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Carnaval e Pets: saiba porque a folia pode causar danos à saúde e bem estar do seu cão

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Segundo especialista, o ambiente com muitos estímulos pode ser uma fonte de estresse e não de diversão

Carnaval é talvez a festa popular mais democrática, levando multidões para a rua em busca de folia e diversão. E, apesar da vontade de levar seu fiel companheiro para todo lado, o ambiente com música alta, concentração de pessoas e estímulos diversos, pode afetar negativamente seu cão. É cada vez mais comum a presença de animais em bloquinhos de rua, mas a maioria apenas tolera esse tipo de ambiente, enquanto outros sofrem bastante. Durante períodos de festas, como o Carnaval, reconhecer os sinais de estresse nos cães é essencial para evitar não apenas desconforto emocional, mas também problemas de saúde.

O alerta é da veterinária Dra.Aline Ambrogi, docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UNIFAJ), que explica que os cães possuem sentidos muito mais sensíveis do que os humanos, especialmente a audição. Ambientes barulhentos, cheios de estímulos visuais, cheiros intensos e contato físico constante podem provocar sobrecarga sensorial e emocional.

Segundo a especialista, os cães se comunicam o tempo todo por meio do comportamento e da linguagem corporal. O problema é que muitos desses sinais ainda passam despercebidos ou são interpretados de forma equivocada pelos tutores, que devem ficar atentos.

Saiba identificar os sinais de estresse e medo em cães, de acordo com a veterinária:

Bocejos frequentes e lambedura excessiva dos lábios
Quando aparecem fora do contexto habitual, esses comportamentos não indicam sono ou fome. São sinais clássicos de estresse e desconforto.

Orelhas baixas, cauda entre as pernas ou postura encolhida
A linguagem corporal fala muito. Corpo rígido, cauda baixa ou escondida e orelhas coladas à cabeça indicam medo e insegurança, comuns em ambientes barulhentos como bloquinhos e festas.

Tentativas constantes de se afastar ou se esconder
Se o cão puxa a guia para ir embora, procura cantos, colo ou locais fechados, ele está dizendo claramente: “isso é demais pra mim”.

Vocalização fora do padrão
Latidos excessivos, choramingos ou rosnados em animais que normalmente não apresentam esse comportamento podem indicar ansiedade, estresse intenso e sobrecarga sensorial. Ignorar esse sinal pode levar a reações inesperadas e até à necessidade de atendimento médico-veterinário.

Alterações gastrointestinais ou salivação intensa
Vômitos, diarreia ou hipersalivação durante ou após a exposição à folia são sinais físicos comuns em quadros de estresse agudo.

Agressividade repentina ou medo exagerado
Um cão que rosna, tenta morder ou se assusta com facilidade está emocionalmente sobrecarregado. Isso é especialmente perigoso em ambientes com crianças, fantasias, empurra-empurra e muito barulho.

Ofegar excessivamente, mesmo sem calor
Respiração acelerada sem esforço físico ou altas temperaturas pode indicar ansiedade, medo ou dificuldade em lidar com estímulos intensos.

Além do comportamento, Dra. Aline Ambrogi chama a atenção para cuidados básicos que costumam ser negligenciados durante a folia. Um deles é a hidratação.

“Com calor, agitação e estresse, os cães precisam de acesso constante à água fresca. A desidratação pode agravar quadros de mal-estar e comprometer a saúde do animal”, orienta.

Outro ponto importante envolve o uso de fantasias, tintas e adereços. Pois roupinhas apertadas, acessórios que restringem movimentos ou causam incômodo aumentam o estresse e devem ser evitados. Pintar o pelo com tintas comuns, colar glitter, adesivos autocolantes ou qualquer material não próprio para uso veterinário pode causar intoxicações, alergias, feridas na pele e até ingestão acidental de substâncias tóxicas.

“O que parece inofensivo para humanos pode ser extremamente perigoso para os cães”, alerta a veterinária. “Tintas, colas, glitter e até alguns alimentos típicos de festas são tóxicos para os animais e não devem ser oferecidos ou usados de forma alguma.”

A recomendação da veterinária é clara: Carnaval não é um ambiente natural para a maioria dos cães. O mais seguro é mantê-los em casa, em um local tranquilo, com enriquecimento ambiental, água fresca disponível e, se necessário, música suave ou sons brancos para reduzir o impacto do barulho externo.

“Cuidar também é respeitar limites”, pois o Amor não é expor o animal a tudo, mas garantir que ele se sinta protegido e confortável”, reflete Aline.

Sobre a especialista

Aline Ambrogi é médica-veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais e mestre em Ciência Animal (USP – FMVZ – SP).

Sobre UniFAJ e UniMAX

Com 26 anos de atuação e mais de 10 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo MEC com nota máxima (5). São mais de 50 cursos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, distribuídos entre 8 campi nas cidades de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo. A estrutura inclui hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas médicas e laboratórios modernos. O modelo de ensino é baseado em metodologias ativas de aprendizado e os cursos presenciais contam com pelo menos 50% de aulas práticas desde o início, além de certificações intermediárias nas modalidades EAD, extensão, pós-graduação e MBA.

Fonte: JT Comunicação

Cães seniores: por que o Fevereiro Roxo é um convite à prevenção

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Campanha chama atenção para o envelhecimento dos pets e destaca a alimentação como aliada na prevenção do declínio cognitivo

O mês de fevereiro também é considerado, no setor pet, um período de conscientização sobre os cuidados com animais de estimação idosos. Dentro da campanha Fevereiro Roxo, o debate se volta especialmente às doenças neurodegenerativas, como a Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC), e aos cuidados necessários para garantir qualidade de vida aos pets nessa fase mais delicada.

Entre os cuidados que ganham importância nessa fase está a alimentação, especialmente quando baseada em ingredientes naturais, frescos e de fácil digestão. Tais características favorecem a absorção de nutrientes e contribuem para o funcionamento pleno do organismo, incluindo o cérebro.

Segundo a nutróloga veterinária Iana Furtado, parceira de a A Quinta Pet, foodtech brasileira de alimentação natural para cães, a alimentação tem o poder de modular a genética. Estudos de nutrigenética e nutrigenômica mostram que os alimentos atuam na codificação da mensagem genética, tanto pela forma como agem no organismo quanto pela resposta do organismo ao alimento.

“Quanto mais rica a dieta, melhor o funcionamento do organismo. Isso significa, inclusive, redução de inflamação e oxidação e menor encurtamento de telômeros – estruturas que ficam nas extremidades dos cromossomos, funcionando como uma espécie de “capa de proteção” do material genético. Quando ficam muito curtos, a célula passa a não funcionar adequadamente, envelhece mais rápido e deixa de se replicar como deveria”, destaca Iana.

Organismo sênior e ajustes nutricionais

A veterinária explica que um cão na fase sênior precisa de uma dieta de maior digestibilidade – baseada em ingredientes naturais – visto sua capacidade digestiva não ser a mesma. Segundo ela, quanto menor a sobrecarga intestinal, melhor o funcionamento intestinal e hepático, o que leva à redução da irritabilidade do animal, da lama biliar e do acúmulo de toxinas no organismo. Tal equilíbrio contribui para melhor funcionamento cognitivo e comportamental.

A parceira de A Quinta explica que, além da melhora da digestibilidade da dieta, os ajustes nutricionais para cães seniores passam pela otimização dos ácidos graxos essenciais – evidências científicas indicam que os ácidos graxos ômega-3, especialmente EPA e DHA, contribuem para a saúde cerebral de cães idosos, ajudando a preservar a função cognitiva e a retardar alterações associadas ao envelhecimento, conforme aponta estudo publicado na revista GeroScience.

Segundo ela, também é recomendável evitar ingredientes fermentativos, como brócolis e berinjela, que podem sobrecarregar o trato gastrointestinal, assim como o excesso de carboidratos simples e fibras de baixa qualidade. O ajuste da distribuição energética da alimentação, com atenção ao extrato etéreo nos animais que podem e toleram esse perfil nutricional, além do uso de proteínas de alta disponibilidade para a manutenção da massa magra, também faz parte dessa estratégia.

“Ao receberem uma nutrição mais equilibrada, esses animais ficam mais dispostos, com melhor mobilidade, ganhando em qualidade de vida e longevidade”, conclui Iana.

Sobre A Quinta Pet: foodtech brasileira de alimentação natural para cães. Em 2021, introduziu no mercado um novo sistema de envase em sachês, permitindo a distribuição de alimentos prontos e sem necessidade de refrigeração — solução que representou avanço logístico e de segurança alimentar frente aos modelos congelado e enlatado. O modelo contribuiu para ampliar o acesso à alimentação natural, até então restrita a nichos específicos. Em 2025, a empresa iniciou sua expansão internacional, começando por Portugal. Atualmente, atende mais de 1,2 mil responsáveis por pets em seu plano de assinatura e está presente em aproximadamente 600 pontos de venda.

Fonte: Upper PR

Adolescentes e cães: um vínculo que importa

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Ana Lizete Farias*

Ter um cachorro em casa pode fazer diferença na vida de um adolescente, talvez muito mais do que se imagina. Um estudo recente, divulgado pelo The Guardian, mostra que jovens que convivem com cães desde os 13 anos tendem a apresentar menos problemas sociais, como isolamento, comportamentos agressivos e dificuldades de pensamento ao longo da adolescência.

Se a ciência costuma explicar esses efeitos falando de hormônios do vínculo, como a ocitocina, e até de mudanças no microbioma, a psicanálise, por outro lado, nos convida a olhar para um ponto igualmente importante: o laço que se constrói nessa convivência.

A passagem da infância para a adolescência não é simples. Trata-se de um momento em que o sujeito começa a romper com a imagem infantil que possuía de si, construída, em grande parte, pelos afetos e expectativas parentais. De repente, essas imagens já não fazem sentido. Surge a estranheza. Diante do espelho, o adolescente se vê incompleto, cheio de defeitos. O corpo já não responde como antes, os sentimentos são novos, imprecisos e ambíguos. As perguntas aparecem: Quem sou? Quem serei? O que querem de mim?

Nesse contexto, o cachorro pode ocupar um lugar particular. Ele está ali todos os dias, não julga, não cobra explicações ou exige desempenho. Oferece presença e companhia sem condições. Essa relação cria um campo de encontro menos atravessado pela crítica ou pela rejeição, no qual o adolescente pode se aproximar do outro com menos medo.

Em uma fase em que o jovem se sente observado, avaliado e comparado o tempo todo seja na escola, nas redes sociais ou pelos adultos, a experiência de ser visto sem exigências pode ter um efeito organizador. Esse espelhamento simples ajuda a sustentar uma imagem de si menos marcada pela inadequação ou pela vergonha, reduzindo a necessidade de defesas como o isolamento ou agressividade.

O vínculo com o animal também pode ajudar a dar destino a emoções intensas. Brincar, cuidar, passear e alimentar são formas de contato que aliviam tensões e oferecem uma via de ligação para afetos difíceis. Em vez de descarregar a angústia em atitudes agressivas ou se fechar em silêncio, o jovem encontra uma relação viva que responde.

Além disso, cuidar de um cachorro ensina, na prática, algo fundamental: perceber o outro, respeitar limites e assumir pequenas responsabilidades. Não se trata de impor regras, mas de viver uma experiência cotidiana de cuidado e troca, que reinscreve o sujeito no circuito do laço.

Em tempos marcados também por violência e negligência contra animais, pensar o cuidado como dimensão ética do laço se torna ainda mais urgente.

Por isso, mais do que um simples companheiro, o cachorro pode operar como uma forma singular de amarração entre corpo, afeto e mundo, justamente em um momento da vida marcado por instabilidade e insegurança. Não se trata de uma solução para todos os casos, mas, para muitos jovens, essa presença silenciosa e fiel pode fazer diferença na travessia da adolescência.

*Ana Lizete Farias é psicanalista, Pós-doutoranda em Psicanálise, Meio Ambiente e Educação. Pesquisadora associada do NUPPEC-eixo 3 em Psicanálise, Educação, Intervenções Sociopolíticas e Teoria Crítica-UFRGS. Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela UFPR; Mestre em Geologia Ambiental pela UFPR. Professora dos cursos de saúde do Grupo Uninter.

Fonte: NQM

Clínicas veterinárias da Anhembi Morumbi realizaram cerca de 10 mil atendimentos em 2025

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Estrutura une formação prática de alunos e suporte à comunidade com exames, cirurgias e cuidados clínicos para cães e gatos

As clínicas de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, realizaram cerca de 10 mil atendimentos a animais de estimação ao longo de 2025, consolidando-se como um importante ponto de apoio para tutores que buscaram assistência qualificada e segura para seus pets. Desse total, aproximadamente 9 mil atendimentos ocorreram na unidade da Mooca, a mais antiga da instituição, enquanto os demais foram distribuídos entre outras estruturas de atendimento.

Os casos envolveram principalmente cães que representaram, em média 60%, dos pacientes, e gatos, com cerca de 40%. Ao longo do ano, foram realizados exames de imagem, análises laboratoriais, além de cirurgias de rotina e procedimentos de maior complexidade, ampliando o acesso da população a serviços veterinários.

Segundo Aline Zoppa, coordenadora de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, o impacto do trabalho vai além dos números. “Com as nossas assistências aos pets, conseguimos fazer a diferença para muitas famílias que precisaram de ajuda, principalmente em momento de urgência”, afirma.

A estrutura também funciona como espaço essencial de formação profissional. Mesmo durante o período de férias acadêmicas, parte dos estudantes permaneceu em atividade, participando de estágios e acompanhando a rotina hospitalar. Desde os primeiros semestres, os alunos são preparados para lidar tanto com os animais quanto com os tutores, atuando em etapas que vão da triagem aos atendimentos mais complexos.

“Quando o aluno vivencia o atendimento real, ele desenvolve não apenas a técnica, mas também a sensibilidade no cuidado com o animal e na relação com os tutores. Esse contato direto com os pets ao longo da formação torna o aprendizado mais completo e prepara melhor para os desafios da profissão”, destaca Aline.

Reconhecido entre os cursos de destaque na área no país, o curso de Medicina Veterinária da Anhembi Morumbi tem nas clínicas e no hospital veterinário um dos principais pilares de formação prática. Ao mesmo tempo, a estrutura amplia o acesso da comunidade a atendimentos veterinários, cumprindo um papel de apoio à saúde animal e de serviço à população.

Sobre a Universidade Anhembi Morumbi

A Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, oferece programas de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação lato sensu e stricto sensu, distribuídos nas áreas de Ciências da Saúde; Turismo e Hospitalidade; Negócios; Direito; Artes, Arquitetura, Design e Moda; Comunicação; Engenharia e Tecnologia e Educação. Além disso, a Medicina da Universidade Anhembi Morumbi é parte da Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica do país”. Seus cinco campi estão localizados nas regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia, Mooca, São José dos Campos e Piracicaba.

Possui laboratórios de última geração e diferenciais como a internacionalidade, já tendo enviado, desde 2006, milhares de alunos do Brasil para realização de cursos no exterior, além de receber centenas de estudantes estrangeiros em seus campi, que se tornaram locais multiculturais para o aprendizado. A Anhembi Morumbi também contribui para democratização do Ensino Superior, ao oferecer cursos digitais com diversos polos dentro e fora de São Paulo. Além disso, o aluno aprende na prática desde o primeiro dia de aula.

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de transformar o Brasil pela educação, a Ânima é o maior e o mais inovador ecossistema de ensino de qualidade para o país, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 381 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior, e em mais de 500 polos educacionais por todo o Brasil. Integradas também ao Ecossistema Ânima estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI (Escola Brasileira de Direito), Le Cordon Bleu (SP), SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, e Learning Village, primeiro hub de inovação e educação da América Latina, além do Instituto Ânima.

Em 2023, a Forbes, uma das revistas de negócios e economia mais respeitadas no mundo, elencou a Ânima entre as 10 maiores companhias inovadoras do país e, em 2022, o ecossistema de ensino, também foi destaque do Prêmio Valor Inovação – parceria do jornal Valor Econômico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC – figurando no ranking de empresas mais inovadoras do Brasil no setor de educação. Desde 2013, a companhia está na Bolsa de Valores, no segmento de Novo Mercado, considerado o de mais elevado grau de governança corporativa.

Fonte: Textual Comunicação

A violência contra animais é espelho da nossa consciência coletiva

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Por que episódios de crueldade revelam falhas profundas na forma como lidamos com a dor?

Por João Ribeiro*

A morte do cão Orelha não chocou apenas pela perda de uma vida, mas pela brutalidade envolvida. Casos como esse expõem algo mais profundo do que um crime isolado: revelam o nível de desconexão moral e espiritual que ainda persiste na sociedade. A comoção gerada não se explica apenas pelo amor aos animais, mas pelo incômodo coletivo diante da crueldade gratuita.

A violência contra animais não é um fenômeno raro. O que torna alguns casos mais visíveis do que outros é a repercussão midiática, não a exceção do ato. Em diferentes partes do mundo, situações semelhantes ocorrem diariamente sem ganhar atenção. Isso levanta uma pergunta necessária: por que a indignação aparece em alguns momentos e se cala em tantos outros?

Do ponto de vista espiritual, os animais não são objetos nem seres descartáveis. São consciências em processo de aprendizado, assim como os seres humanos. A relação que muitos desenvolvem com eles revela uma conexão profunda, que vai além da posse ou do afeto superficial. Negar essa dimensão é reduzir a própria noção de vida.

Diante de episódios como esse, surgem pedidos de punição exemplar e até de vingança. Embora a justiça humana tenha seu papel — e deva agir dentro da lei —, ela não resolve o núcleo do problema. A violência não se corrige com mais violência. O ódio, quando alimentado, apenas reproduz o mesmo padrão que se condena.

Toda ação gera consequências. Escolhas moldam destinos, e atitudes marcadas pela crueldade produzem desdobramentos profundos, não apenas para as vítimas, mas também para quem as pratica. A consciência, cedo ou tarde, se torna o tribunal mais severo. É nela que surgem o arrependimento, a culpa ou a necessidade de reparação.

Casos como o do cão Orelha deveriam servir menos como combustível para a fúria coletiva e mais como convite à reflexão. O verdadeiro desafio não está apenas em punir, mas em compreender que humanidade e espiritualidade se revelam nas escolhas cotidianas. A pergunta que permanece é simples e incômoda: que tipo de consciência estamos alimentando com nossas atitudes?

João Ribeiro é espiritualista cristão, médium, terapeuta e autor do livro “A jornada eterna”.

Fonte: LC Agência

Depressão, estresse e agressividade: como identificar, tratar e prevenir transtornos emocionais em cães e gatos

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Cuidados com a mente e as emoções dos animais refletem diretamente na saúde física e na harmonia com os responsáveis

Problemas emocionais como ansiedade, medo, estados depressivos, agressividade e compulsões não são exclusivos dos humanos e fazem parte da rotina clínica dos animais de estimação. Cães e gatos também sofrem com esses distúrbios, muitas vezes de forma silenciosa e geralmente são confundidos com desobediência ou “manias”. Ignorar esses sinais compromete não só o comportamento, mas também a saúde física dos pets e o convívio com os responsáveis.

Para a médica-veterinária Farah de Andrade, consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, entender o comportamento como forma de comunicação é o primeiro passo para cuidar da saúde mental dos animais. “Eles sentem, sofrem, se frustram e demonstram isso com atitudes. Quando o pet passa a destruir objetos, vocalizar em excesso, se isolar ou apresentar agressividade, ele está sinalizando que algo não vai bem”, explica.

Sinais de alerta: o que observar no comportamento diário do pet

Comportamentos como apatia, automutilação, alterações de apetite, mudanças no sono, urinar ou defecar fora do lugar habitual, medo exagerado e agitação constante podem indicar quadros de estresse crônico, ansiedade e depressão. As causas variam de mudanças na rotina, ausência prolongada dos responsáveis e solidão até traumas e o processo de envelhecimento.

Animais idosos podem apresentar sinais semelhantes aos da demência nos humanos, como desorientação, irritabilidade, apego excessivo. “É comum que os responsáveis não saibam interpretar esses sinais. Por isso, a avaliação veterinária especializada é fundamental para um diagnóstico correto e o início do tratamento mais adequado”, alerta Farah.

Tratamento emocional vai além do carinho

Em muitos casos, reorganizar a rotina do pet, ajustar o ambiente e fortalecer o vínculo com o responsável já pode ajudar a reduzir ou reverter os sinais comportamentais, mas quando o quadro é mais severo ou persistente, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos veterinários manipulados, sempre com orientação médica.

“O tratamento precisa ser seguro, eficaz e adaptado ao paciente. Um comprimido amargo pode causar ainda mais estresse, enquanto um biscoito sabor frango ou um gel transdérmico aplicado com carinho transforma o cuidado em experiência positiva”, destaca Farah. A manipulação veterinária permite ajustar a dosagem ao peso do animal, combinar diferentes ativos e escolher formas farmacêuticas flavorizadas que melhor se adaptem ao pet, como biscoitos, molhos, pastas orais e xaropes em sabores como picanha, bacon, queijo, leite condensado e azeitona. Isso aumenta a adesão ao tratamento e reduz o estresse do responsável e do animal.

Entre as opções prescritas por médicos-veterinários, estão fitoterápicos e nutracêuticos como valeriana, kawa-kawa, passiflora, L-triptofano e melatonina, ideais para quadros leves a moderados. Já os medicamentos controlados, como fluoxetina, sertralina e clomipramina são indicados em casos mais complexos e também podem ser manipulados de forma personalizada.

Prevenir é cuidar antes que adoeça

A prevenção dos transtornos emocionais deve começar em casa, com o chamado enriquecimento ambiental: adaptações no ambiente para oferecer estímulos físicos, sensoriais e cognitivos ao pet. “Tédio e falta de estímulo são gatilhos para vários distúrbios. Um cão precisa explorar, correr e cheirar. Um gato precisa de altura, esconderijos e desafios. Sem isso, o pet adoece em silêncio”, reforça a veterinária.

Brinquedos interativos, prateleiras, arranhadores, atividades com reforço positivo e passeios regulares ajudam a manter o equilíbrio emocional. Uma rotina previsível, com tempo de qualidade ao lado do responsável, também contribui para o bem-estar dos animais.

Uma via de mão dupla: como os pets ajudam na saúde mental dos humanos

Se o responsável influencia o equilíbrio emocional do pet, o contrário também é verdadeiro. Quem tem ou já teve um animal de estimação entende como eles colaboram na redução do estresse e da ansiedade, aliviam sintomas de depressão e fortalecem o senso de conexão emocional.

A presença de um pet pode transformar a rotina do responsável, especialmente dos idosos, ajudar no desenvolvimento emocional de crianças e ser uma âncora afetiva para quem enfrenta perdas ou momentos de solidão. Porém, esse animal de estimação também deve ter suas necessidades físicas, emocionais e mentais atendidas. “Um pet emocionalmente equilibrado é fonte de afeto, acolhimento e estrutura. Ele contribui com o bem-estar de toda a família e, por isso, merece o mesmo cuidado que oferece”, ressalta Farah.

Emoção e saúde caminham juntas

Ignorar a saúde mental de cães e gatos pode levar a complicações clínicas: doenças dermatológicas, digestivas, cardiovasculares e até imunológicas apresentam associação reconhecida com estados emocionais alterados. Por outro lado, cuidar do emocional é uma forma concreta de prolongar a vida e melhorar a qualidade do dia a dia.

“A saúde mental dos pets não é frescura, é parte essencial do bem-estar. Cuidar das emoções é tão importante quanto vacinar, alimentar ou levar ao veterinário. O cuidado emocional é um investimento na saúde do pet e também na harmonia do lar”, conclui a especialista da DrogaVET.

Sobre a DrogaVET

A DrogaVET está sempre em busca de soluções no segmento de manipulação veterinária, respeitando integralmente todos os princípios éticos que regem a produção de medicamentos e sua aplicabilidade em animais. Pioneira no segmento de farmácias de manipulação, a rede, que surgiu em 2004, já conta com mais de 100 unidades no Brasil, unindo tecnologia, inovação e o conhecimento de uma equipe altamente especializada de farmacêuticos e veterinários. Mais informações no site www.drogavet.com.br.

Fonte: Deepzo

Check-up anual: um cuidado essencial para saúde e bem-estar dos pets

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MSD Saúde Animal reforça que a avaliação veterinária periódica possibilita o diagnóstico precoce e manejo antecipado, contribuindo para uma vida mais longa e com mais qualidade para os pets

Ter um animal de estimação é, acima de tudo, uma jornada de companheirismo. No Brasil, onde os pets são considerados membros das famílias, há uma grande preocupação com o “tempo de vida” desses parceiros. Para que esse tempo seja longo e, principalmente, vivido com qualidade, a rotina de cuidados deve incluir o check-up veterinário anual, parte essencial para o cuidado preventivo.

Alinhado a isto, o início do ano surge como o momento ideal para esse olhar atento. No entanto, o cenário nacional ainda revela um desafio cultural: embora o Brasil tenha uma das maiores populações de pets do mundo, apenas cerca de 18% dos tutores brasileiros realizam visitas ao veterinário de forma estritamente preventiva, de acordo com levantamento da UPPartner. Além disso, existe uma disparidade entre as espécies: enquanto cães visitam o consultório em média 2,8 vezes ao ano — muitas vezes apenas para vacinas —, dados do IBPAD apontam que cerca de 40% dos tutores de gatos só buscam auxílio profissional em casos de emergência.

De acordo com a médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal, Kathia Soares, esses encontros regulares com o médico-veterinário desempenham um papel fundamental na saúde dos pets, pois permitem não apenas a atualização dos protocolos vacinais, mas também a avaliação clínica e realização de exames. Essa abordagem possibilita a identificação precoce de alterações de saúde, favorece manejos mais oportunos e contribui para melhores prognósticos, tendo impacto positivo na longevidade e qualidade de vida dos animais”, afirma a especialista.

O que avaliar em cada fase da vida

A médica-veterinária destaca que, independentemente da idade do animal, durante as consultas o profissional deve realizar uma avaliação clínica completa além de solicitar exames de rotina, como exames de sangue, urina e fezes. Reforça ainda que a frequência de consultas e os exames indicados variam conforme cada animal, considerando fatores como idade, histórico de saúde, ambiente e hábitos do pet. Em casos de pets idosos ou que apresentem condições pré-existentes, o acompanhamento pode ocorrer com intervalos mais curtos, além da solicitação de exames adicionais, conforme orientação do médico-veterinário.

Vacinação e controle de parasitas: pilares essenciais

A vacinação é um dos cuidados mais importantes para a saúde dos pets, pois protege contra doenças infecciosas graves, algumas delas inclusive com potencial de transmissão para as pessoas. Um exemplo é a raiva, uma zoonose fatal que reforça a importância da revacinação antirrábica anual, conforme a recomendação do médico-veterinário.Outro ponto de atenção permanente é a proteção contra parasitas, como pulgas, carrapatos e o mosquito-palha, sendo o último vetor da leishmaniose, uma zoonose de grande impacto no Brasil. Por isso, a prevenção contra esses parasitas deve fazer parte da rotina de cuidados com os pets, de forma contínua e orientada pelo médico-veterinário.Nesse contexto, Soares destaca que a MSD Saúde Animal, comprometida com o conceito de saúde única (One Health), desenvolve soluções inovadoras que contribuem para melhor a vida das pessoas, a saúde e o bem-estar dos animais, apoiando os médicos-veterinários e responsáveis em escolhas seguras e eficazes ao longo de toda a vida dos pets.

Para materializar esse cuidado, a MSD Saúde Animal possui um portfólio que inclui a linha Bravecto® (em comprimidos ou transdermal), que proporciona até 12 semanas de proteção contra pulgas e carrapatos, e o inovador Bravecto® 365, solução injetável anual aplicada pelo médico-veterinário; a coleira Scalibor®, essencial no combate ao vetor da leishmaniose; o Defenza®, comprimido mastigável que possui ação contra pulgas, carrapatos, sarnas e até o bicho-de-pé por até 37 dias; e a linha Nobivac®, referência em vacinas, incluindo a proteção contra a raiva. Juntas, essas soluções reforçam a importância da prevenção contínua, favorecendo que cães e gatos tenham uma vida longa e saudável.

Sinais de alerta e o olhar do tutor

Vale ressaltar que mesmo com o check-up em dia, a observação diária do tutor é insubstituível. Mudanças sutis de comportamento podem indicar que algo não vai bem. Por esse motivo, deve-se estar atento a sinais como prostração, perda de apetite, cansaço excessivo ao se exercitar, vômitos, tosse ou coceiras persistentes.

“Ao notar qualquer mudança na rotina ou no comportamento do pet, a recomendação é buscar imediatamente por atendimento veterinário. Manter um acompanhamento veterinário regular não só contribui para o bem-estar no presente, como também ajuda a construir uma vida mais longa e saudável ao lado de quem amamos. Ao investir em prevenção e ciência, estamos, na verdade, ganhando tempo: mais tempo de brincadeiras e mais anos de saúde para quem nos ama incondicionalmente”, finaliza Kathia Soares.

Sobre a MSD Saúde Animal  

A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, é uma unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a Ciência para Animais mais Saudáveis. Por mais de 130 anos, temos sido pioneiros em ciência inovadora. Somos movidos pela inovação contínua para desenvolver medicamentos, vacinas e tecnologias revolucionárias. Com a experiência direta na fazenda e na clínica, atuamos lado a lado com nossos clientes em cada etapa do caminho. O foco é capacitar aqueles que cuidam dos animais, ajudando-os a gerenciar sua responsabilidade vital com confiança. Porque ninguém entende a saúde animal como nós.  Para obter mais informações, visite nosso site  e conecte-se conosco no LinkedIn, Instagram e Facebook.

Declarações Prospectivas da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA

Este comunicado à imprensa da Merck & Co., Inc., Kenilworth, N.J., EUA (“empresa”) inclui “declarações prospectivas” de acordo com o significado das disposições de segurança da U.S. Private Securities Litigation Reform Act (Lei Norte-Americana de Reforma de Litígios de Ações Privadas) de 1995. Essas declarações são baseadas em suposições e expectativas atuais da direção executiva da empresa e estão sujeitas a riscos e incertezas significativos. Se as suposições subjacentes forem incorretas ou houver riscos ou incertezas, os resultados reais podem diferir substancialmente daqueles contidos nas declarações prospectivas. Os riscos e incertezas incluem, mas não estão limitados a, condições gerais da indústria e da concorrência, fatores econômicos gerais, incluindo taxa de juros e flutuações da taxa de câmbio; o impacto da epidemia global do novo coronavírus (COVID-19);impacto da regulamentação da indústria farmacêutica e legislação de saúde nos Estados Unidos e internacionalmente; tendências globais para contenção de custos com a saúde; avanços tecnológicos, novos produtos e patentes obtidas por concorrentes; desafios inerentes ao desenvolvimento de novos produtos, incluindo a obtenção de aprovações regulatórias; capacidade da empresa prever com precisão as condições futuras de mercado; dificuldades ou atrasos de produção; instabilidade financeira das economias internacionais e de risco à soberania; dependência da eficácia das patentes da empresa e outras proteções para produtos inovadores; e exposição a litígio, incluindo litígios de patentes e/ou ações regulatórias. A empresa não assume nenhuma obrigação de atualizar publicamente qualquer declaração prospectiva, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou de qualquer outra forma. Outros fatores que possam fazer com que os resultados difiram substancialmente daqueles descritos nas declarações prospectivas podem ser encontrados no Relatório Anual de 2020 da empresa, no Formulário 10-K e outras submissões da Empresa junto à Securities and Exchange Commission (SEC) (Comissão Norte-Americana de Valores Mobiliários), disponível no site da SEC (www.sec.gov).

Fonte: FSB Comunicação

Especialista alerta sobre os riscos da automedicação, da troca de medicação e da interrupção de tratamentos em pets

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Prática comum entre os responsáveis dos pets pode agravar doenças crônicas, como dermatites alérgicas, causando reações indesejadas e “efeito rebote”

Apesar de contraindicada por especialistas, a automedicação ainda é uma prática frequente entre os responsáveis de pets no Brasil – de acordo com a pesquisa Radar Pet 2020, 19% dos responsáveis já deram medicamentos aos seus animais de estimação sem qualquer orientação profissional. Esse comportamento costuma surgir diante de sintomas como vômito, diarreia, perda de pelo, até coceira e em casos graves pancreatite, quando o responsável recorre ao próprio armário de remédios na tentativa de aliviar o mal-estar do pet de forma rápida. Entretanto, essa conduta representa sérios riscos à saúde do animal: o uso de medicamentos sem prescrição veterinária pode provocar intoxicação, agravar o quadro clínico do pet, dificultar o diagnóstico e comprometer a eficácia do tratamento adequado.

A pesquisa revela, ainda, outro hábito preocupante: 22% dos responsáveis seguem conselhos de outros responsáveis de pet antes de buscar auxílio profissional. “Vemos com frequência as pessoas recorrerem à opinião de amigos, conhecidos e até mesmo de balconistas de pet shop quando o pet apresenta algum sintoma, mas isso pode ser extremamente perigoso. Cada animal é único, e o que funcionou para um pode ser ineficaz – ou até prejudicial – para outro”, informa a Dra. Flávia Clare, médica-veterinária, com Mestrado e Doutorado e especializada em dermatologia, professora do Centro Universitário de Valença (UNIFAA) e da Associação de Pós-Graduações em Medicina Veterinária (ANCLIVEPA/SP).

Segundo a especialista, outro ponto crítico é a interrupção do tratamento por conta própria: em casos de condições pré-existentes, como doenças dermatológicas, abandonar a medicação prescrita pelo médico-veterinário pode agravar o quadro, prolongar o desconforto do animal e comprometer os resultados terapêuticos. “Em um cão atópico, por exemplo, o alívio imediato de uma coceira não significa que a causa do problema foi resolvida. Muitos responsáveis abandonam tratamentos assim que os sinais clínicos diminuem, sem orientação, e os sintomas tendem a retornar com mais intensidade. Em certos casos, o organismo do animal pode até desenvolver resistência ao tratamento”, explica Dra. Flávia.

A troca de medicamentos sem recomendação veterinária – seja por indicação de alguém ou com base em experiências anteriores, de tratamento de outros pets – também pode comprometer a resposta ao tratamento e pode provocar reações adversas. “Cada medicamento possui indicações específicas, dosagem adequada e mecanismos de ação distintos. A substituição da medicação pode mascarar sintomas importantes e dificultar o controle da doença. Além disso, expor o pet a novos medicamentos sem orientação veterinária é muito perigoso, porque algumas substâncias podem sobrecarregar o organismo do animal, especialmente fígado e rins, que são responsáveis por filtrar esses compostos”, alerta a especialista.

A Zoetis, líder global em saúde animal, reforça a importância do acompanhamento veterinário em todas as etapas do cuidado, especialmente na escolha de medicamentos para o tratamento de condições crônicas, como a coceira associada à dermatite atópica. Dentro de seu portfólio, Apoquel® (oclacitinib) é uma opção segura e eficaz para o controle da coceira associada às dermatites alérgicas e atópica em cães, atuando na redução da inflamação e promovendo alívio rápido — em até 4 horas — e prolongado. Com mais de 10 anos no mercado e mais de 90 milhões de tratamentos realizados em todo o mundo, o produto contribui para a qualidade de vida dos pets. Para mais informações, consulte um médico-veterinário

Sobre a Zoetis

Como empresa líder mundial em saúde animal, a Zoetis é movida por um propósito singular: fortalecer o mundo e a humanidade por meio do avanço no cuidado com os animais. Depois de inovar maneiras de prever, prevenir, detectar e tratar doenças animais por mais de 70 anos, a Zoetis continua apoiando aqueles que criam e cuidam de animais em todo o mundo – de veterinários e responsáveis de animais de companhia a criadores de gado e pecuaristas. O portfólio líder e de medicamentos, vacinas, diagnósticos e tecnologias da empresa fazem a diferença em mais de 100 países. Uma empresa da Fortune 500, a Zoetis gerou uma receita de US$ 9,3 bilhões em 2024, com aproximadamente 13.800 funcionários. Para mais informações, clique aqui.

Fonte: Edelman Brasil

Pets no Carnaval: como levar seu amigo de quatro patas aos bloquinhos com segurança

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Calor, barulho, fantasias e glitter exigem cuidados especiais para garantir a diversão sem riscos para seu pet

Está aberta a temporada dos bloquinhos de rua! E, cada vez mais, tutores querem incluir seus pets na folia. Mas antes de levar cães ou gatos para bloquinhos, é importante lembrar: o ambiente pode ser estressante e até perigoso para os animais.

Calor intenso, barulho, aglomeração e contato com substâncias inadequadas exigem atenção redobrada.
Nem todo pet está preparado para esse tipo de programação. Animais idosos, filhotes, braquicefálicos (como pugs e bulldogs) ou mais sensíveis ao som devem ficar em casa.

“Em momento de estresse, os animais podem ter reações inesperadas relacionadas ao medo/estresse/ansiedade, que podem variar desde alterações fisiológicas (aumento das frequências respiratória e cardíaca) e rigidez muscular (travar de medo) até mesmo fugas inesperadas. Além disso, fazer exercícios durante o calor intenso pode favorecer quadros de hipertermia (internação) maligna e a resposta ao estresse tende a exacerbar estes quadros”, explica a Dra. Sibele Konno, diretora médica do Grupo Pet Care.

Avalie se seu pet realmente vai gostar

Se o animal demonstra medo de ruídos altos ou multidões, o ideal é poupá-lo da experiência. Sinais de estresse incluem tremores, respiração acelerada, tentativa de fuga e orelhas baixas.

Calor e hidratação são prioridade
O asfalto quente pode queimar as patas e o risco de hipertermia é real.
Algumas recomendações básicas:
 Leve água fresca e ofereça com frequência
 Evite horários de sol forte (prefira manhã cedo ou fim de tarde)
 Faça pausas em locais sombreados
 Observe sinais de superaquecimento, como língua muito vermelha ou azulada,
respiração muito ofegante, apatia ou salivação excessiva

Fantasia pode, desde que seja confortável
Sim, pode fantasiar, mas com moderação. Nem todo pet se sente à vontade com
roupinha. O “figurino” deve:
 Ser leve e respirável
 Não apertar o corpo ou pescoço
 Não limitar movimentos
 Não cobrir olhos, focinho ou orelhas
Se o pet tentar tirar a fantasia ou parecer incomodado, retire imediatamente. Atenção,
alguns pets podem tentar “comer” os adereços, usem com cautela!

Glitter em pets? Melhor evitar
O glitter tradicional não é indicado para animais. Além de conter microplásticos, pode causar irritações na pele, olhos e vias respiratórias e ainda há risco de ingestão ao se lamberem.
Caso queira dar um toque carnavalesco, existem produtos específicos “pet safe”, formulados para animais. Mesmo assim, o uso deve ser mínimo e nunca próximo aos olhos ou boca.

Guia curta e identificação são essenciais
Use coleira com plaquinha de identificação atualizada e prefira guia curta para manter o controle em ambientes cheios. Peitorais costumam ser mais seguros do que coleiras de pescoço.

Atenção a alimentos e bebidas
Nada de compartilhar bebidas alcoólicas ou petiscos humanos. Muitos alimentos comuns no Carnaval como os ultraprocessados podem conter muito sódio. Além disto, lembre-se que chocolates (de qualquer tipo), algumas frutas, inclusive os sucos, como uvas, carambolas, abacates e alimentos muito condimentados com cebola, alho ou pimenta, são tóxicos para pets.
Respeitar os limites também é amor

Se o bloquinho estiver cheio demais ou o animal demonstrar cansaço, o melhor é voltar para casa. Curtir o Carnaval com responsabilidade é garantir que a experiência seja positiva para todos, inclusive para quem tem quatro patas.
“Nem sempre os animais irão gostar das mesmas festas que a gente e respeitar os limites de cada espécie é importante não só pela convivência, mas também pela como forma de zelar pela SAÚDE do seu pet. Se for o caso, vá curtir o bloquinho com os amigos e deixe o seu melhor amigo curtindo o conforto do sofá”, completa Dra Sibele.

Fonte: Anna Beatriz Gregorio

Até onde vai a impunidade nos crimes de maus-tratos a animais no Brasil?

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Segundo professor da Faculdade Baiana de Direito, endurecimento da lei e repercussão social dificultam a conversão de penas em casos de extrema violência

A brutalidade que interrompeu a vida do cão comunitário Orelha, de 10 anos, em Florianópolis, no início de janeiro, transformou o luto de uma comunidade em um pedido nacional por justiça. O crime provocou uma onda de indignação nas redes sociais, culminando em protestos que tomaram as ruas da capital catarinense. O caso do animal, que era um símbolo de carinho, reacendeu o debate sobre os limites da crueldade e a capacidade das instituições em punir agressores.

O Brasil possui hoje uma das maiores populações de animais domésticos do mundo. De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB) e a Abinpet, o país soma 170 milhões de pets em 2025, sendo 66,3 milhões só de cães. No entanto, os números de abandono ainda são expressivos. Em 2023, foram registrados 201.039 animais abandonados. A região Sudeste concentrou a maior parte das ocorrências com 42% (84.424), seguida pelo Sul com 24% (48.368), Nordeste com 16% (32.860), Centro-Oeste com 11% (21.738) e Norte com 7% (13.649).

Conforme Diogo Guanabara, mestre em Direito e professor de Direito Ambiental da Faculdade Baiana de Direito, “o ordenamento jurídico brasileiro hoje é claro ao definir que os maus-tratos contra animais configuram crime, com sanções que variam conforme a gravidade do ato e o tipo de animal atingido, deixando de ser uma conduta ignorada pelo Estado”, explica.

A principal ferramenta de punição é a Lei 9.605, de crimes ambientais, criada em 1998 e alterada recentemente em 2020 pela chamada Lei Sansão. Essa atualização endureceu as penas especificamente quando o crime é cometido contra cães e gatos, elevando a punição para dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda. Caso o maltrato resulte em morte, a pena é aumentada de um sexto a um terço. Com isso, a conduta deixou de ser considerada um crime de menor potencial ofensivo, o que antes permitia punições muito mais brandas.

Sobre a possibilidade de os agressores responderem em liberdade ou terem as penas convertidas em serviços comunitários, o especialista da Faculdade Baiana de Direito pondera: “a grande questão é que a gravidade e a repercussão do caso costumam levar o judiciário a aplicar penas um pouco mais severas e dificultaria a troca dessa sanção penal. Em penas de cinco anos, como a máxima no caso de um maltrato a cães e gatos que leva à morte, a tendência é que o agressor sofra uma sanção penal de reclusão mesmo”, destaca Guanabara.

No caso de Florianópolis, a investigação ganha outros entendimentos por envolver adolescentes. Como são menores de idade, eles não respondem pelo Código Penal, mas sim pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por ato infracional. Por outro lado, os adultos envolvidos podem ser penalizados por favorecimento pessoal, conforme o artigo 348 do Código Penal, caso tenham auxiliado os jovens a se esquivarem da autoridade policial. Além disso, o fato de o crime ter sido praticado em grupo agrava a situação sob a ótica da periculosidade social.

Como denunciar maus-tratos a animais

A participação civil é fundamental para que a lei seja cumprida. Caso seja presenciado maus-tratos, a população pode utilizar os seguintes canais:

– Polícia Militar: Ligue 190 em casos de flagrante ou emergência;

– Disque Denúncia: Ligue 181 para denúncias anônimas;

– Delegacia Eletrônica: Muitos estados possuem abas específicas para crimes contra animais em seus sites de Polícia Civil;

– Ministério Público: Denuncie na ouvidoria do Ministério Público estadual;

– IBAMA (Linha Verde): O número 0800 61 8080 também recebe denúncias de crimes contra a fauna.

Como garantir a eficácia da denúncia

– Colete Provas: Tire fotos e faça vídeos claros da situação, negligência, agressão, falta de água/comida ou ambiente insalubre, sem colocar sua segurança em risco;

– Detalhes do Local: Anote o endereço exato, nome do agressor (se souber) e horários das agressões;

– Testemunhas: Se houver vizinhos ou outras pessoas que presenciaram, colete o contato delas.

Fonte: Agência LK Comunicação

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