conta que as perguntas do questionário são feitas para que o tutor temporário, junto da instituição, consiga entender se o interessado tem a capacidade de assumir a responsabilidade de um pet na sua vida.

Abril Laranja

A campanha “Adote um Amigo” acontece na reta final do Abril Laranja, mês de conscientização e combate ao mau-trato contra os animais. Durante todo o mês de abril, o Jardim Goiás Mall falou sobre o tema nas redes sociais, com o foco na divulgação social do tema.

ONG Focinho Caridoso

A Focinho Caridoso é a primeira e única ONG Mãe do Centro-Oeste, fundada há seis anos como um projeto de extensão da Universidade Federal de Goiás (UFG). Eles visitam abrigos e protetores independentes, fazendo seus cadastro e depois ajudando com doações como medicamento, vacina, ração e castração.

Hoje, a Focinho Caridoso tem 92 abrigos e protetores independentes cadastrados, e a ajuda acontece no sistema de rodízio. Nos eventos organizados pela ONG, como no “Adote um Amigo”, os animais vêm desses dos abrigos cadastrados. Em 2025, a ONG conseguiu 186 adoções responsáveis, feitas através de três a quatro eventos mensais.

Fonte: COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

Abril Laranja: como identificar sinais de maus-tratos e proteger animais em situação de risco

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Campanha internacional ganha força no país e destaca o papel da informação, da denúncia e do cuidado responsável com os animais

A campanha Abril Laranja, criada pela ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais), mobiliza a sociedade em torno de uma causa urgente, a proteção dos animais contra qualquer forma de violência, abandono ou negligência. No Brasil, o movimento ganha cada vez mais relevância ao estimular a conscientização e incentivar atitudes responsáveis no dia a dia.

Para Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company, o debate sobre o tema precisa ir além do senso comum. “O bem-estar animal envolve uma série de cuidados que vão muito além da alimentação. É fundamental garantir segurança, conforto, acompanhamento veterinário e, principalmente, respeito às necessidades de cada espécie”, afirma.

A especialista destaca que os maus-tratos nem sempre são evidentes. Situações como manter o animal constantemente preso, exposto ao sol ou à chuva, sem acesso à água limpa ou alimentação adequada, também configuram negligência. “Muitas vezes, a falta de informação contribui para práticas que colocam em risco a saúde física e emocional dos animais. Por isso, a educação é uma ferramenta essencial nesse processo”, explica Kelly.

No Brasil, a legislação prevê punições para quem comete abusos. A Lei nº 9.605/98 estabelece penalidades para maus-tratos, enquanto a Lei nº 14.064/2020 ampliou as sanções para casos envolvendo cães e gatos, incluindo reclusão, multa e proibição da guarda.

Além de conhecer os direitos dos animais, a sociedade pode contribuir ativamente para a causa. Ser um tutor responsável, apoiar organizações de proteção animal, compartilhar informações e denunciar situações de abuso são atitudes que fazem a diferença.

“A conscientização coletiva é o caminho para reduzir os índices de violência. Cada pessoa tem um papel importante na construção de uma relação mais ética e respeitosa com os animais”, conclui Kelly.

Sobre a Special Dog Company

Fundada no ano de 2001 na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, a Special Dog Company nasceu com o desejo de alimentar cães e gatos com a alta qualidade e o carinho que eles merecem. Atualmente, a marca está presente em mais de 40 mil pontos de venda em todo o território nacional e exporta seus produtos para países da América do Sul. Com foco contínuo na excelência de sua produção e logística, a companhia conta com diversos centros de distribuição espalhados pelo país e se consolida como uma das maiores indústrias do segmento no Brasil, com cerca de 2.000 colaboradores.

A atuação orientada à geração de impacto positivo integra a estratégia do negócio e se reflete em práticas voltadas à sustentabilidade, à ética nas relações e à valorização de seus públicos. Esse direcionamento é reconhecido pelas certificações concedidas pela Humanizadas — Best for Humanity, We Care for Stakeholders e We Care for Customers — que destacam empresas com gestão consistente, responsabilidade socioambiental e cultura organizacional alinhada à criação de valor compartilhado. Para a Special Dog Company, os reconhecimentos reforçam a integração entre propósito, governança e práticas efetivamente aplicadas ao longo de sua operação.

Fonte: Race Comunicação

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