Justificar erros pela quantidade de tempo que eles vem sendo repetidos, e o mesmo que nós conformamos com a doença sem procurar a cura….
No tempo de Jesus o sábado era um dia “sagrado” onde ficava proibido qualquer tipo de ação, era o dia dedicado ao descanso. Tradição de um povo que durante séculos se manteve inalterado, mas que Jesus sabiamente “desrespeita” em favor da coerência, da moral e da caridade. Jesus cura no dia de sábado, pois isso é o que era moralmente certo a se fazer.
Justificar o rodeio, vaquejadas, touradas e outras formas de tortura animal, pelo tradicionalismo ou por uma questão cultural é o mesmo que justificar a luta de gladiadores ou a própria escravidão pelos mesmos argumentos.
Tomemos em comparação a escravidão; desde o começo da civilização o mais forte escraviza o mais fraco, foi assim com os egípcios e os hebreus, e com muitos outros povos e civilizações durante toda a historia.
Seria então a escravidão humana do mais fraco pelo mais forte uma “manifestação” cultural e tradicional genuína, só por que ela vem acontecendo a milhares de anos….
Vejam vocês; como nem sempre o que é tradicional é o moralmente correto, ou como quase sempre só é aceito como “cultural”, por aquele que se beneficiam da situação. Motivos para se justificar o erro não faltam, uns são diretos e se justificam na força, outros se escondem em motivos disfarçados. Os Romanos assim como os Europeus, escravizavam com a justificativa de levar “cultura” aos povos atrasados, mostrando que é fácil se justificar qualquer atrocidade quando se convém ou se tem poder para impor a sua “verdade”.
Assim são os rodeios, vaquejadas, touradas e manifestações afim. Nada mais são que as “lutas do coliseu”, em novas roupagem. Modernizadas para que o sofrimento e a derrota se restrinja ao pobre animal, que muito pouco pode fazer para salvaguardar sua vida. Covardemente são submetidos a torturas físicas e psicológicas, para a satisfação de um publico que trocou o “pão e circo”, “pela cerveja e a musica”.
Alguns justificam que os animais não sofrem, que eles são bem cuidados, mas não era isso que os donos de escravos falavam de suas “posses” quando queriam vender seus escravos a preços melhores. Alguém já viu um boi pular em um pasto como eles fazem no rodeio, como se fosse natural um touro pular e rodopiar sem motivo algum.
Dr. Ricardo Luiz Capuano
CRMV -SP – 12636
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